Messi é um gênio. Ele nos deu novas pistas – Submarino

Vamos fingir que o título não é óbvio e que, para alguém, ainda é um segredo que Lionel Messi é um gênio.
Vimos um início verdadeiramente histórico de sua sexta Copa do Mundo consecutiva – quase aos 39 anos.

Cena que resume toda a partida entre Argentina e Argélia: um não tem pressa, e o outro não força o ritmo.

O defensor da Argélia está sozinho, mas não receberá o passe enquanto Messi caminha de volta.
Sim, os argentinos estavam na frente naquele momento, mas até o intervalo estavam mais esperando do que dominando.
Para que se esforçar, quando se tem Lionel Messi?
O primeiro gol – gênio de Messi, multiplicado pela adaptabilidade da equipe de Lionel Scaloni. O chute é espetacular, em grande parte Leo criou essa obra-prima sozinho, mas vamos destacar como Lautaro Martínez e Thiago Almada criaram espaço com seus movimentos.

Segundo gol: Leo foi o primeiro a se posicionar na área, mas foi com seu movimento que Messi criou a oportunidade, dando um passe para um cruzamento perfeito.

Terceiro gol: o próprio Leo avançou, desviou a atenção dos defensores e depois aproveitou o espaço que ele mesmo criou.

Havia muito.

Além disso, no início da partida, Messi se posicionou bem e marcou um gol em posição de impedimento, com apenas o ombro à frente.
Isso tudo é só sobre os gols, mas Leo, além deles, deu dois passes para finalização e até recuperou a bola duas vezes com sucesso. Ou seja, ele não só participava quando a equipe estava com a posse, mas também ajudava na pressão: a Argentina aplicou uma pressão esporádica. Messi não se destacou negativamente, embora, como de costume, economizasse energia – os companheiros deram conta do recado.
Talvez tenha surgido o pensamento: “A Argélia ficou completamente na defesa”. Em parte, é verdade: no primeiro tempo, jogaram no contra-ataque, e durante o segundo, se abriram quando estavam perdendo por 0:2. Não impressionaram muito no ataque, mas o plano era claro: queriam se aproveitar do fato de que Leo pressionava pouco, planejavam pressionar pelo seu flanco e posicionaram o meia-atacante Ibrahim Mazou no lado esquerdo do meio-campo.
Mazou não marcou Leo de forma muito apertada, e Messi, figurativamente, girou o dedo na têmpora e decidiu.
A Argélia se defendia bem, mas o gênio de Messi se tornou um quebra-cabeça insolúvel: ficar recuado e acreditar em um milagre não ajudou; o volante Nabil Bentaleb, que foi designado para marcar pessoalmente a lenda, também não ajudou.

Não dá para acreditar que isso possa ser dito, mas: a Argélia, provavelmente, simplesmente subestimou Messi e confiou demais em suas próprias forças.
Subestimar Messi soa como um absurdo: ao longo de décadas de uma carreira brilhante, Leo nos acostumou a ver que partidas como essa são a sua normalidade. Para ele. Afinal, Lionel Messi é uma categoria à parte, mesmo aos 38 anos. Não importa que, antes e depois, ele seja apenas um jogador do “Inter Miami”. O mais importante é que a lenda sempre tem experiência, habilidade e genialidade suficientes.
Outro aspecto da grandeza de Messi, que tem pouco a ver com o confronto contra os argelinos, é a motivação.
O que o move principalmente agora? O segundo título é incomparável com a tarefa de conquistar o primeiro, que já foi alcançada. O status de maior artilheiro da história da Copa do Mundo – mas Leo realmente nunca se focou tanto no individual.
Além disso, pouco antes da Copa do Mundo, ele sofreu uma lesão – não grave, mas, aos 38 anos, até isso deveria afetá-lo. Não afetou. Messi impressionou pela condição física. Não jogou a partida inteira, mas foram 80 minutos em que ele fez a diferença.
Leo marcou um hat-trick, quebrou mais uma série de recordes e provou: ele está determinado. Messi busca o segundo título mundial.
Já dá medo. Pelos adversários, é claro.





Isso foi magnífico, só o rei do futebol poderia fazer algo assim. Vou limpar as lágrimas da tela da TV.