Quantos pontos são necessários para avançar da fase de grupos na Copa do Mundo? – Tempestade na Bundesliga

Hora de analisar as possibilidades!
Na Copa do Mundo, novamente é possível avançar às oitavas de final a partir do terceiro lugar – assim como em 1994, quando o torneio também foi realizado nos EUA.
O esquema é o seguinte: além das seleções que terminam em primeiro e segundo lugar nos grupos, as 8 melhores equipes que ficam em terceiro lugar também avançam, enquanto as demais são eliminadas.
Antes (na Copa do Mundo e na Euro), quatro das seis seleções que ficavam em terceiro lugar avançavam, mas a proporção permanece a mesma: 2/3 das equipes em terceiro lugar seguem para as oitavas de final.
E elas podem surpreender. Portugal, que se tornou campeã na Euro 2016, avançou justamente a partir da terceira posição.
Portanto, é especialmente interessante descobrir quantos pontos são necessários para aumentar a probabilidade de tal avanço.

Um pouco de matemática simples: sete pontos = 100% de garantia de classificação
Vamos começar pelo básico. Vamos analisar as garantias matemáticas.
Então, em cada grupo há quatro equipes. Elas jogam três rodadas, e a vitória vale três pontos. Vencendo todos os jogos, a Equipe A conquista nove pontos e se classifica tranquilamente em primeiro lugar.
Mas a Equipe A pode empatar uma vez. Nesse caso, ela terá 7 pontos. Teoricamente, é possível que a Equipe A não fique em primeiro, mas em segundo lugar – se a Equipe B, que empatou com ela, também vencer as outras duas equipes. E ainda se a Equipe B tiver um saldo de gols melhor. Mas não há mais concorrentes – com sete pontos, a Equipe A garante a classificação – em primeiro ou segundo lugar.
Ou a Equipe A pode perder uma vez. Por exemplo, consideremos o caso em que três equipes (A, B e C) vencem umas às outras em um ciclo, e depois cada uma vence a Equipe D. Então, a Equipe D fica com zero pontos, e as Equipes A, B e C ficam com seis cada. No pior cenário, a Equipe A fica em terceiro lugar. Há chances máximas de avançar para as eliminatórias, mas não 100%. Afinal, existe uma possibilidade teórica da área da ficção: todas as terceiras colocadas em todos os grupos somam 6 pontos.
Por fim, a Equipe A pode perder uma vez, empatar outra e vencer a terceira. Nesse caso, ela terá quatro pontos. Teoricamente, todas as quatro equipes podem seguir o mesmo caminho, e então todas terão a mesma pontuação. Nenhuma garantia, nem mesmo para o terceiro lugar.
Mas isso é matemática, na vida real é mais simples.
Geralmente, os segundos lugares somam 4-6 pontos
Para conferir a realidade, analisamos quantos pontos foram suficientes para classificar em oito edições desde 1994. O fato é que foi naquele ano que o sistema moderno de pontuação foi introduzido na Copa do Mundo: três pontos por vitória, em vez de dois, como antes.

O principal é não se apressar nas conclusões. Sim, na maioria das vezes, os segundos lugares somaram 4 pontos. Mas isso não significa que tal quantidade garanta a classificação.
Se observarmos todas as equipes na amostra com 4 pontos, elas ocuparam mais vezes (embora não significativamente) o terceiro lugar: 25 contra 22. Uma vantagem realmente segura são 5-6 pontos. Entre essas equipes, menos de 4% caíram para o terceiro lugar.
Já com 3 pontos, entrar no top-2 é quase impossível. O único caso na história moderna foi a seleção do Chile na Copa do Mundo de 1998. A equipe de Nelson Acosta empatou três vezes e, por pouco, ficou à frente da Áustria e de Camarões. O time foi carregado pelas estrelas da Serie A, Marcelo Salas e Iván Zamorano.
Quantos pontos os melhores terceiros lugares geralmente somam?
Em nossa amostra, apenas na Copa do Mundo de 1994 estava prevista a classificação para as oitavas de final com o terceiro lugar; de 1998 a 2022, não houve casos assim devido aos 32 participantes.
Mas é possível imaginar quem avançaria teoricamente. Como dissemos acima, nesses esquemas, geralmente avançam 2/3 das melhores equipes em terceiro lugar. Vamos ver quantos pontos geralmente eram suficientes para entrar nesse grupo.

Apenas duas vezes os terceiros lugares somaram seis pontos.
Foram a Argentina e a Bélgica na Copa do Mundo de 1994. A primeira empatou em pontos com a Nigéria e a Bulgária, e a segunda com a Holanda e a Arábia Saudita. Ambas perderam nos critérios de desempate: confrontos diretos, saldo ou gols marcados.
Com quatro pontos, as chances de avançar para o grupo dos melhores são historicamente muito altas. Mesmo que uma equipe assim não consiga ficar entre os dois primeiros, provavelmente se classifica para as oitavas de final em terceiro lugar.
Com três pontos, as chances já são de 50%. Por exemplo, a seleção da Rússia não teve sorte na Copa do Mundo de 1994.
Além disso, na amostra, apenas oito equipes tiveram menos pontos, o que significa que a tabela dos terceiros lugares frequentemente é definida não pelos pontos, mas pelos critérios de desempate. Vamos testar a hipótese.
Com que frequência os confrontos diretos ou o saldo de gols influenciam a classificação para as oitavas de final?
Para equipes em um grupo com pontuação igual, a hierarquia é a seguinte:
1. confrontos diretos entre as equipes empatadas (pontos, saldo de gols, gols marcados);
2. saldo de gols em todas as partidas;
3. gols marcados em todas as partidas;
4. disciplina (cartões amarelos e vermelhos);
5. posição mais alta no último ranking da FIFA;
6. posições em rankings anteriores da FIFA, até que o empate seja desfeito.
Entre os terceiros lugares, a comparação é feita na mesma ordem, mas sem os confrontos diretos, o que é lógico.
Analisamos todas as situações desde 1994, e aqui estão duas conclusões.
● Para determinar a fronteira entre o segundo e o terceiro lugar, geralmente basta o número de pontos. Critérios adicionais foram aplicados em apenas uma a cada cinco grupos na amostra (21%) – 13 grupos de 62.
● Já os melhores terceiros lugares frequentemente só podem ser determinados por critérios secundários. Pontuação igual entre terceiros, disputando a classificação entre os 2/3 melhores, ocorreu em cinco dos oito torneios – 62,5% dos casos. Normalmente, o saldo de gols marcados e sofridos é suficiente – apenas uma vez na amostra duas equipes tiveram o mesmo saldo: Itália e Costa do Marfim na Copa do Mundo de 2014.

É verdade que no mata-mata os terceiros lugares têm vida mais fácil?
Existe a opinião de que a chave do mata-mata da Copa do Mundo para os terceiros lugares não é muito mais difícil do que para os primeiros, e às vezes até mais fácil. Vamos verificar.
No mata-mata da Copa do Mundo:
● primeiros lugares: 8 de 12 jogam contra os melhores terceiros, os quatro restantes – contra os segundos;
● segundos lugares: 8 de 12 – contra os segundos, os quatro restantes – contra os primeiros;
● terceiros lugares: 8 de 8 – contra os primeiros.
No papel, o caminho para os terceiros lugares é o mais difícil. Isso pode ser confirmado por uma manipulação simples e quase sem sentido. Simulamos a fase de grupos por um modelo simples “as seleções com melhor ranking da FIFA ficarão mais acima na tabela”. Acontece que os terceiros lugares, em média, enfrentam um adversário com as posições mais altas no ranking – cerca de dez. Os segundos – com posições em torno de 15, os primeiros – 27.
MAS, com um lápis, marcaremos que 10 e 15 são, na verdade, uma pequena diferença. E se removermos a temperatura média e considerarmos casos individuais, descobrir-se-á que alguns segundos lugares podem enfrentar adversários mais fortes, vencedores de grupos, do que alguns terceiros.
Pelo regulamento, os terceiros enfrentam os vencedores dos grupos A, B, D, E, G, I, K, L. Os segundos – dos grupos C, F, H, J. Entre os últimos podem estar Brasil, Holanda, Espanha e Argentina. Eles são claramente mais fortes do que qualquer equipe do grupo B, quem quer que seja o vencedor: Suíça, Canadá, Catar ou Bósnia e Herzegovina. O mesmo vale para os grupos A e D, onde os melhores nominalmente são os EUA e o México.
Então, a chave dos segundos e terceiros lugares pode não diferir muito em dificuldade? Vamos verificar nas últimas Euros, onde a regra dos terceiros lugares estava em vigor.
Na Euro-2024, a primeira rodada mais difícil no mata-mata foi para os segundos lugares – a média do ranking dos adversários da FIFA foi de 12,5. Para os terceiros foi até um pouco mais fácil – 16,5. Para os primeiros foi muito mais fácil – os adversários estavam, em média, na 41ª posição.
Em 2020, os adversários dos segundos e terceiros lugares já eram iguais em força: em média, da nona posição da FIFA. Para os primeiros lugares, o caminho ainda era mais agradável: 19-20ª posição.
Já na Euro-2016, a média foi quase a mesma para todos os lugares e variou entre as posições 16-20 do ranking.
A amostra é muito pequena para tirar conclusões. Mas ainda assim é visível: na maioria dos torneios, a primeira rodada para os segundos e terceiros lugares não diferiu muito em dificuldade. Já para os primeiros lugares, geralmente, os adversários eram notoriamente mais fracos.
Conclusões!
1. Garantia matemática de chegar ao top-2 no grupo – sete pontos.
2. Na realidade, para o top-2, cinco ou seis pontos são suficientes. Já quatro pontos podem ser suficientes ou não.
Todos os nossos cálculos podem ser representados nesta imagem.

3. Para entrar no grupo dos melhores terceiros lugares, em 92% dos casos, quatro pontos são suficientes.
4. Há a possibilidade de classificação com três pontos, mas, nesse caso, os critérios de desempate têm um peso maior. Dica para as equipes intermediárias: manter a diferença entre gols marcados e sofridos desde o início do torneio.
Na última Copa do Mundo de 2022 no Catar, sete dos oito terceiros lugares conquistaram 4+ pontos. Se a situação se repetir neste verão, os critérios de desempate podem ser decisivos.
5. Os primeiros adversários nas eliminatórias para os segundos e terceiros lugares frequentemente não diferem em força.





Se com 3 pontos a Rússia não se deu bem em 94, o que dizer dos noruegueses que ficaram em último com 4 pontos, quando todos no grupo deles fizeram 4…
3 pontos e você está nas oitavas
Do segundo lugar dá para avançar até com 3 pontos. Que matemática de sétima série é essa?