Francisco Cerúndolo falou sobre a relação com o irmão e a vitória no Queens Club

Francisco Cerúndolo contou como seu pai voou para a final no Queen’s Club, apesar da aerofobia.
Na partida pelo título, o argentino derrotou Tommy Paul por 6:7(4), 6:3, 6:4.
– Na cerimônia de premiação, você contou a história de como seu pai voou pela primeira vez para um torneio seu fora da Argentina. Pode falar mais sobre isso?
– Minha mãe viaja com bastante frequência. Ela tenta ir aos torneios quando eu e meu irmão jogamos juntos, para nos ver ao mesmo tempo. Porque, no resto do tempo, estamos sempre viajando e raramente estamos em casa.
Já meu pai costumava viajar, mas depois que nasci, parou de voar. Ele tem muito medo de aviões e simplesmente não conseguia lidar com isso.
No ano passado, ele começou uma terapia e passou a trabalhar para superar seu medo. Na semana passada, ele disse que viria para a temporada de grama. Ele sempre amou Londres e as quadras de grama, mas nunca tinha estado aqui.
Eu, meu irmão e minha irmã respondemos: “Pai, enquanto você não estiver no avião, não vamos acreditar” (sorri).
Eles voaram ontem à noite. Eu sabia que pousariam em Londres por volta das 14h30. Entendia que, se a partida fosse curta, eles não conseguiriam chegar ao clube a tempo. Mas, se o jogo se prolongasse, haveria uma chance.
Na verdade, só os vi depois da partida, quando fui comemorar a vitória com minha equipe no canto da quadra. Durante o jogo, nem percebi que eles já estavam lá.
Agora, estou curioso para saber exatamente quando eles chegaram – no último game, dois games antes do fim ou ainda mais cedo. Durante a partida, simplesmente não os vi.
– Agora parece que os irmãos Cerúndolo estão vivendo um ótimo momento no circuito. Seu irmão derrotou Sinner em Roland Garros, chegou às oitavas de final e entrou no top 50, e você conquistou o título no Queen’s Club. Como é a relação entre vocês?
– Temos uma relação maravilhosa. Sempre nos apoiamos mutuamente. Não há rivalidade ou inveja entre nós – apenas amor e apoio mútuo.
Sempre desejo o melhor para ele, e ele faz o mesmo por mim.
Estou muito feliz com o jeito que ele tem jogado nos últimos meses. Ele melhorou visivelmente e continua evoluindo. Ele ama tênis incrivelmente e trabalha muito.
Derrotar Sinner, chegar às oitavas de final de Roland Garros, entrar no top 50 – não há motivo maior para orgulho.
O fato de que agora estamos ambos no top 50 ao mesmo tempo e conquistando esses resultados é simplesmente fantástico. Espero que ainda tenhamos muitos momentos brilhantes juntos pela frente”, disse Cerúndolo em coletiva de imprensa.




