Arina Sabalenka relembrou sua primeira vitória em um torneio de 25 mil dólares aos 14 anos

Arina Sabalenka relembrou o momento mais memorável nas quadras de casa e as adversárias que não conseguia derrotar.
– Você consegue lembrar do momento mais marcante relacionado às quadras da “Smena”?
– Foi lá que joguei meu primeiro torneio de 25 mil dólares. Eu tinha 14 anos, recebi um wild card na qualificatória e venci uma partida. As emoções foram simplesmente inacreditáveis.
Minha mãe estava lá, mas meu pai, acho que não, porque eu não deixava ele assistir. Ele tem um olhar tão sério que sempre achei que ele me odiava na quadra (sorri). Suas sobrancelhas são posicionadas de um jeito que ele sempre parece… Aliás, eu também sou assim. Se alguém me ver na rua, posso ter um olhar como se estivesse prestes a matar alguém. Ele era assim, e eu me sentia tão desconfortável que disse: “Pronto, você não vem mais aos jogos”.
Foi tão emocional – 14 anos, minha primeira vitória. Depois, claro, perdi. Houve lágrimas, frustração, mas ainda assim fiquei feliz. Hoje em dia, aos 14 anos, já chegam às semifinais de Grand Slams, mas eu vivia na minha realidade e celebrava o que tinha. Nunca fui invejosa. Sempre me alegrava pelas outras e usava isso como motivação.
– Na infância, acontecia de perder sempre para a mesma pessoa?
– Sim, teve uma história assim. Desde a infância, aos seis anos – Yulia Izotova. Ela jogava tênis com slices, e eu era do tipo que via o objetivo e não via obstáculos. Até certo ponto, eu sempre perdia para ela. Depois, venci uma vez – e, desde então, sempre venci. Depois, tive uma história semelhante com Anya Nedelkina. Ela tinha um tênis mais defensivo – não slices, mas defensivo. No início, também perdia para ela, mas depois comecei a vencer.
– E o que foi a chave? Na minha infância, também tive algo assim. Um conhecido do meu pai, ex-tenista soviético, me viu jogar e disse: “E você ainda perde para alguém?”. Essa frase ficou na minha cabeça, e eu fui lá e o venci pela primeira vez. Você teve uma história parecida – quando as palavras de alguém mudaram a situação?
– Sim, lembro de uma conversa com meu pai. Estávamos os dois irritados porque eu sempre perdia para a mesma menina nas finais. E ele disse: “Ela só dá slices, ela não vai te superar – tudo está nas suas mãos”. E essa frase – “tudo está nas suas mãos” – de alguma forma me ajudou. Comecei a pensar: caramba, realmente tudo está nas minhas mãos. E agora, em jogos difíceis, eu me lembro disso: a bola está do seu lado, tudo está nas suas mãos. Às vezes, isso ajuda muito, disse Sabalenka em entrevista a Pavel Kislov para o canal First&Red.




