Futebol

Como o PSG expulsou os egoístas e construiu uma dinastia – a história das reformas

Fala Lyubov Kurcheva.

Agora está claro que uma nova era no “PSG” começou após a declaração de Nasser Al-Khelaifi em junho de 2022:

“Precisamos voltar a ser humildes. Precisamos de mudanças que evitem lesões, suspensões e erros que mudam o rumo de uma partida. Vamos parar de dizer: ‘Queremos ganhar isso, isso e aquilo’. Vamos construir algo. Precisamos ser mais disciplinados – dentro e fora de campo.

Todos que querem ficar na zona de conforto e não querem lutar, ficarão de fora.”

Essa entrevista de Al-Khelaifi foi dada ao Le Parisien após mais uma decepção na Liga dos Campeões e a dramática renovação de contrato de Kylian Mbappé. A jornada do “PSG” no torneio dos sonhos terminou nas oitavas de final – 1:0 e 1:3 para o “Real”. O trio Leo Messi, Mbappé e Neymar não ajudou, a ideia dos “galácticos” não funcionou.

Mas, quatro anos atrás, as declarações de Nasser não eram tão fáceis de levar a sério, pois no verão de 2019 – após uma temporada repleta de rumores de conflito entre Cavani e Neymar pelo direito de cobrar pênaltis – ele disse à France Football:

“Não quero mais ver comportamento de estrela. Os jogadores terão que assumir mais responsabilidade do que nunca. Tudo precisa mudar completamente. Eles terão que fazer mais, trabalhar mais. Eles não estão aqui para se satisfazerem. Se não concordam, a porta está aberta. Tchao!”

Justamente naquela temporada – em setembro de 2018 – Thomas Tuchel estava no vestiário do “Anfield” durante o intervalo da partida contra o “Liverpool” e não acreditava no que ouvia. Ele pediu aos jogadores que corressem mais, e em resposta ouviu:

– Para quê?

– Porque é o “Liverpool” e o “Anfield”, uma das melhores equipes do mundo em um dos estádios mais difíceis do mundo.

Quando o “PSG” entrou em campo, Tuchel já não conseguia acreditar no que via. Ignoraram completamente. Ele estava na linha lateral e gritava:

– Rapazes, o que está acontecendo?!

O “Liverpool” venceu por 3:2 com um gol de Firmino aos 91 minutos – e alguns meses depois conquistou a Liga dos Campeões. O “PSG” foi eliminado de forma medíocre pelo “Man United” nas oitavas de final.

Mas em 2022, tudo foi de verdade. O “PSG” realmente mudou.

Passo um: estrutural. Como a crise do modelo “galáctico” impulsionou as reformas no “PSG”

Naquele mesmo verão de 2022, Luis Campos chegou ao PSG, o arquiteto das versões campeãs do Monaco e do Lille, que à primeira vista parecia ser o homem de Mbappé. No entanto, a nomeação surpreendeu: sim, Campos é muito respeitado na França, mas ele nunca havia trabalhado em um clube de elite. Sua especialidade é extrair o máximo de um orçamento mínimo. O que ele faria no PSG?

Acontece que ele reconstruiu o clube.

Logo após a chegada de Campos, o PSG se desfez de ativos não líquidos: 11 pessoas saíram durante o verão. Vitinha, Nuno Mendes e Fabian Ruiz, sem os quais é difícil imaginar a atual equipe feroz, se mudaram para Paris. Nos últimos quatro anos, o PSG liberou cerca de 50 jogadores.

Campos não apenas reconstruiu o elenco, mas também mudou a mentalidade do clube. Você se lembra como era o PSG antes? Insiders escreveram sobre a condição da família na transferência de Mbappé, de 18 anos: o contrato deveria garantir um lugar constante no time titular. Já Neymar, por outro lado, destacou nos documentos o direito de faltar a jogos quando quisesse.

Campos e o novo técnico Christophe Galtier tentaram mudar a cultura clubística insalubre. Segundo o Marca, eles criaram uma lista de regras:

1. Introduziram um horário rigoroso de chegada para o treino matinal – das 8h30 às 8h45. Os jogadores do PSG que se atrasassem sem justificativa seriam impedidos de entrar na base e enviados para casa.

2. Proibiram o uso de telefones celulares durante os cafés da manhã e almoços. Galtier acreditava que isso melhoraria a comunicação dentro da equipe.

3. Adicionaram jantares em equipe na base. Antes, não havia tal exigência, então os jogadores não passavam as noites juntos, no máximo se dividiam em grupos.

4. Proibiram idas a boates. Campos pessoalmente circulava pelos melhores lugares de Paris para verificar se os jogadores não estavam por lá.

Segundo o L’Équipe, Luis prometeu punições por cada violação. E acrescentou: se alguém não estivesse satisfeito com as novas regras, deveria mudar de equipe.

Na mesma época, o papel de Nasser Al-Khelaifi mudou – ele se afastou das questões esportivas, mas ainda podia intervir se a ajuda fosse realmente necessária. Por exemplo, sua boa relação com o chefe do Leipzig, Oliver Mintzlaff, ajudou o PSG a contratar o defensor Nordi Mukiele.

O princípio de trabalho de Campos é chamado de 3P – Profit. Potential. Price. Ou seja, “lucro”, “potencial” e “preço”.

Ele desenvolveu esse modelo durante toda a carreira:

● No Monaco, o potencial vinha em primeiro lugar. Campos assinava com futuras superestrelas mais rapidamente que todos: Fabinho, Bernardo Silva, Thomas Lemar e, claro, Mbappé. O preço praticamente eliminava os riscos: a maioria dos jogadores custou menos de 10 milhões de euros. Sobre o lucro e os resultados, vocês já sabem: em quatro anos, o Monaco faturou mais de 500 milhões de euros e, na temporada 2016/17, venceu a Ligue 1 e chegou às semifinais da Liga dos Campeões.

● No Lille, a abordagem mudou um pouco: o potencial continuou em primeiro lugar, mas agora Campos buscava jogadores quase no auge. Assim, chegaram ao time Osimhen, Gabriel e Ikoné. O modelo continuou funcionando: o Lille vendia estrelas com grande lucro todos os anos, mas não perdia força em campo – a ponto de, em 2020, tirar o título do PSG.

Dois exemplos simples: Nicolas Pépé foi contratado por 10 milhões de euros e vendido por 79 milhões, e Osimhen, comprado por 15 milhões de euros, foi vendido ao Napoli por 70 milhões um ano depois.

● No PSG, Campos testou esse modelo pela primeira vez em um nível de elite. Ele manteve os princípios básicos, mas os adaptou um pouco à realidade de um superclube:

💰 O PSG parou de contratar jogadores por preços inflacionados e se tornou mais racional. Antes, o clube reagia a qualquer fracasso com compras desesperadas. Mas não agora. Em janeiro de 2025, após derrotas para Arsenal, Bayern e Atlético, a mídia francesa esperava 5 ou 6 transferências, mas só houve uma: a chegada de Khvicha Kvaratskhelia.

💰 A busca por lucros potenciais deu lugar ao valor esportivo dos novatos. Campos queria que o PSG conquistasse troféus com uma folha salarial adequada. Em parte, isso foi uma exigência das circunstâncias: em 2022, a UEFA incluiu o PSG na lista de clubes que violaram as regras de fair play financeiro e multou o clube em 65 milhões de euros por infrações. Era hora de mudar.

💰 A abordagem ao potencial também foi reformulada. Agora, o que importa não é a possível revenda, mas o papel que o jogador pode assumir na equipe. Mais sobre isso abaixo.

Houve fracassos (Škriniar, Ugarte, Kolo Muani), mas os sucessos foram muito maiores (Vitinha, João Neves, Lucas Beraldo e outros). Na escalação inicial para a final da Liga dos Campeões contra a Inter de Milão, havia 7 contratações de Campos, e mais oito no banco de reservas. Contra o Arsenal, 8 jogadores que chegaram após 2022 começaram como titulares. Outros cinco entraram como substitutos.

Acontece que, para conquistar a tríplice coroa, basta se transformar de uma marca de luxo em uma equipe de futebol.

Passo dois: ideológico. O PSG encontrou seu treinador – e lhe deu poder

No casamento de Marco Verratti em setembro de 2021, Mbappé conheceu Zlatan Ibrahimović – e pediu conselhos. Kylian estava angustiado com o futuro e não sabia o que fazer. Zlatan respondeu: “Você precisa ir para o Real Madrid – um clube com outra filosofia e regras de comportamento”.

O problema é que, durante seu tempo no PSG, Ibrahimović chegou a uma conclusão triste: lá havia muitas estrelas que não se sacrificavam pelo time. “Vocês usam apenas metade do potencial”, afirmava Zlatan. – Com um topo fraco na pirâmide, a base não será forte”.

Mas esse não era o único problema que ele notou. “Todos correriam pelo campo se houvesse mais disciplina”, escreveu ele no livro Adrenaline. – Ninguém se atrasaria para os treinos. Ninguém seria permitido fazer o que quisesse. Se dependesse de mim, eu não convenceria os jogadores. Eu os ordenaria”.

Ibrahimović não confiava no então diretor esportivo Leonardo – achava-o muito brando. Havia outro aspecto: quando um treinador tentava impor ordem, os jogadores reclamavam imediatamente com Nasser. “Esse é o resultado no PSG”, disse Ibra. – Eles pagam bem? Sim. Eles ganham o campeonato? Sim. É bom viver em Paris? Sim. Há 40 jogadores, mas ninguém quer sair, mesmo que não jogue, porque é simplesmente muito agradável”.

Mbappé seguiu o conselho de Ibra três anos depois. Mas descobriu que tudo o que ele mencionou era possível também no PSG – e que, afinal, não depende do nome do clube.

Em 15 anos em Paris, Al-Khelaifi fez de tudo: quebrou o recorde mundial de transferências, contratou o maior jogador de todos os tempos e levou o principal atacante francês da década. Experimentou quase todos os treinadores, de Carlo Ancelotti a Thomas Tuchel. Mas, ao responder à CBS sobre a melhor decisão no PSG, ele disse:

“Luis Enrique. Conversei com ele por 15 anos e tentei contratá-lo. Um treinador fantástico, o melhor do mundo. Uma pessoa maravilhosa que lida muito bem com a rotina e os jogadores, e até se dá bem com a mídia, o que na França não é fácil. Ele é incrível.”

Com ele no PSG, surgiu aquela exigência mencionada por Ibra. Se Campos começou a mudar o clube, Enrique acelerou e completou a revolução.

Mbappé sentiu isso na pele. O link para o episódio da série da Movistar, onde Enrique explica a Kylian por que a pressão é tão importante, aparece em todos os textos, mas é difícil não citá-lo:

– Li que você gosta do Michael Jordan. Mas ele pegava os companheiros pelas bolas e defendia como um filho da mãe. Você precisa dar o exemplo – ir e defender!

Mbappé não ouviu. Outros jogadores também não. Em vez disso, eles simplesmente desgastaram os treinadores chatos.

– Como fazer Messi pressionar como se fosse o Son de 21 anos ou o Kane de 20? – perguntou retoricamente Mauricio Pochettino em entrevista ao The Overlap. – Não se pode dizer a Messi: vai e pressiona. Tentamos, mas é difícil. Com jogadores desse tipo, toda decisão tem uma consequência.

Pouco antes de sua demissão em 2020, vazou uma fala de Thomas Tuchel:

– Eu ainda sou treinador? Ou um político no esporte? Alguém tipo um ministro do esporte?

Ele, claro, depois negou essas palavras, mas a impressão ficou.

Outra história selvagem, do passado distante: quando o lendário Kobe Bryant visitou o centro de treinamento do PSG, Neymar e Mbappé quiseram quebrar o plano de treinos de Unai Emery – e trabalhar com tanto entusiasmo em um dia de recuperação, algo que normalmente escondiam. Tudo para impressionar o ídolo. Emery os parou, mas isso definitivamente afetou o relacionamento com as estrelas.

Luis Enrique foi o primeiro a não ser engolido por esse time de diamantes. Claro, as circunstâncias e os aliados na diretoria ajudaram. No mesmo documentário da Movistar, Luis Campos diz:

– Sinceramente, antes éramos excessivamente individualistas. Precisamos pensar coletivamente.

O discurso de Al-Khelaifi em setembro de 2022, que iniciou este texto, confirmava a mudança de rumo:

– Sonhar grande é bom, mas agora precisamos ser mais realistas. Não queremos mais joias barulhentas. Fim do brilho.

A mentalidade dos chefes do PSG mudou. Em vez do desesperado “Como vamos ganhar a Liga dos Campeões?”, surgiu uma nova pergunta: “Que tipo de futebol queremos jogar?”

Descobriu-se que eles querem um time atacantes de classe, com um núcleo de jogadores franceses. Escolheram Luis Enrique para liderar o processo, alguém que já disse que o PSG era o único clube que nunca treinaria. Após a nomeação, ele teve que se explicar:

– Antes, eu nem considerava o PSG por causa dessa política de contratar superestrelas. Mas houve mudanças claras. Agora eles querem um verdadeiro time.

Assim que Enrique assumiu o PSG, Messi foi para os EUA, Neymar para a Arábia Saudita. Saíram Marco Verratti, Mauro Icardi, Leandro Paredes, Georginio Wijnaldum e Sergio Ramos. Isso não significava que havia algo errado com eles: o PSG simplesmente mudou suas prioridades. Agora, nenhum jogador estava acima do time: Enrique prefere ver quatro jogadores com 10-12 gols do que um artilheiro com 50. Na temporada 2024/25, 18 jogadores marcaram pelo PSG; nesta, 20.

Após trocar metade do elenco no verão de 2023, o PSG chegou às semifinais da Liga dos Campeões na nova temporada. E no verão de 2024, Mbappé foi para Madri. Segundo a BBC, Enrique ficou aliviado: Kylian não ouvia o treinador e não estava disposto a trabalhar duro. “Talvez o substituamos com quatro, cinco ou seis jogadores”, disse Luis em uma coletiva de imprensa.

Todos pensaram que se tratava de transferências caras, mas na verdade era sobre a distribuição de papéis.

No vestiário, não sobraram egoístas. Apenas jogadores famintos – Enrique proibiu a contratação de jogadores com mais de 28 anos – e rapazes muito talentosos, que trabalham desesperadamente em campo e são extremamente disciplinados fora dele.

Sem exceções: quando, em setembro de 2024, Dembélé chegou atrasado a um treino antes de uma partida da Liga dos Campeões contra o Arsenal, Enrique o retirou imediatamente da equipe. Não importava que fossem apenas 10 minutos.

Os jogadores reagiram corretamente.

Dembélé entendeu tudo – e coroou a melhor temporada da carreira com a Bola de Ouro.

Apesar do status de melhor jogador do PSG, ele não se irritou após mais uma substituição aos 60 minutos, mas incentivou o companheiro que entrava em campo.

Todos os lesionados frequentavam os treinos do time principal.

Agora, o PSG tem o menor número de cartões amarelos entre os times das principais ligas da Europa. Os jogadores não discutem mais com os árbitros e encenam muito menos nas disputas de bola.

– Foi fácil perceber que Luis era exatamente o elemento que faltava, disse Campos.

Passo três: questão de técnica. Aperfeiçoar tudo isso até se tornar o time dos sonhos

Claro, apenas disciplina não é suficiente.

Enrique ajustou o próprio futebol: de um jogo mimado, onde três atacantes ficavam no campo adversário e esperavam que os outros recuperassem a bola, o PSG passou para uma posicionamento inteligente, pressão coordenada por todo o campo e trabalho coletivo sem depender de superestrelas.

Jogadores simplesmente talentosos se transformaram em superestrelas.

Vitinha, de um bom meio-campista, tornou-se um dos melhores da Europa.

Dembélé, de um corredor eternamente lesionado e infantil, cresceu e conquistou a Bola de Ouro.

Duas, de um talento promissor, se firmou como um driblador decisivo, que resolve partidas.

A lista é longa.

Em alguns anos com Enrique, o “PSG” se tornou o time dos sonhos dos chefes: um ataque espetacular (nesta temporada – 45 gols na Liga dos Campeões, faltando apenas um para o recorde absoluto) e um núcleo francês (no time titular estão Dembélé e Duez, no banco – dois jovens da base que antes nem chegariam perto do time principal).

“Um dos nossos princípios é acreditar em cada um e ter no elenco não um, mas 23 jogadores que encarnam o espírito do clube”, disse Enrique em entrevista à Sky Italia em abril. – 23 jogadores que sentem essa camisa e vivem pelo clube.

Se as estrelas servem ao time, então podemos jogar futebol – essa é a nossa essência.

O “PSG” é um time jovem, mas todos os jogadores aqui são de nível mundial. Eles já estão conquistando grandes coisas. A inexperiência nunca foi um problema para nós, apenas uma oportunidade.

Assim, as palavras de Nasser Al-Khelaifi de 2022 se tornaram realidade. O “PSG” deixou de servir às estrelas e tentar impressionar o mundo inteiro – e se tornou uma equipe-dinastia.

Ângelo Almeida

João Pedro Silva é um renomado jornalista esportivo português, formado… More »

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19 Comentários

    1. Poucos se lembram do PSG em 2024, quando Mbappé, por algum milagre, não marcou contra o Borussia na semifinal, acertando toda a estrutura do gol

  1. É muito agradável ver que Safonov se tornou uma parte importante deste PSG e podemos ver isso com nossos próprios olhos.

    1. E o Arsenal alguma vez deu trabalho para o Safonov? 24% de posse de bola, 4-5 chutes por jogo, um chute no alvo, que… não foi um erro do Safonov.
      Se não fosse o Safonov, talvez o PSG não estivesse na final, pois nas fases anteriores ele defendeu e pegou bem. É preciso pensar antes de escrever.

  2. O núcleo francês são 2-3 pessoas? Dois começaram como titulares na final, não entendo por que forçar a barra?

  3. Este PSG é muito mais agradável do que aquele que comprava tudo. Nem mesmo Paris pode ser chamado de saco de dinheiro nowadays. Eles têm dinheiro, mas pararam de jogá-lo para todos os lados

    1. Sim, compraram Kolo Muani por 95 milhões e o liberaram de graça, compraram Ramos por 60 ou 70 e ele está no banco, compraram Zabarnyi por 70 – o mesmo. Tudo como antes em termos financeiros, mas agora o treinador é de alto nível.

    2. Zabarnyi jogou 37 partidas na temporada, quase todas como titular. É um número normal de jogos para um reserva imediato, todo clube precisa de jogadores assim.

  4. Sim, compraram Kolo Muani por 95 milhões e o liberaram de graça, compraram Ramos por 60 ou 70 e ele está no banco, compraram Zabarnyi por 70 – o mesmo. Tudo como antes em termos financeiros, mas agora o treinador é de alto nível.

  5. Poucos se lembram do PSG em 2024, quando Mbappé, por algum milagre, não marcou contra o Borussia na semifinal, acertando toda a estrutura do gol

  6. Zabarnyi jogou 37 partidas na temporada, quase todas como titular. É um número normal de jogos para um reserva imediato, todo clube precisa de jogadores assim.

  7. E o Arsenal alguma vez deu trabalho para o Safonov? 24% de posse de bola, 4-5 chutes por jogo, um chute no alvo, que… não foi um erro do Safonov.
    Se não fosse o Safonov, talvez o PSG não estivesse na final, pois nas fases anteriores ele defendeu e pegou bem. É preciso pensar antes de escrever.

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