Tênis

Zverev a um passo do Grand Slam — superou um cansado Měnšík

Alexander Zverev até agora confirma com confiança o status de principal favorito do Roland Garros, que ele conquistou após as eliminações de Sinner e Djokovic nas segunda e terceira rodadas.

Agora, falta apenas uma vitória para ele conquistar seu primeiro título de Grand Slam na carreira. Na semifinal, o alemão derrotou de forma convincente Jakub Mensik com parciais de 7:5, 6:2, 3:6, 6:3.

1. Antes da partida, uma das principais questões era a recuperação de Mensik. Por um lado, ele disputou duas partidas de cinco sets, venceu jogos muito difíceis e gastou muita energia neles.

Por outro lado, o tcheco venceu as quartas de final em três sets e depois descansou por dois dias.

Mas, desde o início, ficou claro que ele não estava descansado. Mensik é um cara bastante tranquilo, mas durante o jogo parecia exausto e sem energia.

Isso ficou evidente em um momento crucial no primeiro set. Mensik conquistou dois break points no rally mais espetacular da partida.

Mas depois, até o final do jogo, o que o prejudicou foi exatamente o fato de ele chegar um quarto de passo atrasado à bola. Zverev salvou um break point com o saque, e no segundo, o tcheco errou uma cortada de esquerda porque não alcançou. E depois, no 40:40, errou com o forehand, porque permitiu que a bola caísse perto da rede após um quique alto e curto, e se esticou para alcançá-la.

O tcheco teve um momento muito animado de atividade após o intervalo médico no terceiro set. Relaxou, o jogo fluiu, ele se movimentou e aproveitou uma breve queda de Zverev. Isso permitiu que ele conquistasse o set.

Já no quarto set, Menšík cometeu tantos erros baratos de backhand devido ao mau trabalho de pernas que Zverev simplesmente parou de temer jogar para o seu lado – embora no início da partida claramente tentasse direcionar a bola para a direita.

2. Desde o início da partida, o tcheco encurtou muitos pontos – porque não conseguia manter as trocas na linha de fundo. Idealmente, era assim que deveria ser.

Mas esses dropshots eram extremamente raros, ocorrendo principalmente no início da partida e em um bom momento no terceiro set. Com mais frequência, ele os executava de forma inadequada e tecnicamente ruim. Por exemplo, no break point com o placar de 5:5 no primeiro set.

Ele não conseguiu empurrar Zverev para trás da linha de fundo, abriu pouco espaço e executou a estratégia de forma terrível. Só restava esperar por um milagre, mas ele não aconteceu.

3. Em termos de estilo, Zverev e Menskikh são muito parecidos. Ambos têm um saque potente e um backhand mais confiável que o forehand. A principal diferença é que Menskikh tende mais à agressividade, enquanto Zverev prioriza a consistência.

O jogo agressivo de Menskikh não funcionou muito bem (novamente, com exceção do terceiro set). Por exemplo, ele tentava devolver o segundo saque de forma muito ativa. Às vezes, isso dava certo.

Mas, com mais frequência, ele não conseguia lidar e dava uma bola fácil para o ataque. Nas trocas neutras, as tentativas de acelerar o jogo frequentemente levavam a erros.

4. Além disso, Menšik tentava ir muito à rede. Novamente, no início do primeiro set e no terceiro, isso trazia resultados – especialmente quando ele acertava saques difíceis e/ou brilhava no jogo de voleio. Mas, em geral, Zverev se adaptou, encontrou uma boa recepção e o colocava em situações difíceis.

E, às vezes, Zverev nem precisava inventar uma recepção complicada, pois Menšik na rede não era suficientemente eficaz.

5. No final, Menskikh não teve nem agressividade bem-sucedida, nem estabilidade. Já Zverev teve, em grande parte, ambos.

Desde o segundo set das quartas de final contra Rafael Hodar, o alemão tem lidado com sucesso com sua tarefa mais difícil – forçar-se a bater na bola de forma agressiva e ditar o ritmo.

Claro, em parte isso foi consequência do fato de que, em ambos os casos, os adversários cansados não exerciam pressão suficiente sobre ele. Mas, ao receber essa chance, Zverev aproveitava ao máximo e assumia o controle.

Na final, Zverev enfrentará Fabio Fognini (que o derrotou este ano em Munique) ou Matteo Arnaldi (104º do ranking mundial e o jogador mais inesperado nas fases finais).

Sofia Ramos

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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Um Comentário

  1. Vamos, me conte sobre a intriga do “capacete mais interessante dos últimos anos” (e o meme com o velho Wonka)

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