Futebol

Como a Copa do Mundo transforma desconhecidos em estrelas. Tudo em apenas 90 minutos – Gamardžoba

Vladimir Ivanov fala sobre o efeito Brobbie.

Colegas ao meu lado no estádio pesquisavam: quem é Bryan Brobbie?

Até mesmo jornalistas especializados em futebol pouco sabiam sobre o nome. Para alguns, nada. E ele marcou dois gols até o 17º minuto da Copa do Mundo.

Tive sorte: no Telegram da Lyuba Kurtsavova, li que Brobbie foi vítima de extorsionários – e essa história não é sobre simples ameaças verbais, mas sobre explosões, incêndio no carro de uma parente e um tiro no amigo de infância. A vida de Brian foi terrível.

E se não fosse o desempenho contra a Suécia, quem saberia disso?

Curiosamente, Brobbie entrou em campo mais por acaso: Krissencio Summerville foi poupado por causa de uma pequena lesão. Koeman reformulou toda a linha de ataque e Krissencio entrou no segundo tempo.

Até aquele momento, o Brian de 24 anos, com alguns toques, talvez tenha virado toda a sua carreira. Agora, centenas de jornalistas farão reportagens sobre ele. Ele foi lembrado por milhões de meninos. Como eu, em 2002, com El-Hadji Diouf ou Hasan Şaş – nunca tinha ouvido falar deles até a primeira Copa do Mundo que assisti conscientemente, mas nunca mais vou esquecer.

Na zona mista, a estrela repentina da Holanda atraiu mais gente do que o próprio Van Dijk. E os jornalistas holandeses especulavam sobre o futuro dele – agora, o “Sunderland” parece pequeno demais. Os suecos Djurklou e Isak, já celebridades, passaram por ali, mas ninguém ligou para eles. Alguém tentou abordá-los por educação, mas eles não ouviram, porém a multidão não se importou. Para que, se tinha Brobbie?

Embora ele passasse pela mesma zona mista duas horas antes, quase ninguém o reconheceria.

A Copa do Mundo é sobre histórias que ganham vida. Transformar-se em uma superestrela pode acontecer não apenas em um torneio, mas em uma única partida. Pergunte ao goleiro de 40 anos de Cabo Verde, Vozinha. Após um jogo, ele ganhou 15 milhões de seguidores. 15 milhões a mais do que tinha antes.

A Copa do Mundo é sobre milagres. Apenas as Olimpíadas têm um efeito semelhante. Lá, em um instante, a fama planetária é conquistada por um atirador turco, um anel que não se abre ou uma breakdancer australiana de 36 anos. A magia dos grandes festivais é que eles nos fazem assistir a qualquer partida, pois momentos brilhantes acontecem em todos os lugares. Eles dão esperança aos jogadores. Não importa quão difícil tenha sido a carreira até então, aqui e agora tudo pode mudar.

O sonho americano de forma intensiva. Basta jogar a partida da vida.

Lara Magalhães

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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