Transferências do Manchester City após Pep: planos de Viana e ameaças

Artem Butorin com as respostas.

Com a saída de Pep Guardiola, o “Manchester City” perde não apenas o técnico principal, mas o rosto do projeto – a pessoa que personificava o clube.
Acredita-se que Enzo Maresca seja um adepto de Guardiola. No entanto, o italiano está apenas no início de sua carreira como treinador, e nem todos os jogadores escolherão o “City” apenas pela oportunidade de trabalhar com ele. Pep, por outro lado, era um ímã para os novatos e dava ao clube uma enorme vantagem nas negociações.
Como a campanha de transferências do “City” vai mudar?
O spoiler de inverno sugeriu: tudo ficará bem
Guardiola ajudou o “City” a contratar bons jogadores por 10 anos. Às vezes, até participava do recrutamento. Após o jogo contra o “Leicester”, ele se aproximou de Riyad Mahrez e disse: “Quero que você jogue comigo”. Depois disso, na corrida pelo ponta entre “Chelsea” e “City”, um claro favorito surgiu.
Erling Haaland disse em 2022: “Pep foi um grande fator na minha decisão [de ir para o ‘City’]”. Jack Grealish observou: “Guardiola é a principal razão pela qual estou aqui”. Quase o mesmo foi dito por Bernardo Silva, Aymeric Laporte, Kyle Walker, İlkay Gündoğan, Rúben Dias e outros.
Não há muitos treinadores no mundo com características semelhantes, e Enzo Maresca ainda não está entre eles. O italiano fez um trabalho de qualidade no “Chelsea” e se encaixa estilisticamente no “City”, mas ainda não conquistou o mesmo status que Guardiola.
Há uma grande dependência de Pep, mas não é catastrófica.

A janela de transferências de inverno é um pequeno preview do que pode ser o “City” sem Guardiola. O catalão ainda estava no cargo, e os rumores sobre sua saída não eram tão insistentes quanto no final da temporada. Mas já se falava sobre uma possível saída no verão – algo que Antoine Semenyo e Marc Guéhi sabiam muito bem. Ambos entendiam: se Guardiola ficasse, seria no máximo até o fim do contrato (até o verão de 2027). Segundo o The Athletic, até mesmo no clube não acreditavam em outra renovação.
Para Semenyo, o “City” estava longe de ser a única opção: o líder do “Bournemouth” era disputado por “Liverpool”, “Manchester United” e “Chelsea”. De acordo com a BBC, a oferta mais generosa veio do “Tottenham” – em Londres, o salário de Antoine superaria até mesmo o que ele receberia no “Etihad”.
Guéhi recebeu ainda mais propostas: além dos principais times ingleses, “Bayern”, “Real Madrid”, “Barcelona”, “Atlético” e “Inter” tentaram contratar o zagueiro com contrato próximo ao fim. O principal candidato era o “Liverpool”, que não assinou com Guéhi devido a um veto urgente do técnico Oliver Glasner. Esperava-se que o inglês chegasse ao “Anfield” já no verão.
Ambos se mudaram para o “City” no inverno – e não por causa de Guardiola. A BBC destacou: eles foram atraídos pelo trabalho com Pep, mas ambos sabiam que a colaboração não duraria muito. E certamente não os 5-6 anos de seus contratos. O mesmo vale para Erling Haaland, que estendeu seu acordo até 2034.
O insider Sami Mokbel afirmou: os concorrentes do “City” usaram o futuro incerto de Guardiola nas negociações, pressionando pelo fato de que a comissão técnica no “Etihad” mudaria em breve.

É tolo negar o lado financeiro da questão, mas as ofertas do “City” não eram muito superiores às dos concorrentes, e em alguns casos (por exemplo, “Tottenham” e Semeno) até mesmo inferiores. Segundo fontes próximas às negociações, Semeno e Gegi viam no “City” principalmente uma garantia de estabilidade e disputa por troféus, participação regular na Liga dos Campeões, infraestrutura avançada e parceiros de alto nível.
Foi isso que desempenhou um papel importante, e não Guardiola.
Claro, Pep atraía jogadores que sonhavam em trabalhar com ele. Guardiola criou uma cultura única, estabeleceu padrões elevados e eliminou muitos estereótipos.
Mas o “City” já estava se desenvolvendo com sucesso antes de Pep: mesmo antes de Guardiola, Sergio Agüero, Yaya Touré, David Silva, Vincent Kompany e outros já haviam chegado ao Etihad. O clube era atraente para as estrelas e claramente continuará sendo, mesmo sem o melhor treinador da história.

Muito depende de Viana, e ele está se saindo muito bem
Um trabalho enorme nas negociações de inverno foi realizado pelo diretor esportivo Hugo Viana. Com o seu convite, o “City” agiu com sabedoria: o antecessor Txiki Begiristain foi tão importante para o clube quanto Guardiola, mas a transição suave dos negócios permitiu um processo de transição indolor.
Begiristain escolheu pessoalmente o sucessor, e Viana começou a trabalhar mais cedo para se envolver nos novos processos. Fontes observaram: Hugo se tornou a sombra de Txiki, absorvendo todos os seus negócios e ações. Juntos, eles realizaram uma rápida reformulação do elenco em janeiro de 2025: contrataram Nico González, Abdukodir Khusanov, Vitor Reis e Omar Marmoush. A experiência adquirida foi útil para Hugo já no inverno de 2026: a negociação por Gavi foi iniciada por Begiristain, mas concluída por Viana.

De acordo com o The Athletic, o português se integrou harmoniosamente aos processos do City, estabeleceu excelentes relações com Begiristain, Ferran Soriano (diretor técnico) e Guardiola. Fontes do clube destacaram: “Ele se estabeleceu firmemente. Hugo é muito semelhante a Txiki em sua personalidade modesta, dedicação e organização no trabalho. Ele tem um plano para tudo”.
Agentes que trabalharam com Viana também estão satisfeitos com o diretor do City: destacaram seu envolvimento, cortesia e facilidade de comunicação.
A fase mais difícil de Hugo já ficou para trás: ele superou a catástrofe de elenco na temporada 2024/25 ao lado de Begiristain. Agora, o elenco do City está renovado e exige apenas ajustes cosméticos, não reformas emergenciais como há um ano e meio. Agora, Viana trabalhará de forma pontual para melhorar: os problemas com um elenco envelhecido e lesionado são coisa do passado.
Além disso, no City, nem tudo depende apenas do diretor esportivo e de Guardiola. O presidente do conselho, Khaldoon Al Mubarak, também está envolvido – ele é a figura principal. O The Athletic refutou a ideia de que tudo no clube era decidido pelo trio Guardiola/Begiristain/Soriano – muito ainda depende de Al Mubarak. Ele, ao contrário do trio espanhol, está no clube desde 2007.

Nos últimos anos, ficou claro que o “City” possui um plano e uma estratégia de longo prazo que permitem mudar as peças do mecanismo quase sem dor. O diretor Omar Berrada foi para o “Manchester United”, o diretor da academia Jason Wilcox foi para o “Southampton” (e depois para o “MU”), Brian Marwood reduziu seu tempo de trabalho e envolvimento (atuou como diretor desde 2009), e o diretor do City Foundation Group, Lorie Shaw, foi para o “Liverpool”. O diretor de olheiros e recrutamento de jogadores, James Smith, agora está no “Everton” após 11 anos no “City”, e Gavin Fleig (diretor de talentos jovens) tornou-se diretor geral do “Salford”.
Todas essas pessoas desempenhavam papéis importantes na estrutura do clube, mas o “City” conseguiu substituí-las com sucesso, redistribuindo funções entre outros funcionários ou adaptando gradualmente os recém-chegados. Foi assim com Vianna, e o mesmo aconteceu com Riccardo Bigon, que passou um ano se adaptando ao “City” após seis anos no “Bologna” – Brian Marwood passou as responsabilidades para ele, assim como Begiristain fez com Vianna.
Agora, Bigon e o diretor Clive Rees estão liderando os processos de reestruturação: ambos assumiram as funções de Berrada, que foi para o “MU”. O The Athletic observa que o “City” planeja continuar seguindo essa estratégia.
O que vem por aí para o “City” em termos de transferências?
No verão, o “City” concluiu a reinicialização forçada do inverno. Contratou Ryan Cherki, Tijjani Reijnders, Gianluigi Donnarumma, James Trafford e Rayan Aït-Nouri. Nem todos conseguiram se destacar imediatamente (o que é característico do trabalho com Pep), mas nenhuma contratação foi um fracasso total.

Ainda neste verão, Viana continuará com as reformas: será necessário substituir os saídos Bernardo Silva e John Stones. Enquanto o inglês perdeu o status de jogador importante devido a lesões frequentes, o português atuava como condutor das ideias de Guardiola.
Agora, Viana planeja três transferências: um lateral-direito, um meio-campista central e um ponta. Por vontade própria, podem deixar o “Etihad” González, Marmus, Savinho e Trafford, que tiveram menos tempo de jogo. O “City” planeja manter todos eles (exceto Savinho), mas não impedirá o desejo dos jogadores – e, nesse caso, será necessária uma substituição.
● No entanto, é pouco provável que Viana tenha uma janela de transferências tranquila: há muitos rumores em torno dos líderes do “City”. Por exemplo, o futuro de Rodri está em dúvida: o contrato do espanhol está terminando, e ele ainda não respondeu à nova proposta. Ao redor, circulam os dois candidatos à presidência do “Real”, que incluem a transferência de Rodri como ponto da campanha eleitoral.
● Outro candidato à presidência do “Madrid”, Enrique Riquelme, especula insistentemente sobre Erling Haaland – em caso de vitória sobre Florentino Pérez, promete levar ao “Santiago Bernabéu” tanto Haaland quanto Rodri. O “City” respondeu a Riquelme por meio do site oficial e ameaçou processá-lo. A agente do jogador, Rafaela Pimenta, e o pai, Alf-Inge, também negaram contatos com Riquelme.

● Agora, a saída de Haaland parece fantástica. Primeiro, ele recentemente renovou seu contrato até 2034. Segundo, o insider David Ornstein relatou que o novo acordo não inclui mais uma cláusula de rescisão. Já Fabrizio Romano escreveu que a cláusula existe, mas é muito alta (acima de 100 milhões de libras) e só entrará em vigor em 2029.
● A saída de Joško Gvardiol é muito mais realista: ele está sendo observado por Bayern e Real Madrid. O jornalista Alberto Pereiro destacou que o “Madrid” respeita o “City” e aguardará o desfecho das negociações do croata por um novo contrato. Além disso, o Real Madrid comunicou a Joško seu desejo de contratá-lo e informou o “City” sobre isso.
● Se a venda de Haaland parece difícil de acreditar, a saída de Rodri e Gvardiol é bastante realista. Nesse cenário, o “City” precisará de substitutos caros, e Viana terá um verão agitado.





Tantas letras só para listar o que aconteceu e registrar fatos? O artigo levanta a questão do que vem a seguir, mas não há resposta. Nem mesmo os pensamentos do autor eu vi. Apenas uma lista de fatos.
Título: «O que acontecerá com as transferências do City após Pep?»
Resposta: O autor não sabe
Nenhuma conclusão, nem opinião do autor… Escrevem bem, redação)
Querem ver a folha?
Não mostrem este texto para o Slava Palagin – ele vai ficar com ciúmes do Man City
Jack Grealish observou: «Guardiola é a principal razão pela qual estou aqui»
)
Me digam outro clube (além dos sacos de petróleo e do Chelsea) que pode comprar 9 jogadores caros e 7 deles apenas para o banco de reservas. Estou falando sobre as possibilidades de diferentes clubes.