Haiti Escócia – resumo da partida da Copa do Mundo 2026: pressão, rebote e caráter

Perto de um conto de fadas.
Sim, a modesta seleção do Haiti perdeu para a Escócia, mas como – apenas 0:1 e com suas próprias chances. Muito digno!

Haiti sufocou a Escócia, mas que azar no rebote
Nós contamos que o Haiti aposta na pressão, tenta jogar de forma agressiva e vertical. A partida contra a Escócia é um exemplo claro disso.
Os haitianos sufocaram desde os primeiros minutos, embora tivessem dificuldade em chegar à área adversária. Já aos 4 minutos, o primeiro chute, mesmo que não o mais perigoso. Não hesitaram em avançar. Houve muitas faltas, disputas – lutaram como deveriam.
Mas aos 28 minutos, o azar bateu: dormiram no avanço do lateral Aaron Hickey e mal conseguiram interceptar o cruzamento, com John McGinn sendo o primeiro no rebote. O chute não saiu, mas a Escócia foi ajudada por um rebote em Jean-Ricner Bellegarde.

Ele é meio-campista ofensivo, mas defendeu junto com seus companheiros, tentando de alguma forma atrapalhar.

E a bola entrou no gol. Acontece que ele fez tudo certo, mas acabou prejudicando.
Mesmo assim, o Haiti teve todas as chances. Que caráter desses homens!
A seleção do Haiti não desistiu, lutou. Por exemplo, até no primeiro tempo superaram em finalizações – 8:7, e ficaram apenas um pouco abaixo nos gols esperados. A Escócia se defendeu bem, mas superar adversários que já são mais experientes e habilidosos é uma tarefa duríssima, até mesmo para os grandes.
Até o intervalo não conseguiram, e depois caíram fisicamente. Os escoceses pressionaram, mas a partir dos 70 minutos, o Haiti parecia ter encontrado um segundo fôlego: um ataque forte, o adversário favorito claramente flutuava e perdia a bola sob pressão constante.
Mas não conseguiram concluir, marcar aquele gol tão importante e justo para esse cenário. Faltou força, qualidade no elenco, opções no banco – muitas coisas.
Mesmo assim, eles mereceram apenas elogios. Porque no final, criaram oportunidades e se desesperaram por não conseguirem concluir.
Destaques do Haiti: como eles pressionaram a Escócia?
A seleção do Haiti surpreendeu: em vez de um bloco baixo e contra-ataques caóticos, eles prenderam a Escócia em sua própria metade e criaram chances. Faltou habilidade na finalização, sim: houve toques a mais ou controles infelizes.
Mas pela ousadia, certamente mereceram elogios.
Com a posse de bola, se reorganizavam em um trio: um dos volantes descia, geralmente Jean-Ricner Bellegarde, ou o lateral-direito Carnejy Antoine ficava mais recuado. Sobrecarregavam a defesa da Escócia com passes longos ou saturavam as alas, onde os pontas ativos Ruben Providence e Lucius Didson iniciavam dribles. Após um cruzamento, o atacante Frantzdy Pierrot quase empatou aos 85 minutos.
A Escócia se defendeu bem em um compacto 4-4-2, mas gastou muita energia: os pontas frequentemente recuavam para ajudar os laterais, e às vezes formavam uma linha de cinco. Por isso, após o intervalo, quase não houve contra-ataques (apenas dois chutes), embora no primeiro tempo tivessem pego o Haiti em espaços abertos. Outro indicador de que, para o técnico Steve Clarke, o jogo definitivamente não foi fácil.
Foi muito mais complicado do que se imaginava, mas ainda assim a vitória da Escócia os colocou na primeira posição do grupo, já que antes o Brasil e o Marrocos haviam empatado.

Os haitianos agora enfrentarão o Brasil, e os escoceses jogarão contra o Marrocos, ambas as partidas acontecerão na madrugada do dia 20 de junho, no horário de Moscou.
● A Escócia venceu na Copa do Mundo pela primeira vez desde 1990 – 36 anos depois. Naquela ocasião, foi 2:1 contra a Suécia, depois participaram da Copa do Mundo de 1998, fracassaram, e desde então os escoceses demoraram a reaparecer na competição.
● John McGinn marcou o primeiro gol da Escócia na Copa do Mundo após 10.255 dias. Sim, mais de mil dias!
● Para o Haiti, o simples fato de se classificar para a Copa do Mundo é um motivo de orgulho. Mas destacamos: quatro jogos na Copa do Mundo – quatro derrotas.
E mesmo assim: Haiti – aplausos.





