Futebol

Klose relembrou a goleada de 7:1 sobre o Brasil na semifinal da Copa do Mundo de 2014

O ex-atacante da seleção da Alemanha e recordista de gols em Copas do Mundo, Miroslav Klose, relembrou a partida contra o Brasil (7:1) na semifinal da Copa do Mundo de 2014, que terminou com o título alemão. O atacante marcou um gol naquela partida.

– Com que frequência você se lembra daquela semifinal?

– Isso sempre será comentado. Não é todo dia que se marca quatro gols em seis minutos!

– O que ficou na memória daquela avalanche de gols – quatro bolas na rede entre os 23 e 29 minutos?

– Para os brasileiros, foi um choque. Após cada gol, eles pensavam: “O que aconteceu de novo? O que deu errado?” E nós recuperávamos a bola e marcávamos novamente.

Eles não tiveram tempo para respirar. Tudo aconteceu tão rápido que só depois soubemos que havíamos marcado quatro gols em seis minutos. Parecia que havia passado muito, muito mais tempo.

– Você sentiu imediatamente que sua equipe controlava o jogo?

– Sim. Nos movíamos exatamente como precisávamos: pressionávamos na frente, no meio-campo, trabalhávamos na defesa, não dávamos espaço ao adversário. Quando nossa equipe é capaz de trabalhar assim sem a bola, quando todos estão prontos para correr pelo outro, é um time fantástico, capaz de derrotar qualquer um.

Para mim, é assim que o futebol moderno deve ser – não egoísta, mas baseado no trabalho em equipe. Nessas condições, eu sabia que os gols eram apenas uma questão de tempo.

– E o primeiro gol veio após um escanteio.

– Trabalhamos muito bem nas bolas paradas. Tanto em faltas quanto em escanteios, tínhamos várias combinações diferentes, éramos imprevisíveis.

– Não houve conversa entre os jogadores para diminuir o ritmo em algum momento?

– Lembro-me que, quando o placar estava 3:0, dissemos uns aos outros que precisávamos continuar jogando com seriedade. Isso é muito importante. Ninguém começa a passar a bola entre as pernas, a trocar passes por diversão ou a zombar do adversário.

Quando você acha que tudo está acontecendo naturalmente, começa a fazer coisas que nunca faria em outra situação. Nossa equipe não era assim. No intervalo, quando o placar era 5:0, também não havia euforia. Esperávamos que os brasileiros melhorassem no segundo tempo, pois não poderiam continuar jogando assim diante de sua torcida.

Mas também sabíamos que éramos capazes de causar problemas a eles novamente sempre que tivéssemos a bola – disse Klose, que atualmente comanda o “Nuremberg”.

Ângelo Almeida

João Pedro Silva é um renomado jornalista esportivo português, formado… More »

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Um Comentário

  1. Por causa da lesão do Neymar, todos ficaram desanimados. Provavelmente os alemães passariam de qualquer jeito, mas não teria sido uma goleada.

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