UFC agora define os melhores lutadores com ajuda de IA. Revolução? – Inacreditável!

Estudamos a novidade.
A inteligência artificial continua a dominar o UFC. Primeiro, o evento gerou algumas imagens e pôsteres para as lutas, depois um vídeo promocional completo para o torneio na Casa Branca, e agora chegou aos rankings.
Dana White queria mudar o sistema há muito tempo – a parceria com a Meta* proporcionou essa oportunidade. O UFC passou a contar com rankings gerados por um modelo matemático criado com a participação de IA.

Como eles funcionam e o que aconteceu com as posições dos lutadores?
Os rankings foram introduzidos em 2013 devido a disputas sobre casamentos de lutas injustas. White os criticava constantemente
A primeira versão dos rankings do UFC por categoria de peso (os famosos top-15) surgiu em 2013. Muitas publicações de MMA já mantinham suas próprias listas há muito tempo, mas White se recusava a implementar rankings oficiais. Por isso, ele era criticado – algumas decisões dos casadores de lutas pareciam inexplicáveis e sem fundamento.
Com o tempo, o chefe do UFC foi finalmente convencido a introduzir rankings oficiais. No entanto, no anúncio, White destacou que o motivo para sua criação foi a redução da barreira de entrada para novos espectadores, e não o casamento de lutas. Segundo ele, ele continuava trabalhando com os princípios antigos, e a posição do lutador no ranking não era decisiva.
As posições no ranking eram determinadas por representantes da mídia selecionados, através de votação coletiva. Campeões lineares e interinos não participavam, e dos demais lutadores da categoria de peso, eram compiladas listas de 10 lutadores. Mais tarde, o número de posições nos rankings aumentou para 15.

Os problemas de um sistema como esse eram visíveis, aparentemente, para qualquer fã de artes marciais. Lutadores com bons históricos podiam permanecer nos rankings por meses e anos sem nenhuma atividade. Isso resultava na formação de grupos inteiros de veteranos que dominavam os topo dos rankings e lutavam raramente entre si.
Os representantes da mídia pareciam ser escolhidos de forma aleatória – nas listas de votantes apareciam personagens completamente desconhecidos de publicações obscuras. A rádio CFMU 93.3, que nunca cobriu MMA, o portal extinto Bursprak.se, o jornal local Cherokee Scout – todos eles estavam ou ainda estão na lista de mídias que determinam as posições dos lutadores no ranking de contendores.
Dois anos atrás, Dana White perdeu a paciência com os jornalistas votantes. “Eu simplesmente não consigo aceitar a incompetência e não aguento mais isso. Isso me deixa louco. Não posso permitir que pessoas que não entendem do que estão falando participem dos rankings. Não posso fazer isso. Precisamos encontrar uma solução.”
Como funcionam os novos rankings?
E White encontrou. Em abril de 2025, o UFC e a Meta* assinaram um acordo de parceria. Prometeram colaboração na área de tecnologia para aumentar o engajamento e a imersão dos fãs no esporte. Na prática, até junho, a parceria não trouxe mudanças significativas na transmissão ou organização das lutas.
O novo sistema de rankings é o primeiro grande desenvolvimento conjunto. Uma equipe de cientistas de dados e engenheiros de aprendizado de máquina criou um sistema semelhante ao ranking Elo no xadrez. O desenvolvimento começou antes mesmo da assinatura oficial do acordo, em fevereiro de 2025.
O que é importante entender em um nível básico? Este não é um ranking de IA – a inteligência artificial é usada apenas na fase de definição de critérios, variáveis e coeficientes para o modelo matemático que calcula os pontos de cada lutador.
O UFC afirma que o ranking dos lutadores dependerá 95% do número de vitórias e do nível de oposição nessas lutas – o lutador vencedor sempre superará o perdedor após a luta, mas o número de posições ganhas dependerá da situação na divisão.
Os lutadores, claro, receberão um pequeno bônus no ranking por vitórias antecipadas. No entanto, vitórias dominantes e decisões apertadas dos juízes não serão diferenciadas – os desenvolvedores consideram a avaliação dos juízes um fator demasiado suscetível a erros humanos. Houve uma tentativa de incluir no cálculo o número de quedas bem-sucedidas e golpes significativos, mas ela não foi bem-sucedida.

Um critério importante foi a atividade. Os desenvolvedores introduziram dois parâmetros negativos: penalidade por inatividade e redução do valor de lutas antigas. O primeiro afeta negativamente o ranking do lutador em caso de inatividade por mais de 18 meses. O segundo reduz o valor calculado de lutas que ocorreram há mais de cinco anos e não considera überhaupt combates com mais de 10 anos.
Um problema separado são os lutadores que competem em várias divisões. O modelo resolverá isso da seguinte forma: atletas que competem em diferentes categorias de peso serão tratados como entidades distintas. Cada uma dessas entidades receberá sua própria avaliação e classificação, com base exclusivamente nas lutas em uma única categoria de peso.
Não haverá interferência humana no funcionamento do sistema. O único critério determinado manualmente é por quanto tempo um atleta inativo deve permanecer nos rankings.
O modelo matemático não calculará o ranking fora das categorias de peso. Os desenvolvedores consideraram isso muito subjetivo. O modelo atual só consegue avaliar os lutadores dentro de uma única categoria de peso.
Os rankings tradicionais dos representantes da mídia serão mantidos. Os desenvolvedores do novo modelo afirmam que não pretendem substituir completamente os humanos pela matemática, mas apenas oferecer uma perspectiva diferente sobre as posições dos lutadores nas divisões. Ambos os formatos estão disponíveis agora no site do UFC.
Principais mudanças: Rodriguez, Whittaker e Fiziev saem do top-15, Blachowicz cai 11 posições
O UFC compartilhou dados interessantes: em lutas entre adversários do top-15, o lutador que estava mais bem posicionado no ranking da mídia venceu em 53,4% dos casos. O novo modelo matemático mostra 63,5% de precisão – ou seja, ele avalia a força dos lutadores melhor do que os jornalistas.
Aqui estão as mudanças que ele trouxe em comparação com os rankings da mídia:




E nestes printscreens é possível estudar completamente o top-15 atualizado do modelo matemático:



* – atividade da organização é proibida na Rússia





E daí? Está escrito que um lutador que compete em várias categorias de peso será avaliado como entidades diferentes para cada peso separadamente, tudo bem, mas agora me expliquem como Pereira ficou em 4º lugar nos pesos pesados? Afinal, essa entidade teve apenas uma luta e perdeu! Que absurdo…