«Se não tivesse o nome Ronaldo nas costas, ninguém o notaria». Mais uma partida fraca de Cristiano – Copa do Mundo 2026

O único lampejo foi contra o Uzbequistão.
Portugal avançou de forma pouco convincente em segundo lugar no grupo, e a forma do jogador de 41 anos, Cristiano Ronaldo, neste Mundial ainda preocupa.
Parecia que o capitão havia resolvido as dúvidas com um doblete contra o Uzbequistão (5:0) na segunda rodada. Mas o último jogo contra a Colômbia (0:0) foi novamente decepcionante.

Ronaldo não criou nenhuma chance, cobrou uma falta de forma cômica e ignorou os jornalistas
Os portugueses quase perderam na última rodada: a Colômbia chutou ao gol o dobro de vezes, além de ter sido superior em posse de bola, escanteios e gols esperados. Aos 90+, até marcou em uma cobrança de falta, mas Davinson Sánchez estava em impedimento por milímetros.
O próprio Cristiano desapareceu: em 90 minutos, venceu apenas dois dos quatro duelos, não criou nenhuma chance de gol e recebeu uma nota de 6,2 no Índice de GOL – a pior entre os titulares. O único chute de Ronaldo no alvo foi em uma falta no primeiro tempo: Cristiano demorou para se preparar, correu com confiança, mas chutou rasteiro no centro do gol. Nas redes sociais, agora comparam esse chute com a cobrança de falta de Leo Messi no jogo contra a Jordânia: o argentino marcou de um ponto semelhante.
Após a partida, os torcedores da Colômbia zombavam e gritavam “Onde está o Ronaldo?”, enquanto o capitão James defendia o velho amigo: “Ele é uma pessoa maravilhosa e um exemplo para todos. Olhem para a forma física dele aos 41 anos, para o que ele conquista. Um atleta magnífico. Admiro-o e gosto muito dele”.
Os jornalistas esperavam por Ronaldo na zona mista, mas o português passou direto e disse apenas uma frase: “Hoje é a vez do João Félix!”
Cristiano reagiu de forma lacônica ao empate contra a Colômbia. Nas redes sociais, escreveu novamente: «Ainda estamos unidos».
«Bem-vindo à realidade». Como ex-jogadores reagem ao jogo de Ronaldo?
Ronaldo volta a ser criticado na mídia, inclusive por lendas. O ex-zagueiro do Liverpool, Steve Nicol, disse: «Se Ronaldo não tivesse o nome nas costas, ele não seria diferente de um jogador comum. Sem esse nome, ninguém notaria no campo um jogador que marcou quase mil gols na carreira».
Já Zlatan Ibrahimović lembrou do comportamento de Ronaldo após marcar dois gols contra o Uzbequistão: «Depois do jogo, ele disse: ‘Eu voltei’. Agora, a seleção da Colômbia disse a ele: ‘Bem-vindo de volta à realidade’».
Ex-jogadores da seleção portuguesa não culpam CR7. Por exemplo, Éder vê benefícios no português: «Ronaldo ainda é importante para a seleção. Claro, ele já não é o mesmo de antes – muito mais explosivo e marcando mais gols de falta –, mas ainda tem uma série de pontos fortes. Ele continua sendo um dos jogadores mais rápidos da equipe, isso é certo. Agora, é importante que os companheiros o apoiem, criem dinâmica e oportunidades de gol».
Ricardo Quaresma está decepcionado com toda a seleção: «Falta alegria, criatividade, vontade e aquela confiança que sempre tivemos. Também falta personalidade. Assisti ao jogo contra a Colômbia: pareceu que os jogadores estavam cansados, sem motivação. Eles estão participando do torneio mais importante da história do futebol! Parece que muitos jogadores da seleção têm medo de arriscar».
Cristiano é criticado, mas há mais questionamentos ao técnico Roberto Martínez. Primeiro, toda a seleção portuguesa está jogando mal, especialmente na defesa. Segundo, muitos não entendem por que Martínez não substituiu Ronaldo, de 41 anos, nenhuma vez na fase de grupos. O capitão jogou três partidas completas – mesmo número de minutos que Renato Veiga, Bruno Fernandes e o goleiro Diogo Costa.

O jornalista da ESPN, Mark Ogden, após o empate com a Colômbia, formulou claramente a crítica a Martínez: “Ronaldo mal se movia no final da partida. É preciso considerar o calor extremo e a alta umidade no estádio, mas surge outra questão: por que um jogador de 41 anos, disputando sua sexta Copa do Mundo, permaneceu em campo mesmo nos cinco minutos de acréscimo?
Nos últimos trinta minutos, Cristiano foi invisível, deveria ter sido substituído. Seus índices de gols esperados (0,17) e assistências (0,03) ao final do jogo apenas confirmam a inutilidade do português. Se somarmos o tempo adicional das partidas da fase de grupos, Ronaldo passou 300 minutos em campo.
Todos sabem que Ronaldo está em uma forma incrível para um jogador da sua idade. Mas ele já tem 41 anos. Nenhum banho de gelo ou dieta conseguirá parar o envelhecimento. Por isso, até mesmo Ronaldo precisa controlar seu tempo de jogo. Mas Martínez não quer ou não consegue dar descanso à sua principal estrela. Ninguém sai ganhando com isso.
Na coletiva de imprensa, Martínez foi questionado pessoalmente sobre isso, com Messi e Erling Haaland sendo citados como exemplos, já que ficaram no banco antes das oitavas de final. O técnico respondeu de forma estranha: “Não nos comparamos com jogadores de outras seleções. Isso seria infantil. Cristiano está acostumado a estar no lugar certo na hora certa. É mais uma questão de resiliência psicológica, disciplina constante e criação de espaço em nossos esquemas ofensivos. Para Cristiano, jogar os 90 minutos não é problema, embora, possivelmente, no próximo jogo precisaremos de mudanças, mas isso vale para todos os outros jogadores”.
Os portugueses iniciam as oitavas de final contra a Croácia em 3 de julho. Ronaldo conseguirá se recuperar?




