Basquete

Colapso do ‘San Antonio’ – já na enciclopédia de falhas épicas – Falta pessoal

Infelizmente, aqui não dá para evitar uma tradução literal do inglês. “Chokice”, “choke” ou simplesmente “choke” significa uma situação em que um atleta ou equipe falha em um momento decisivo, mesmo quando a vitória estava quase garantida.

O “Spurs” não apenas perdeu o quarto jogo da série final, mas também deixou escapar uma vantagem de 29 pontos. Este é o maior comeback da história das finais da NBA e uma catástrofe de proporções históricas. No entanto, nem todos os fracassos são iguais, então vamos classificar esses momentos.

Nem sempre um erro crucial (ou talvez nem um erro)

Erro no momento decisivo – um jogador tem um desempenho digno em uma partida ou série, assume a responsabilidade em um momento crucial, mas falha

Exemplo: Larry Bird na final de 1987

O líder do “Celtics” errou o arremesso da vitória no estouro do cronômetro no quarto jogo da série contra o “Lakers”. No vídeo, é visível que Magic Johnson já estava desanimado com o acerto – seus ombros caíram de decepção, apenas para subir um segundo depois em um gesto de vitória. É esse erro de Bird que Bill Simmons, em seu “Livro do Basquete”, cita como uma lembrança fundamental da infância e o erro mais próximo que ele se lembra.

O grau de “amarelão” pode depender da complexidade do lance e da reputação do jogador. Se Bird era conhecido como um monstro na execução de lances decisivos, Patrick Ewing já tinha um histórico de críticas nesse aspecto. Por isso, seu erro na série de playoffs contra o Indiana está muito mais próximo de ser considerado “amarelão” do que outros fracassos mais “dignos”.

Lesão ou ausência na quadra em um momento decisivo – o jogador sofre uma contusão que afeta seu desempenho ou o tira completamente da partida

Exemplo: Jayson Tatum contra o “Miami” em 2023

O “Boston” teve a chance de ser o primeiro na história a vencer uma série após estar perdendo por 0-3, mas o líder do “Celtics” sofreu uma lesão logo no início do jogo decisivo. O mesmo aconteceu na série entre “Boston” e “Philadelphia” nos playoffs de 2026, quando Tatum não pôde jogar a sétima partida devido a uma contusão. O “Celtics” perdeu a vantagem de 3-1 na série, mas é difícil atribuir toda a culpa a Tatum.

Pode-se dizer que perder jogos decisivos parcialmente protege do risco de ser rotulado como “choker”. Se Kawhi Leonard perde jogos devido a lesões, não se pode culpá-lo. Afinal, ele mostraria seu potencial se pudesse. Essa situação é frustrante, mas não se encaixa na definição de “choker”.

Um guerreiro solitário – a equipe perde devido a uma sequência incrível do líder adversário

Exemplo: Jimmy Butler no “Miami”

Aqui está alguém que realmente entrava em quadra sem medo dos favoritos. Em 2023, o “Heat” se classificou para os playoffs como o oitavo colocado e eliminou o líder da conferência, o “Milwaukee”, em cinco jogos. Sim, Giannis Antetokounmpo não estava 100% saudável, mas toda a análise do que aconteceu se resumia a uma observação simples: Butler estava imparável e marcou 188 pontos em cinco jogos, enquanto seu melhor companheiro de equipe marcou 100 pontos a menos.

O mesmo vale para Michael Jordan na final da NBA de 1993. O “Phoenix” com Barkley era, possivelmente, mais forte, mas o líder do “Chicago” decidiu pessoalmente o resultado da série a favor de sua equipe.

Fracasso do técnico – uma má decisão se transforma em colapso para a equipe

Exemplo: Gregg Popovich na final de 2013

A lenda do “Spurs” cometeu um erro marcante ao retirar Tim Duncan da quadra no momento decisivo do sexto jogo da série contra o “Miami”. No final, após um erro de LeBron James, o rebote ofensivo foi pego por Chris Bosh, que passou a bola para Ray Allen, que marcou um dos melhores arremessos da história.

Foi uma substituição mal-sucedida, mas não fica claro se as coisas teriam sido diferentes se Duncan estivesse em quadra. Além disso, não é o técnico que entra em quadra, então as críticas a ele geralmente são menores.

A inação também pode ser um erro: lembramos de Kenny Atkinson, que esqueceu os tempos técnicos durante a reação do “Nicks” na série contra o “Cavaliers” em 2026. Cada derrota é parcialmente atribuída ao técnico. Não é à toa que dizem que as vitórias são dos jogadores, mas as derrotas são dos técnicos.

Algo está errado – o time tem vantagem, mas perde em circunstâncias suspeitas

Exemplo: “Dallas” na final de 2006

O “Mavericks” liderava a série contra o “Miami” por 2-0, mas depois perdeu quatro jogos seguidos devido a arbitragens questionáveis. Havia rumores de que a NBA decidiu se vingar do dono excessivamente chato, Mark Cuban, por suas constantes reclamações, e por isso o líder do “Heat”, Dwyane Wade, converteu um milhão de lances livres.

Uma situação semelhante ocorreu na primeira rodada dos playoffs de 2005, embora naquela ocasião Cuban estivesse do outro lado. Seu “Dallas” perdeu os dois primeiros jogos da série contra o “Houston”, mas conseguiu vencer em sete partidas. Durante o confronto, Cuban reclamou das cortinas ilegais de Yao Ming, e o técnico principal do “Rockets”, Jeff Van Gundy, acusou os árbitros de preconceito contra o pivô chinês. No final, o “Rockets” foi eliminado, e Van Gundy pagou a maior multa da época para técnicos, no valor de 100 mil dólares. O árbitro corrupto Tim Donaghy afirmou em seu livro que o resultado daquela série foi decidido nos bastidores.

Chokismo evidente

Olhar vidrado – o líder do time permanece em uma letargia inexplicável durante um jogo ou uma série inteira

Exemplo: Dirk Nowitzki na primeira rodada dos playoffs de 2007 e LeBron na final de 2011

O Mavericks de 2006 sofreu uma derrota e voltou ainda mais forte — para superar o Golden State. Aqueles Warriors executaram perfeitamente o plano de Don Nelson, que apostou em quintetos baixos e fez o máximo para neutralizar Dirk Nowitzki. No final, o líder do Dallas recebeu o prêmio de MVP da temporada regular após ser eliminado dos playoffs…

… para, quatro anos depois, colocar LeBron em uma situação semelhante. O Mavericks venceu o Heat de LeBron, Wade e Chris Bosh na primeira temporada da união do trio. LeBron parecia ter sofrido algum tipo de falha mental, limitando seus recursos disponíveis.

Um ano depois, LeBron se recuperou, levando a série contra o Boston na final do Leste, mas a final de 2011 sempre será lembrada no formato “mas o Jordan nunca faria isso”.

Momento decisivo – um jogador comete um erro que custa caro ao seu time

Exemplo: os lances livres de Nick Anderson

Nenhum material sobre fracassos em momentos decisivos deixa de mencionar esse momento. No primeiro jogo da final de 1995 entre Orlando e Houston, o ala do Magic errou quatro lances livres seguidos no final e deu ao Rockets a chance de empatar o jogo.

Depois disso, Kenny Smith acertou uma bola de três e levou o jogo para a prorrogação, e o Houston acabou derrotando o Magic por 4-0. Shaquille O’Neal, em sua minissérie biográfica, não esconde que aqueles erros de Anderson mudaram a trajetória de sua passagem pelo Orlando e, eventualmente, o levaram a se transferir para o Lakers.

Exemplo nº 2: o passe de Ben Simmons contra o Atlanta. Há quem acredite que aquele episódio destruiu toda a carreira de Simmons. O armador do Philadelphia enfrentou um bloqueio mental durante a série da segunda rodada dos playoffs de 2021: o Hawks o forçou a ir para a linha de lance livre repetidamente, e Simmons converteu apenas um terço deles (15 de 45). No final, Simmons começou a evitar situações arriscadas que poderiam resultar em faltas. Faltando três minutos para o fim do jogo decisivo, Simmons ficou cara a cara com a cesta, mas teve medo de Trae Young.

Depois daquele momento, Simmons perdeu uma temporada inteira devido a desentendimentos com a diretoria e problemas nas costas, e quando retornou, era apenas uma sombra do que já foi. Pelo resto da carreira, Simmons disputou apenas 108 jogos e acabou se tornando um pescador profissional. Isso é irônico, já que “ir pescar” em inglês significa ser eliminado dos playoffs.

Merecem menção: o interceptação de Bird contra os Pistons em 1987 após um passe ruim de Isiah Thomas; o erro de Courtney Lee no segundo jogo da final de 2009; e os dois erros de Gilbert Arenas em lances livres na série contra o Cleveland em 2006.

Colapso coletivo – todo o time desmorona, assistindo impotente à virada do adversário

Exemplo: o Portland de 2000 na final da conferência contra o Lakers

Continuando o tema de Shaq em Los Angeles – nos primeiros anos após a transferência de grande impacto, o Lakers continuou a tropeçar nos playoffs. O ponto de virada foi a final do Oeste contra o Trail Blazers, com Rasheed Wallace, Scottie Pippen e Arvydas Sabonis. No sétimo jogo daquela série, o Portland caminhava para a vitória e liderava por 71 a 58 antes do último quarto. E então… os Blazers, de forma inesperada, erraram 13 arremessos seguidos e sucumbiram da pior maneira possível.

Um momento marcante foi o memorável alley-oop de Kobe Bryant para Shaq:

Exemplo nº 2: o Houston na final da conferência de 2018. Lá, houve até dois fracassos consecutivos nos jogos 6 e 7. Com o placar de 3-2 na série, os Rockets abriram uma vantagem de 17 pontos após o primeiro quarto, mas acabaram se desmoronando e perderam por 86:115.

O sétimo jogo foi um verdadeiro pesadelo para o Houston: o time tinha uma vantagem de 11 pontos no intervalo e errou 27 arremessos de três pontos consecutivos. Em defesa dos Rockets, pode-se dizer que eles jogaram sem o lesionado Chris Paul, e a equipe de arbitragem, liderada por Scott Foster, tomou algumas decisões questionáveis (incluindo a anulação de três cestas).

Exemplo nº 3: o Phoenix contra o Dallas em 2022. E, novamente, o time de Chris Paul! No sétimo jogo da segunda rodada, os Mavericks e Luka Dončić foram para cima, enquanto os Suns simplesmente desistiram. O placar final (123:90) nem de longe reflete a loucura que aconteceu – em sua quadra, o Phoenix marcou apenas 27 pontos no primeiro tempo, enquanto Dončić acertava cesta atrás de cesta no time do Arizona.

Dignos de menção: os Lakers de 2008, que desperdiçaram uma vantagem de 24 pontos no quarto jogo da final contra os Celtics.

Luto – o colapso após um jogo que esgotou todas as forças

Exemplo: O jogo de JR Smith na final de 2018

LeBron voltou para o Cleveland e já havia conquistado o campeonato para a equipe. Mas, em 2018, ele esbarrou nos renovados Warriors, reforçados por Kevin Durant, pelo segundo ano consecutivo. LeBron sabia que só teria chance de vitória se os Cavaliers conseguissem tomar a vantagem da quadra adversária. Com base nessa lógica, LeBron fez um dos melhores jogos de sua carreira, marcando 51 pontos com 59,4% de aproveitamento nos arremessos.

LeBron estava em todos os lugares. E tudo estaria bem, se não fosse por JR Smith, que, no momento decisivo, esqueceu que o jogo estava empatado e correu para longe da cesta após pegar um rebote ofensivo (o erro de George Hill, nesse contexto, foi apagado da memória coletiva).

Aquele momento se tornou a quintessência de Smith como um personagem com falta de QI basquete. Os rostos de LeBron e Jay Ar entraram para os memes, e os “Cavaliers” perderam toda a série com um placar de 0-4. Havia rumores de que James estava tão zangado e chateado que machucou o pulso, batendo em uma parede ou armário no vestiário.

Exemplo nº 2: “Sacramento” contra “Lakers” em 2002. Os “Kings” impuseram uma luta desesperada ao “Los Angeles” na final da conferência, mas no sexto jogo sucumbiram sob a pressão de uma arbitragem controversa. Os jogadores dos “Lakers” converteram 40 lances livres, Vlade Divac e Scot Pollard, que defendiam contra Shaq, foram para o banco com seis faltas, e Chris Webber jogou com cinco advertências. E isso sem mencionar outros momentos controversos, como o golpe no nariz de Mike Bibby por Kobe Bryant.

O argumento em defesa do “Lakers” é o seguinte: “Ok, roubaram o sexto jogo de vocês, mas ainda havia o sétimo!” Não, o “Kings” entrou no jogo decisivo sem energia e, nos 25 anos desde então, nunca mais repetiram os feitos daquele time sob o comando de Rick Adelman (descanse em paz).

Exemplo nº 3: o “San Antonio” na final de 2013. O arremesso de três pontos de Ray Allen apenas permitiu que o “Miami” empatasse o jogo e levasse para a prorrogação. Mas o “Spurs” já havia perdido o controle, e no sétimo jogo não conseguiram lidar com a pressão, entregando o título, o que resultou em Tim Duncan não conseguir encerrar sua carreira com um resultado jordaniano de 6-0 em séries finais. Danny Green desapareceu no momento decisivo (1 de 12 em quadra), mas Duncan se culpou por um erro em uma situação favorável contra Shane Battier.

Até dá vergonha lembrar de Duncan, uma lenda com coração de vencedor, no contexto de fracassos vergonhosos – mas uma vez Akela realmente ficou de fora.

Merece menção: Derek Harper, como novato do “Dallas”, esqueceu o placar e não arremessou na cesta com o placar empatado no quarto jogo da série de playoffs de 1984 contra o “Lakers”. No final, o “Los Angeles” superou o “Mavericks” na prorrogação e fechou a série na partida seguinte.

Golpe triplo – equipe perde vantagem de 3-1 em série de playoffs

Exemplo: Golden State nos playoffs de 2016

Uma demonstração perfeita, já que os Warriors primeiro se recuperaram de um 1-3 na final da conferência contra o Oklahoma, e depois perderam o título com um 3-1 na grande final contra o Cleveland. Ninguém nunca se recuperou de um 0-3, mas aqueles Cavaliers realizaram algo comparável em escala – especialmente no sétimo jogo, que foi repleto de momentos históricos do início ao fim.

Dignos de menção: Denver vs. Seattle na primeira rodada dos playoffs de 1994, Boston vs. Filadélfia, e também Detroit vs. Orlando em 2026.

Elite – mestres em desperdiçar vantagens

Treinador versátil, que se destacou por vários fracassos

Exemplo: Doc Rivers

Perder uma vantagem de 3-1 em uma série é algo que requer um certo “talento”. Quer saber como é? Pergunte a Rivers, que em 2026 será introduzido no Hall da Fama.

  • Seu “Orlando” perdeu por 3-1 para o “Detroit” na primeira rodada dos playoffs de 2003;

  • Em 2015, Rivers se tornou o primeiro técnico a perder duas vezes uma vantagem de 3-1 nos playoffs, após a derrota de seu “Clippers” para o “Houston” na segunda rodada;

  • Em 2020, Rivers estabeleceu um recorde talvez inalcançável, perdendo uma vantagem de 3-1 pela terceira vez na carreira, ao ser derrotado pelo “Denver” à frente do “Clippers”.

Monstro. Mas não é só isso!

  • Em 2005 e 2009, o “Celtics” sob seu comando perdeu jogos sete com diferenças de 27 e 19 pontos

  • Perdeu uma vantagem de 19 pontos no sexto jogo da série contra o “Clippers” em 2015.

A lista não para por aí!

  • Foi Rivers quem treinou o “Philadelphia”, que perdeu para o “Atlanta” em 2021 (veja o item sobre Ben Simmons);

  • À frente do “Sixers”, perdeu para o “Boston” no jogo sete da segunda rodada de 2023 com uma diferença de 24 pontos

Diante de tudo isso, duas eliminações na primeira rodada à frente do “Milwaukee” parecem brincadeira de criança.

Jogador versátil que erra repetidamente em momentos cruciais

Exemplos: Karl Malone e James Harden

Se perguntarmos: “Você se lembra daquele arremesso decisivo do Robert Horry nos playoffs?”, a resposta será “Qual deles?”. O mesmo acontece com Harden/Malone – em seus históricos, há todos os tipos de fracassos imagináveis. Até difícil escolher algo específico!

No caso de Harden, vem à mente o “olhar vazio” do sexto jogo da segunda rodada contra o San Antonio em 2017. O Rockets perdeu o jogo decisivo por 39 pontos de diferença, e Harden parecia tão desastroso que até surgiram rumores de uma possível concussão.

Outro fracasso notável de Harden foi o jogo decisivo da final da conferência em 2015, quando ele registrou uma eficiência ofensiva de 60, acertou apenas 2 de 11 arremessos e cometeu um recorde de 12 turnovers.

A eficácia de Malone despencava nos playoffs ao longo de toda a sua carreira. Há explicações puramente técnicas para isso (a rigidez dos esquemas de Jerry Sloan, a aposta em ataques precoces), mas mais de uma vez Malone foi alvo de críticas por falhas em momentos específicos.

Sim, para falhar publicamente, é preciso primeiro chegar ao estágio em que seu fracasso será mais visível. E aconteceu que as falhas de Malone foram vistas por todo o mundo do basquete, que acompanhava as campanhas do Chicago de Michael Jordan pelos títulos em 1997-1998. Especialmente memoráveis foram os erros de Malone na linha de lances livres no primeiro e no sexto jogos da final de 1997, além da lendária perda de bola no final do sexto jogo da final de 1998. Em ambos os casos, Malone deu a Jordan uma brecha, que ele, claro, aproveitou.

Time versátil – alguns fracassos memoráveis em diferentes formatos

Exemplo: o Knicks nos últimos 30 anos

O paradoxo do fracasso do Spurs no quarto jogo da final de 2026 é que, normalmente, quem estava no lugar dos humilhados era o próprio Knicks.

  • Triplo golpe – o New York perdeu a vantagem de 3-1 na série da segunda rodada contra o Miami em 1997;

  • Erro doloroso – Patrick Ewing em 1995 contra o Indiana (veja acima);

  • Dia negro para um jogador – John Starks no sétimo jogo da final de 1994 (2 de 18 arremessos e 0 de 11 de três);

  • Assassinato pelas mãos de um alfa – (a) Reggie Miller marca 25 pontos no quarto período da final da conferência de 1994 e provoca Spike Lee (mas o Knicks venceu aquela série) + (b) Reggie Miller marca 8 pontos em 9 segundos no quinto jogo dos playoffs de 1995 (e também o fato de Starks ter errado dois lances livres);

  • Ponto de virada – Charles Smith tenta arremessar quatro vezes de baixo da cesta no quinto jogo da final do Leste de 1993 contra o Bulls;

  • Frustração coletiva – derrota para o “Indiana” no primeiro jogo da final do Leste-2025 após uma vantagem de 14 pontos a dois minutos e meio do fim da partida.

O fracasso do “San Antonio”-2026 – um fiasco histórico

Na história do “Spurs” também houve derrotas memoráveis – além do título perdido em 2013, o “San Antonio” se destacou na famosa virada de Tracy McGrady (aqueles mesmos 13 pontos em 33 segundos).

Mas o quarto jogo da final-2026 é uma obra-prima que incorporou vários elementos de um colapso perfeito.

  • Frustração coletiva – vamos lá, era uma vantagem de 29 pontos, algo que não se perde sozinho;

  • Momento decisivo – a decisão de De’Aaron Fox de arremessar em transição sobre OG Anunoby;

  • Momento decisivo nº 2 – dois erros de Victor Wembanyama na linha do lance livre;

  • Falha técnica – a decisão de não defender Anunoby no arremesso, o que permitiu que ele pegasse o rebote e marcasse após o erro de Jalen Brunson;

  • Falha técnica nº 2 – a controversa jogada na última posse de bola.

Há potencial para que o colapso no quarto jogo também seja lembrado na categoria “luto”, caso o “Spurs” não se recupere após tal revés.

É ótimo também que Josh Hart, com seu erro embaixo da cesta, poderia ter entrado para a história como o novo Charles Smith – mas seus companheiros o salvaram.

Parece que os deuses do basquete decidiram que o “Knicks” já sofreu o suficiente.

Matias Pereira

João Silva é um renomado jornalista esportivo português, formado pela… More »

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