Futebol

Grandes derrotas na história da Copa do Mundo – agora com Curaçao sofrendo um 1:7 da Alemanha

Haiti, Iraque, Curaçau – com a expansão da Copa do Mundo, parece que houve um aumento notável de seleções mais fracas, então não é surpresa ver derrotas muito expressivas. Uma delas aconteceu no jogo entre Curaçau e Alemanha, já no quarto dia do torneio – 1:7.

Ela entrou para a lista das derrotas mais avassaladoras da história da Copa do Mundo – com uma diferença de 6+ gols. Agora, são 20 jogos assim, embora no século XXI tenham sido apenas seis – mas todos memoráveis.

Começamos com a Alemanha em boa forma, e depois – da maior derrota.

Curaçao – Alemanha 1:7, 2026

Os alemães marcaram rapidamente, mas no meio do primeiro tempo permitiram que o adversário igualasse o placar – o primeiro gol da história de Curaçao na Copa do Mundo foi marcado por Livano Comenencia. Mas ainda antes do intervalo, os alemães fizeram 3:1, e depois marcaram mais quatro. Seis jogadores alemães marcaram gols, com Kay Havertz fazendo um doblete.

El Salvador – Hungria, 1:10, 1982

11 gols, e este não é o jogo mais prolífico da história da Copa do Mundo – em 1954, Áustria e Suíça terminaram com um impressionante 7:5. No entanto, até hoje, é o único jogo em que uma equipe marcou 10 gols. El Salvador foi esmagado, e o atacante László Kiss entrou como substituto e fez um hat-trick em apenas seis minutos, tornando-se o primeiro e único reserva a marcar um hat-trick em uma Copa do Mundo.

Coreia do Sul – Hungria, 0:9, 1954

Em sua primeira partida na Copa do Mundo, a Hungria, com sua geração de ouro, atropelou a Coreia do Sul. Ah, que nomes: Sándor Kocsis marcou três gols, Ferenc Puskás e Péter Palotás, cada um com dois. Esta foi a maior vitória na história da Copa do Mundo na época: o recorde durou 28 anos, até que uma nova geração estabeleceu um novo.

Zaire – Iugoslávia, 0:9, 1974

Análise do jogo: antes mesmo do intervalo, já haviam marcado seis. Há até uma versão de que Zaire simplesmente entregou o jogo, já que os jogadores brigaram com o técnico e a federação por causa de premiações não pagas.

Bolívia – Uruguai, 0:8, 1950

Primeira Copa do Mundo após a Segunda Guerra Mundial. Dois países desistiram do torneio, então o Uruguai jogou no grupo apenas com a Bolívia, que se classificou apenas devido à desistência da Argentina, Peru e Equador. Este foi o resultado.

Cuba – Suécia, 0:8, 1938

Cuba entrou na Copa do Mundo automaticamente, já que todos os outros países da América do Norte e Central desistiram. No primeiro jogo, empataram em 3:3 com a Romênia e, na partida de desempate, venceram por 2:1, avançando. O conto de fadas, no entanto, terminou de forma estrondosa contra a Suécia.

Arábia Saudita – Alemanha, 0:8, 2002

Partida histórica de Miroslav Klose: primeiros gols na Copa do Mundo, e logo um hat-trick. Naquela época, ele ainda não imaginava que se tornaria o maior artilheiro da história do torneio.

Haiti – Polônia, 0:7, 1974

E aqui está o Haiti! Para eles, apenas participar da Copa do Mundo já foi uma festa, e o gol contra a Itália permanece como o principal feito. Pois depois vieram as goleadas: primeiro sete da Polônia, depois quatro da Argentina.

Coreia do Sul – Turquia, 0:7, 1954

Outro vexame dos sul-coreanos naquela Copa: primeiro nove da Hungria, e no jogo seguinte, sete da Turquia.

Escócia – Uruguai, 0:7, 1954

A humilhação dos escoceses, que foram para a Copa do Mundo com ambições, mas já na segunda rodada sofreram sete gols dos então campeões. No final, ficaram em último e não marcaram nenhum gol.

Coreia do Norte – Portugal, 0:7, 2010

A Coreia do Norte na Copa do Mundo – sim, foi há pouco tempo. Naquele jogo, não havia planos de goleada, foi uma partida disputada e o intervalo terminou com o placar de 0:1. Depois, de repente, sofreram seis gols. Cristiano Ronaldo marcou apenas uma vez.

Costa Rica – Espanha, 0:7, 2022

A goleada mais recente. Luis Enrique chegou ao Catar como favorito, atropelou os costa-riquenhos – não permitiram nenhum chute a gol. Mas não chegaram às medalhas: jogaram com muita cautela.

Brasil – Alemanha, 1:7, 2014

Dor, vergonha e a maior tragédia na história do Brasil. A um passo da final em casa, levaram sete gols da Alemanha. O estádio inteiro chorou.

EUA – Itália, 1:7, 1934

Já no intervalo, a Itália vencia por 3:0, mas não parou. Como poderia ser diferente, se o Mundial era em casa, e ainda contra os EUA – aquele jogo ainda é frequentemente lembrado no contexto da era do ditador Benito Mussolini.

Suécia – Brasil, 1:7, 1950

Os europeus pareciam um time forte, mas o Brasil, liderado pelo atacante Ademir, derrotou os suecos, que acabaram ficando em terceiro lugar.

Hungria – URSS, 0:6, 1986

A maior vitória da URSS em uma Copa do Mundo. O time de Lobanovsky chegou ao México no auge e logo provou isso com a goleada sobre os húngaros. Muitos chamavam a URSS de favorita oculta, mas houve uma dolorosa eliminação nas oitavas de final para a Bélgica na prorrogação.

Sérvia e Montenegro – Argentina, 0:6, 2006

A Argentina fez mágica em campo: parece que o segundo gol de Esteban Cambiasso foi o mais refinado e trabalhado da história das Copas do Mundo. Um gol muito bonito.

México – Alemanha, 0:6, 1978

Os então campeões mundiais demonstraram sua força, se recuperaram do 0:0 na primeira partida contra a Polônia e ainda impuseram ao México sua maior derrota na história das Copas do Mundo.

Peru – Argentina, 0:6, 1978

Uma goleada polêmica. Os argentinos precisavam vencer com uma diferença de pelo menos quatro gols, e marcaram seis. O jogo foi justamente na Argentina, então logo surgiram conversas sobre um possível acordo: supostamente, os peruanos foram pressionados pela junta militar local, que prometeu problemas na economia entre os países. Nunca foram encontradas provas disso.

Índias Orientais – Hungria, 0:6, 1938

As Índias Orientais Holandesas, hoje Indonésia, foram a primeira equipe asiática na história das Copas do Mundo. E logo levaram um golpe: cinco gols antes mesmo do intervalo, e os húngaros tranquilamente chegaram ao 6:0.

Victória Simões

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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20 Comentários

    1. Ah, os times da URSS eram de alto nível, eram considerados favoritos. Hoje soa como algo mítico

  1. Ah, os times da URSS eram de alto nível, eram considerados favoritos. Hoje soa como algo mítico

  2. Os húngaros são ferozes. 2 primeiras linhas, e apenas 3 goleadas recordes. Embora eles mesmos tenham levado uma surra do irmão mais velho em 1986. O Brasil, claro, se envolveu na história com aquele 1:7. Com as Coreias é interessante: nos anos 50-60, os norte-coreanos jogavam futebol muito bem, chegaram às quartas em 1966, enquanto os sul-coreanos levavam surras, mas nos anos 2000 e 2010 tudo se inverteu. Os sul-coreanos se tornaram uma força séria, enquanto os norte-coreanos só se classificaram uma vez. Estatística interessante.

    1. Os húngaros dos anos 50-60 eram quase a melhor equipe do mundo, é uma pena que não conseguiram vencer a Copa do Mundo com aquela geração, Puskás estaria no mesmo nível de Pelé e Maradona na época

    2. Sim, foi o caso. Ainda não entendo como não conseguiram pressionar os alemães na final. Mas os alemães são mestres em destruir sonhos. Em 54 com os húngaros, em 74 com os holandeses.

    1. Ainda lembro de como, no final da partida, mostravam frequentemente os torcedores nas arquibancadas, lembro do choque e da incompreensão.

  3. Ainda lembro de como, no final da partida, mostravam frequentemente os torcedores nas arquibancadas, lembro do choque e da incompreensão.

  4. Os húngaros dos anos 50-60 eram quase a melhor equipe do mundo, é uma pena que não conseguiram vencer a Copa do Mundo com aquela geração, Puskás estaria no mesmo nível de Pelé e Maradona na época

  5. Sim, foi o caso. Ainda não entendo como não conseguiram pressionar os alemães na final. Mas os alemães são mestres em destruir sonhos. Em 54 com os húngaros, em 74 com os holandeses.

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