Futebol

Graham Arnold falou sobre explosões em Bagdá e proibição de redes sociais para jogadores do Iraque

O técnico da seleção do Iraque, Graham Arnold, falou sobre como a equipe lida com a situação no Oriente Médio.

– Você teve que enfrentar a situação no Oriente Médio.

– Desde que assumi o cargo, ocorreram dois conflitos na região. O Iraque não foi diretamente envolvido, mas houve ataques com mísseis e explosões. Após os jogos contra a Coreia do Sul e a Jordânia, voltamos para Bagdá, e ouvi explosões e helicópteros. O governo da Austrália me pediu para deixar Bagdá o mais rápido possível, e fui levado para o Kuwait. Depois da classificação [para a Copa do Mundo], não pude voltar ao Iraque porque o espaço aéreo estava fechado. Eu realmente gostaria de ter participado das celebrações que esperaram por quarenta anos.

– Os jogadores conseguem ignorar isso?

– Quando pergunto a eles se têm medo da guerra ou da situação no Oriente Médio, eles quase se surpreendem. Eles vivem com isso há muitos anos. Para mim, como australiano, foi difícil, mas para eles é a realidade deles. Antes da Copa do Mundo, nossa maior preocupação não era que o Iraque fosse atacado, mas que não pudéssemos tirar os jogadores do país devido ao espaço aéreo fechado. Eles deixaram Bagdá de ônibus, depois viajaram 20 horas até Amã, na Jordânia, e de lá voaram para Monterrey.

– Como você conseguiu resolver isso dentro da equipe?

– Eu queria saber se eles estavam preocupados com suas famílias ou amigos. Proibi o uso das redes sociais. Disse a eles: “Seus entes queridos serão honestos com vocês. Se algo acontecer, eles ligarão para vocês. Mas se vocês lerem mentiras, isso vai afetá-los”. O que acontece no Oriente Médio pode ser usado como desculpa ou como motivação. Escolhemos a motivação, disse Arnold.

Sofia Ramos

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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