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Leclerc quebra a Ferrari pela segunda vez seguida – está perdido? Hamilton lutou pela pole – Reta final

Em Barcelona, aconteceu a qualificação para o Grande Prêmio de F-1.

Embora a Mercedes tenha ficado novamente em primeiro lugar, não houve sensação de domínio absoluto. No segmento final, uma verdadeira batalha pela pole position se desenrolou na pista.

Importante vitória de Russell: superou Antonelli e conquistou a pole

O circuito de Barcelona-Catalunha é um exame extremamente desafiador para a tecnologia. Ele testa todas as áreas do carro: a longa reta exige potência, as curvas de alta velocidade exigem aerodinâmica, e o terceiro setor prolongado exige cuidado com os pneus. Encontrar o equilíbrio perfeito de ajustes aqui é uma missão muito difícil.

Nos treinos de sexta-feira, a “Mercedes” não parecia favorita. Parecia que o circuito se adaptava melhor à “McLaren”, cujo carro é tradicionalmente forte em sequências de média velocidade. E a “Ferrari” também parecia confiante, especialmente em longas séries de voltas.

No entanto, durante a noite, os engenheiros das “flechas prateadas” encontraram os ajustes ideais, e George Russell entregou um volta impecável nos últimos minutos da sessão de classificação, explorando todo o potencial do carro e conquistando a pole.

O companheiro de equipe de Andrea Kimi Antonelli ficou apenas em terceiro. E isso após um fenomenal Grande Prêmio de Mônaco, onde o italiano conquistou o “Grand Chelem” (pole position, volta mais rápida, liderança do início ao fim e vitória).

Onde foi parar a velocidade de Kimi?

A resposta está nas características da pista – ela não se adapta ao seu estilo agressivo de pilotagem. O diagnóstico preciso foi feito pelo campeão mundial de 1997, Jacques Villeneuve:

“Russell sabia que essa pista era mais adequada para ele e aproveitou a vantagem. Barcelona é uma pista escorregadia: sem ajustes perfeitos, é impossível completar uma volta limpa. É necessária precisão cirúrgica.

O estilo de Antonelli é mais adequado para pistas do tipo “stop-and-go”, com freadas e acelerações bruscas. Ele entra fundo nas curvas, “quebra” a trajetória cedo e acelera, contando com a tração do motor elétrico. Para isso, ele usa uma suspensão traseira muito macia. Normalmente, essa abordagem provoca subesterço intenso, o que simplesmente não funciona em Barcelona.

O problema é que, com a dianteira naturalmente solta, o carro tenta constantemente desestabilizar a traseira. O estilo mais suave de Russell é mais eficaz nessas condições.”

Leclerc destruiu o carro novamente. Charles sofreu acidentes em três sessões consecutivas

Em Barcelona, o pesadelo de Charles Leclerc continuou. Após o frustrante desempenho em Mônaco, onde o monegasco bateu na parede no sábado e, no domingo, destruiu o carro a poucas voltas do fim, perdendo o pódio, um novo incidente ocorreu.

Após a etapa em casa, Leclerc culpou os freios da “Brembo” e mudou para os discos da “Carbon Industries”, os mesmos usados por seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, desde o Grande Prêmio do Japão.

Nas sessões de testes de sexta-feira, Charles até ficou satisfeito, mas o sábado terminou em acidente.

No final da classificação, Leclerc nem sequer conseguiu completar uma volta rápida. E os freios não foram o problema: na quarta curva, o piloto perdeu a aderência na pista e não conseguiu controlar o carro.

Charles reconheceu o erro:

«Sinto vergonha diante de todos que me apoiam, e é frustrante para a equipe, que trabalhou como louca. O sentimento de vergonha me impede de mostrar meu melhor. Eu me sentia confiante, mas isso é inútil quando tudo termina assim. Estou enfrentando dificuldades há três finais de semana seguidos».

Diante dos fracassos de Leclerc, Hamilton agora é o verdadeiro líder da Scuderia – em Barcelona, ele se classificou em segundo, perdendo para Russell por apenas frações de segundo. Com essa diferença nos resultados, Leclerc corre o risco de perder rapidamente o status de “garoto de ouro” de Maranello.

O que esperar da corrida

Não há um domínio claro em Barcelona. Apesar da pole position de Russell, a “Ferrari” e a “McLaren” se aproximaram dos líderes em ritmo de corrida. Amanhã, as equipes travarão uma verdadeira batalha pela vitória, e cinco ou seis pilotos podem se envolver na disputa.

Um fator-chave será não apenas a velocidade pura, mas também a flexibilidade tática. É muito importante considerar o desgaste crítico dos pneus: o asfalto na Catalunha é abrasivo, e as altas temperaturas de 2026 apenas pioram a degradação dos pneus. As equipes terão que escolher entre um ritmo agressivo e arriscado ou a preservação cuidadosa dos pneus.

Por esse motivo, a “Pirelli” prevê pelo menos dois pit stops obrigatórios, mas muitos especialistas não descartam a possibilidade de três paradas. Nessas condições, o custo de um erro dos mecânicos ou de um atraso na volta de saída aumenta significativamente.

E, claro, não se pode esquecer do fator largada. A longa reta da largada até a primeira curva é uma ótima chance para Hamilton e Antonelli atacarem Russell. Quem assumir a liderança na primeira curva terá uma enorme vantagem tática.

Resultados da qualificação

Yasmin Fonseca

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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8 Comentários

  1. Leclerc me lembra aqueles jogadores de futebol que, depois de assinar um contrato lucrativo, esquecem como chutar a bola direito 😂

  2. Leclerc foi líder da Ferrari por muitos anos. Sim, agora está passando por uma fase ruim e hoje cometeu um erro infantil. Mas é muito tolo tirar conclusões precipitadas. Leclerc foi competitivo em todos os treinos, o carro claramente permite brigar na corrida, mesmo largando em 10º. Tudo dependerá do trabalho com os pneus.

    1. Fase ruim acontece. Charles é mais forte que o veterano Lewis, embora também fique feliz pelo último, que sofreu muito na Ferrari.

  3. Fase ruim acontece. Charles é mais forte que o veterano Lewis, embora também fique feliz pelo último, que sofreu muito na Ferrari.

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