Futebol

Herói da partida de abertura – atacante da Arábia Saudita, que marca mais gols lá do que Ronaldo – Argonautica

O México venceu a África do Sul por 2:0 em gols, mas perdeu por 1:2 em cartões vermelhos.

Melhor jogador – o artilheiro da Arábia Saudita (com 5 gols a mais que Ronaldo)

Julian Quiñones marcou o primeiro gol da Copa do Mundo de 2026.

E foi ele quem construiu o segundo ataque que resultou em gol para o México. Desceu para o meio-campo, recebeu a bola de trás, viu Raúl Jiménez e fez uma tabela precisa.

Depois, passou a bola para a direita sob o cruzamento.

Depois, ainda invadiu a área para distrair o zagueiro de Jiménez, que acabou cabeceando a bola para o gol.

Quiñones, formalmente posicionado à esquerda no ataque no 4-3-3, deslocava-se regularmente para o centro, não como um centroavante, mas como um meia adicional.

Encontrava a bola entre as linhas.

Sobrecarregava o centro do campo, encontrava imediatamente um companheiro livre.

E ainda passava na contramão.

E não uma vez só.

Colocou um adversário no bolso com um cartão amarelo, derrotou outro e fugiu do terceiro em um lançamento por trás.

Se formos procurar defeitos: ele estava muito focado em chutar, uma vez se apressou de longe, no início do segundo tempo até tentou marcar quase do meio-campo. Mas isso é facilmente explicado pela empolgação. Ele acreditava em si mesmo. Outros lances mostram que não foi à toa.

Detalhe importante: Quiñones é um centroavante de ofício, mas na seleção joga pela esquerda, já que a posição de centroavante é ocupada por Raúl Jiménez, famoso atacante da Premier League.

Já Quiñones, nascido e criado na Colômbia, mas que se tornou jogador profissional no México, aos 29 anos só havia jogado no México e na Arábia Saudita. Mas que jogador: Quiñones é o artilheiro da temporada na Arábia Saudita: 33 gols em 31 partidas. Superou até Cristiano Ronaldo (28 gols) e o inglês Ivan Toney (32, que também veio para a Copa do Mundo).

Agora fica claro de onde vem a confiança de Julián de que pode marcar do meio-campo.

E isso não é apenas um momento isolado, a produtividade de Quiñones nas últimas temporadas: 14 – 18 – 18 – 20 – 33.

Agora, uma partida muito forte na Copa do Mundo.

Do México, também é preciso destacar o volante Erick Lira. Um jogador ainda menos conhecido que Quiñones: o meio-campista de 26 anos passou toda a carreira no futebol local. Lira comandou bem a equipe. Apenas os zagueiros mexicanos deram mais passes que ele, mas não se trata apenas de passes; os gestos de “passe aqui”, “passe ali” e “mantenha a calma” foram certamente mais numerosos que os próprios passes.

Aliás, foi Lira quem pressionou o adversário antes do primeiro gol.

Mas a partida revelou mais a fraqueza da África do Sul do que a força do México

Mesmo em um jogo assim, é possível encontrar pontos fracos no México: a pressão nem sempre coordenada (com buracos frequentes no meio-campo), a falta de jogadores passadores na defesa e uma abordagem excessivamente pragmática.

Curiosamente, a torcida no Estádio Azteca vaiou fortemente os jogadores mexicanos após o primeiro cartão vermelho para a África do Sul. O México perdeu tempo com passes próximos à sua área, e quase todas as tentativas de avançar resultaram em perdas de posse. Apenas as primeiras substituições aos 66 minutos (quase 20 minutos após ficar com um jogador a mais) animaram a equipe.

A África do Sul falhou completamente. Normalmente, a seleção joga com quatro defensores, mas o técnico Hugo Broos optou por cinco para fortalecer a defesa. A resposta foi fatal: o gol sofrido aos 9 minutos.

O resultado foi uma mistura estranha de mecanismos extremamente primitivos (lançamentos para uma dupla de atacantes mal coordenada e cruzamentos para uma área quase vazia) com tentativas frustradas de jogar um futebol moderno (saídas de bola pelo chão e, ocasionalmente, uma linha defensiva extremamente alta, como no lance do primeiro cartão vermelho).

Gerald Sithole (responsável pelo primeiro gol, outra perda desastrosa e o cartão vermelho) foi tão ruim quanto Quiñones foi bom.

Nas duas últimas Copas da África, a equipe parecia adequada. Na Copa do Mundo, por enquanto, é um desastre.

O México não pode relaxar.

E nós precisamos observar de perto o Quiñones daqui para frente.

Yasmin Fonseca

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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