Na Mercedes, conversas sobre favoritismo são consideradas alheias ao espírito da equipe

O diretor técnico da Mercedes, James Allison, comentou sobre os rumores de que a equipe está trabalhando a favor de um dos pilotos na disputa entre Andrea Kimi Antonelli e George Russell.
“Duvido muito que seja possível acabar com essas conversas de uma vez por todas, pois as pessoas são muito emocionalmente ligadas aos pilotos que apoiam.
Posso apenas dizer: se você quer entender se o favoritismo faz parte da nossa psicologia, precisa vir e trabalhar conosco. Se tiver a sorte de fazer isso, você absorverá instantaneamente a cultura da equipe e entenderá o quão estranho isso é para cada membro do grupo. Quando ouvimos tais conversas, é como se fosse em outra língua.
Em uma discussão assim, é impossível vencer, pois os lados estão o mais distante possível um do outro. O interesse de todos nós é fazer com que ambos os pilotos prosperem, e não nos importa quem será o mais forte. Buscamos a dobradinha em cada corrida, e a ordem não nos preocupa.
Uma opinião sobre essa questão só surgirá se um dos pilotos perder as chances matemáticas pelo título e o outro estiver lutando contra um piloto de outra equipe. Só então a equipe terá o direito de ter uma opinião.
Curiosamente, para nós, o campeonato principal não é o campeonato de pilotos, mas o Campeonato de Construtores. Se tivermos a sorte de receber um bônus, ele será baseado na posição no campeonato de equipes, não no individual. Por ele, não recebemos nada. Apenas queremos que ambos os pilotos sempre conquistem o máximo de pontos”, afirmou Allison.




