Na Suíça, continua o julgamento por estupro da ex-enfermeira de Schumacher

Um tribunal suíço retomou as audiências do caso do ex-piloto australiano de GP3 (atual “Fórmula-3”) Joey Mawson, acusado de estuprar a ex-enfermeira de Michael Schumacher na casa do heptacampeão de F-1.
O incidente ocorreu no final de 2019. Duas testemunhas confirmaram que a mulher sofreu um leve desmaio devido ao consumo excessivo de álcool durante uma festa. O acusado, que estava na casa como convidado de Mick Schumacher (filho de Michael), e um fisioterapeuta, que não foi envolvido no caso, a acompanharam de volta ao quarto.
Supostamente, após isso, o acusado retornou ao quarto da enfermeira e a estuprou enquanto ela estava inconsciente e vestida.
De acordo com as provas apresentadas pela acusação, descritas como “irrefutáveis”, o ex-piloto teria confirmado o ocorrido de forma velada em uma série de mensagens nas redes sociais.
A defesa nega veementemente as acusações contra o réu. Segundo a versão do advogado do piloto, a enfermeira não deixou a festa embriagada, mas, ao contrário, flertou com o piloto, convidando-o para seu quarto antes de manter relações íntimas. O advogado da vítima criticou essa versão.
A acusação pediu uma pena de quatro anos de prisão para o piloto e uma proibição de entrada no país por 10 anos. Vale ressaltar que, juridicamente, Mawson não é acusado de estupro – neste caso específico, o sistema judicial suíço considera o ato sexual como cometido contra uma pessoa incapaz de consentir ou resistir.
O veredito do tribunal é esperado para a próxima sexta-feira. Mesmo em caso de condenação, o acusado poderá retornar à Austrália, mas, após isso, estará proibido de deixar a Suíça.




