Asamoah Gyan – danças na Copa do Mundo de 2010 por caridade e retorno na Copa do Mundo de 2026

Gana derrotou o Panamá em uma das piores partidas da Copa do Mundo de 2026: longos minutos de sofrimento e um gol aos 90+5.
Mas isso não é motivo para não comemorar! E daí que o jogo foi impossível de assistir? Gana não vence partidas da Copa do Mundo com tanta frequência para que isso seja ignorado.
No vestiário, os ganenses organizaram danças animadas. E quem é aquele de terno com eles? É o Asamoah Gyan!
Lenda e herói da seleção, e agora também embaixador oficial.
A dança de Gyan – símbolo da Copa do Mundo de 2010. E parte de um programa beneficente
13 de junho de 2010. Asamoah Gyan converte um pênalti contra a Sérvia, corre em direção à bandeira de escanteio, olha para os companheiros de equipe – e dança de forma contagiante.

Marca para a Austrália – e dança novamente. Os ganeses apoiam.
Gol na fase eliminatória contra os EUA – vocês entenderam.

Os movimentos de Asamoah são tão contagiosos que, alguns meses após o torneio, o popular músico ganês Castro convidou Gyan para um clipe: com garotas se movendo ritmadamente ao som de hip-hop.
“Eu amo música, especialmente canções africanas”, explicou Gyan. – “Este clipe é uma maneira leve e descontraída de mostrar nosso país. Os jovens ganeses adoram dançar, e estou feliz por poder compartilhar essa experiência. Sou um completo leigo em canto, mas estou satisfeito com o resultado.
Embora o futebol, obviamente, seja minha prioridade.”
Mas Asamoah não dançou pensando em futuros sucessos musicais. Antes da Copa do Mundo na África do Sul, a Coca-Cola lançou um programa: por cada dança após um gol marcado, a empresa doava 1.500 dólares para um fundo especial. O objetivo: fornecer água para escolas em 19 países africanos. A empresa explicou: foi inspirada pela dança icônica de Roger Milla com a bandeira de escanteio na Copa de 1990.
Sim, a icônica dança de Tshabalala, que marcou o início da Copa de 2010, também fez parte dessa ação. Após o torneio, a Coca-Cola relatou: o dinheiro arrecadado foi suficiente para fornecer água a 2 milhões de africanos, e Gyan ainda ganhou o prêmio de melhor gol – a empresa doou 50 mil dólares em seu nome para o fundo.

Gyan – o maior artilheiro africano da Copa do Mundo. Mas ainda se culpa pelo Uruguai
Fora das Copas do Mundo, a carreira de Asamoah não pode ser considerada notável: jogou pouco na Europa e, aos 25 anos, já estava em países exóticos.
“Não entendo como Asamoah saiu da melhor liga do mundo para jogar do outro lado do planeta. Com todo o respeito aos Emirados Árabes, não consigo entender a escolha de Gyan”, disse Steve Bruce após a saída do ganês do Sunderland para o Al Ain.
Depois vieram China, novamente os Emirados Árabes, uma breve passagem pelo Kayserispor, Índia e o fim da carreira em seu país natal.
Mas ele brilhou na seleção (51 gols – o maior artilheiro) e especialmente nas Copas do Mundo. Gyan tem 6 gols – nenhum outro jogador africano tem mais. Marcou contra a República Tcheca em 2006, Sérvia, Austrália e EUA em 2010, e Alemanha e Portugal em 2014.
Mas ele ainda pensa naquele pênalti perdido contra o Uruguai. Um breve lembrete da tragédia histórica nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010: no final da prorrogação, Luis Suárez tirou a bola com a mão em cima da linha. O atacante foi expulso, e Gyan chutou o pênalti na trave.
Ele se redimiu na disputa de pênaltis, mas seus companheiros se saíram pior e perderam a chance de ir para as semifinais.
“Foi loucura. Não dormi a noite toda, porque chorei até de manhã. De alguma forma, me acalmei, porque não conseguia mais chorar”, contou Gyan. – “A qualquer momento, quando estou sozinho, isso ainda me persegue. Às vezes, parece que o mundo deveria voltar atrás para que eu pudesse me redimir, mas sei que isso me perseguirá pelo resto da vida”.
Mas para Gana, Asamoah ainda é um herói. No final de maio, Gyan foi nomeado embaixador oficial de todas as seleções e incluído na delegação de Gana para a Copa do Mundo – os fãs estão em êxtase.

“Claro, Asamoah é uma lenda do nosso país. Estamos muito felizes que ele possa estar por perto”, diz o atacante da seleção, Prince Adu.
No acampamento da seleção para a Copa do Mundo de 2026, até instalaram uma placa: Asamoah correndo após marcar o gol contra a Sérvia na Copa do Mundo de 2010.

Em Toronto, onde jogaram a primeira partida, Guiana era reconhecida até mesmo pelos policiais locais.
A magia de Asamoah funciona: o único gol contra o Panamá foi marcado por Caleb Ekuban – o nº3 da seleção. Não se esqueceram que Gyan jogava exatamente com esse número?
“É um número poderoso. Se você levanta algo pesado, conta até três antes de erguer. Se quer advertir alguém, adverte uma vez, depois duas e na terceira toma uma medida”, explicava o maior artilheiro africano das Copas do Mundo.
Após o jogo contra o Panamá – dança da vitória com Asamoah. Resta sair da fase de grupos e não enfrentar o Uruguai.





Gyan é uma lenda da seleção de Gana. Foi um ótimo jogador, e a Copa do Mundo de 2010 ficará para sempre na memória
Ele ainda está em forma, assim como aquele pênalti contra o Uruguai
Já assisti várias vezes ao vídeo da dança no vestiário. Muito divertido e engraçado. E é incomum ver Gyan depois de tantos anos, ainda mais de terno
Foi um excelente jogador