Futebol

Perfis de jogadores na Copa do Mundo – como se tornar uma estrela do Mundial

Nos campeonatos mundiais há tanta coisa. O que inventar e como se comportar para não se perder?

Aqui estão os tipos de jogadores que encontraram a resposta para si mesmos.

Este cara está sempre aqui

Jogadores cuja participação está inscrita no regulamento da Copa do Mundo.

Melhor exemplo: Lionel Messi (Argentina), Cristiano Ronaldo (Portugal), Guillermo Ochoa (México), Luka Modrić (Croácia), Manuel Neuer (Alemanha), Fernando Muslera (Uruguai)

De novo você! Olá!

Enquanto tudo ainda está começando, sugiro que nos dividamos.

À direita – os astros: Ronaldo, Messi, Modrić, Neuer. Eles estão no topo de todos os rankings, sempre em evidência. Sabemos praticamente tudo sobre eles. Não dá para dizer que somos amigos, mas temos uma certa conexão.

Já com os outros, é mais interessante. Quando a Copa acabar, eles seguirão seus caminhos e, por um tempo, sumirão do radar.

Aliás, que caminhos são esses?

Pouco se sabe sobre o que Guillermo Ochoa fazia entre os grandes torneios de seleções. Ele sempre teve um clube? Alguém viu isso pessoalmente e pode confirmar? Não? Eu também penso o mesmo. E estamos falando de um goleiro de quase 41 anos. Para quem esta é a sexta Copa do Mundo.

Situação semelhante com Muslera, do Uruguai. Estamos apenas felizes em vê-lo novamente.

E não podemos esquecer de Ricardo Rodríguez. Após sair do Milan, ele desapareceu dos holofotes, mas ainda está na ativa. Esta é a quarta Copa do Mundo de Ricardo. E em cada uma, pensamos: que lateral-esquerdo incrível a Suíça tem.

Em um mundo tão instável, precisamos de figuras familiares para nos apoiar. Enquanto eles estiverem aqui, tudo ficará bem.

O verão da vida

Esse jogador nunca mais será tão confiante, inspirado e brilhante como naqueles dias de verão.

Melhor exemplo: Fabio Grosso na Copa de 2006 (Itália)

Fabio Grosso construiu uma carreira bastante apresentável – com a Inter, Lyon e Juventus. Há muito o que se orgulhar.

Mas tanto nós quanto o próprio Fabio sabemos: seu verdadeiro destino não eram os jogos pelo clube, com temporadas cansativas e 40-50 partidas do outono à primavera. O ápice, o zenite da glória e do sucesso foi o mês maravilhoso na Alemanha no verão de 2006.

Um verdadeiro conto de fadas – foi o que isso foi.

Como chamar isso de outra forma, se no início Grosso era considerado reserva e terminou o torneio como o homem que trouxe a Copa do Mundo?

“Para ser sincero, poucos sabiam como Grosso era”, – palavras características do livro *Calcio: A History of Italian Football* (“Calcio: história do futebol italiano”), de autoria de John Foot.

Grosso se firmou no time titular apenas no terceiro jogo – contra a República Tcheca. E isso devido ao fracasso de Cristian Zaccardo na segunda rodada contra os EUA. Gianluca Zambrotta se deslocou para a direita, e Grosso ocupou o lugar vago à esquerda.

Nas oitavas de final, Fabio conseguiu um pênalti – a Itália passou pela Austrália de forma apertada.

Na semifinal contra a Alemanha, Grosso marcou ele mesmo, o que provocou uma tempestade de emoções no comentarista Fabio Caressa, expressas nas já lendárias palavras:

“Bola afastada… Aqui está Pirlo… Pirlo… Novamente Pirlo, passe de calcanhar… CHUTE! GOLLLLL!!! GOLLLLL!!! GOLLLLL!!! GROSSO!!! GROSSO!!! GOLLLLL!!! GOL DO GROSSO!!! GOL DO GROSSO!!! GOL DO GROSSO!!! Um minuto para o fim!!! Um minuto para o fim!!! Gol do Grosso!!! INACREDITÁVEL!!! INACREDITÁVEL!!!”

…….

….

………

(Precisa respirar)

Ufa.

E, no entanto, os atos heroicos não terminaram por aí.

Na disputa de pênaltis contra os franceses, Marcello Lippi escolheu: Grosso seria o quinto a cobrar. Ele se surpreendeu: por que eu? O pênalti anterior de Grosso havia sido cinco anos antes, pelo “Chieti”, quando jogava na quarta divisão. Lippi respondeu que Fabio era quem poderia decidir tudo no último momento.

E foi exatamente o que aconteceu. Foi Grosso quem trouxe ao futebol italiano, abalado pelo calciopoli, o momento mais feliz e inesquecível do século XXI.

Quem poderia imaginar.

Herói da nação

Eles são a esperança de um país inteiro.

O melhor exemplo: Gareth Bale (País de Gales), James Rodríguez (Colômbia), Son Heung-min (Coreia do Sul), Enner Valencia (Equador), Asamoah Gyan (Gana), Diego Forlán, Luis Suárez e Edinson Cavani (Uruguai)

Então, quem se encaixa no nosso perfil?

Precisamos de uma seleção forte o suficiente para ser respeitada. Mas não daquelas que são consideradas favoritas e cujo elenco é repleto de grandes nomes.

Na verdade, o que precisamos é de uma ou duas estrelas locais. Estrelas principais. Elas são fáceis de identificar: brilham demais em comparação com os outros. Se as coisas tivessem sido um pouco diferentes, elas facilmente estariam entre as melhores seleções. Uma parte significativa da população as segue nas redes sociais, presidentes ficam felizes em tirar fotos com elas, e marcas e empresas sonham com contratos publicitários.

É disso que precisamos.

Esse é, aliás, um dos enredos mais fascinantes que o futebol de seleções pode oferecer: um herói nacional assume o papel de líder, e um grupo de jogadores de calibre mais simples se une em torno dessa figura.

Por exemplo, Gareth Bale. Em 2022, ele levou o País de Gales à sua primeira Copa do Mundo desde 1958 através dos playoffs e marcou um gol contra os Estados Unidos. Merecido? Sem dúvida.

Enner Valencia marcou 6 dos últimos 7 gols do Equador em Copas do Mundo. Nós respeitamos isso.

Asamoah Gyan é visto como uma figura trágica por causa do pênalti perdido contra Luis Suárez. Mas, se deixarmos de lado o drama em Joanesburgo, Gyan é o maior artilheiro africano em Copas do Mundo (6 gols). Ele marcou em três Mundiais.

James Rodríguez é o garoto de ouro do futebol colombiano, que brilhou na Copa do Mundo de 2014. Sua importância em seu país é tão grande que um desentendimento com a família presidencial se torna um escândalo nacional.

Estrelas do futebol mundial aqui e agora

Vamos assistir aos jogos da Copa do Mundo por causa deles.

O melhor exemplo: Lionel Messi (Argentina), Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes (Portugal), Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé (França), Lamine Yamal (Espanha), Harry Kane (Inglaterra), Erling Haaland (Noruega), Vinícius e Raphinha (Brasil), Florian Wirtz (Alemanha), Virgil van Dijk (Holanda), Kevin De Bruyne (Bélgica).

Bem, aqui é simples. O brilho do futebol mundial. Crème de la crème.

As seleções mais prestigiadas do planeta convocam os melhores. Os jogadores mais elite trocam os uniformes de clube por camisas com o brasão. E nós esperamos ansiosamente para ver o que eles vão mostrar. E torcemos por aqueles que não chegaram.

Isso é algo que não se deve perder.

O caminho mais curto para a “Bola de Ouro” passa exatamente por aqui.

A maior estrela assume o controle

Tudo bem, dane-se. Eu faço tudo sozinho.

Melhor exemplo: Diego Maradona (Argentina-1986), Zinedine Zidane (França-1998), Ronaldo (Brasil-2002), Lionel Messi (Argentina-2022)

Nós amamos os fracassos das estrelas. É assim mesmo. Se fosse diferente, não largaríamos tudo para assistir a mais uma entrevista do tipo “Pois é, pois é, e como conseguimos desperdiçar tudo com nossa geração de ouro. Agora vou dizer quem é o culpado…”

Mas amamos ainda mais quando as estrelas brilham.

E adoramos quando os melhores jogadores do mundo assumem o protagonismo. Nesses dias, entendemos por que são eles – exatamente eles.

Maradona, por causa da Copa do Mundo, fez o melhor torneio individual de todos os tempos.

Zidane conquistou para a França o título mundial em casa com um doblete na final contra o Brasil (em um torneio geralmento apagado). Embora, para ser sincero, a versão mais influente de Zinedine vimos na Copa do Mundo de 2006.

No verão de 2002, não havia no mundo um penteado e um atacante melhor do que Ronaldo.

E finalmente Messi. Quatro anos atrás, Leo mostrou o que pode ser feito se o seu legado lendário falta o último, mais cobiçado troféu. É preciso marcar em 6 de 7 partidas e fazer um doblete na final.

Tente.

Uma nova estrela brilhou no céu

Conheça o novo grande nome do futebol. Alegre-se com todas as forças por quem é mais jovem que você.

Melhor exemplo: Pelé (Brasil-1958), Michael Owen (Inglaterra-1998), Lukas Podolski e Bastian Schweinsteiger (Alemanha-2006), James Rodríguez (Colômbia-2014), Kylian Mbappé (França-2018)

Quando a França venceu a Copa do Mundo de 1998, Kylian Mbappé nem havia nascido.

Quando a França venceu a Copa do Mundo de 2018, o Kylian de 19 anos era imparável. O doblete na partida contra a Argentina reforçou a ideia: diante de nós está o maior talento da geração. Se esse cara faz isso agora, o que virá depois?

Quando chega algo novo assim, não é assustador se despedir do antigo.

A Alemanha de 2006, através da novidade e juventude, mudou a percepção sobre todo o futebol alemão. No lugar de uma máquina outrora eficiente, mas já lenta, surgiu uma equipe fresca e animada. Seu novo rosto era encarnado pelos jovens rostos de Lukas Podolski e Bastian Schweinsteiger. Os meninos de ontem conquistaram um país cansado da arcaicidade do futebol. Aconteceu uma reinicialização. Seus principais frutos amadureceriam 8 anos depois, já no Brasil.

Na corrida de Owen ao gol da Argentina em 1998, havia tanta coragem e promessa de que só haveria coisas melhores pela frente. Que se pode correr em uma velocidade que os mais velhos já não conseguem acompanhar. O último que Owen driblou foi Roberto Ayala. O zagueiro argentino tinha 25 anos, mas parecia que se tratava de uma década, no mínimo.

Três anos depois, Michael recebeu a Bola de Ouro.

Momentos como esses são um lembrete de que não há nada melhor no mundo do que ser jovem e não ter medo.

Uau, ainda não vimos nada assim

Um jogador faz algo fora do comum, impressionante, engenhoso – e fica marcado na história.

O melhor exemplo: a “mão de Deus” de Maradona (Argentina-1986), o drible de Cuauhtémoc Blanco (México-1998), o gol de falta de Ronaldinho (Brasil-2002), Luis Suárez por um motivo óbvio (Uruguai-2010), o voo de Robin van Persie (Holanda-2014), as saídas de Manuel Neuer da área (Alemanha-2014), Tim Krul como arma psicológica nas cobranças de pênalti (Holanda-2014)

Não há palco mais prestigiado e popular no futebol do que as Copas do Mundo. Mostre algo extraordinário nesse cenário – e nunca esqueceremos.

Aqui nascem lendas.

Será que Deus apareceria no campo do Padova para ajudar Diego Maradona? Difícil imaginar. Grandes momentos acontecem na hora certa.

Quando o mexicano Cuauhtémoc Blanco passou com a bola entre dois defensores da Coreia do Sul, o estádio em Lyon explodiu de entusiasmo. Que jogada! Classe pura!

Você sabe do que estou falando. Surpreenda-nos. Tire todos os truques da cartola.

E nem precisa admitir que tudo saiu naturalmente – mesmo que o plano fosse um pouco diferente.

Um grande jogador, mas por que na seleção ele sempre brilha mais?

Você também não entendia isso?

Melhor exemplo: Miroslav Klose e Lukas Podolski (Alemanha), Xherdan Shaqiri (Suíça), Ivan Perišić (Croácia)

Feche os olhos. Imagine Miroslav Klose. Se ele não estiver com a camisa da seleção alemã, ou você decidiu estragar tudo, ou torce para o Werder.

Ao lado de Miro, o familiar Podolski. O status de estrela mundial não diminuiu, mesmo que o principal clube na carreira de Lucas tenha sido o Colônia.

Quanto a Xherdan Shaqiri e Ivan Perišić, sempre soubemos: são caras incríveis. Mas nos jogos pela seleção, algo mudava neles. Sim. Tudo era diferente.

Oh, uma celebração tão incomum

Isso é ou muito legal ou muito engraçado.

O melhor exemplo: Bebeto balançando o bebê (Brasil-1994), Brian Laudrup deitando no gramado (Dinamarca-1998), a acrobacia de Julius Aghahowa (Nigéria-2002) e o mortal de Miroslav Klose (Alemanha-2002), Siphiwe Tshabalala dançando em nome da África (África do Sul-2010)

Geralmente, há uma história por trás dessas celebrações.

Tshabalala contou: a equipe só esperava o momento para mostrar ao mundo as danças ensaiadas. Quando aconteceu, o comentarista inglês Peter Drury gritou ao vivo: “Gol para a África do Sul! Gol para toda a África! Celebrem!”

Brian Laudrup, o mais novo dos irmãos, foi incentivado a agir pelo filho. Antes do jogo contra o Brasil na Copa do Mundo de 1998, ele disse: “Pai, você celebra os gols de forma tão chata. Invente algo”. Então, Laudrup prometeu a si mesmo: repetiria Roberto Di Matteo, que marcou pelo Chelsea e deitou no campo imediatamente, com os companheiros apoiando.

E o filho de Bebeto, cujo nascimento o mundo inteiro soube durante a Copa do Mundo de 1994, logo completará 32 anos. Ele também é jogador de futebol e atuou no campeonato português. Bebeto disse: “Marquei muitos gols importantes que trouxeram campeonatos, mas todos só lembram daquele”.

Nós apenas não queremos nos entediar.

Yara Brito

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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Um Comentário

  1. Sinceramente, embora o gol do James tenha sido reconhecido como o melhor da Copa do Mundo de 2014, meu Deus, que gol incrível do Van Persie, nunca vi nada igual. Um cruzamento perfeito do Blind, aquele mergulho do Robin atrás da bola, uma finalização espetacular e o Casillas acompanhando com o olhar a bola entrando no gol, um verdadeiro clássico…

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