Artemi Panarin contou como chegou à religião através do livro Confissões de uma Ateia

O atacante do Los Angeles, Artemi Panarin, contou como chegou à fé.
– Você disse que, em certo momento, o orgulho o impedia de valorizar o que tinha. Como isso se manifestava? Você gastava dinheiro sem pensar ou tratava as pessoas com superioridade?
– O orgulho é um dos elos dos problemas, inclusive ele. Embora, talvez, tenha começado por ele – o universo, Deus deixa de te ajudar quando você está nesse estado. Essa é a minha suposição. Ou uma sensação de que, quando tudo estava bem, parecia que tudo estava a meu favor.
Provavelmente, era mesmo a confusão da juventude, porque eu realmente comecei a desvalorizar o hóquei, a desvalorizar o trabalho, em primeiro lugar, dos meus familiares, que fizeram tanto por isso. Claro, havia um pouco de álcool, todos esses estados terríveis – é o covid, entende…
– Explique essa história do álcool entre os jogadores de hóquei? Porque eu até assisti à série “Off Campus” – lá o tema aparece o tempo todo. Mostra que vocês bebem após os jogos, nas festas – enfim, álcool em todo lugar. Não sei se é assim que mostram ou se é realmente assim?
– Claro, é como mostram.
– Ou seja, vocês não bebem?
– Só vitaminas.
Claro, quando todos são jovens, com 18-19 anos – quem não bebe? Hoje em dia, são justamente as gerações para as quais isso não está na moda.
– Mas você disse que teve um período…
– O período, em geral, não é sobre álcool. É também [sobre ele], porque estava ansioso – covid, você fica em casa, chamamos amigos, o Gavrikov e o Buchnevich moravam conosco. Disseram-nos – vocês têm uma pausa de um ou dois meses. Para onde se preparar? O que fazer? Claro, todos nós estávamos nos divertindo.
– E como você saiu dessa situação?
– Com Deus.
– A fé, então?
– Claro. Bem, os próximos, claro, a esposa Alice sempre apoiou. E tudo, acho que a fé, claro.
– Você acordava de manhã e começava a orar? O que significa a fé?
– Não, eu li o livro “Confissão de uma Ateia”. Entendi que não sou o único, e nisso está o prazer da vida, na fé. Entendi que, se você volta para pedir perdão, será aceito.
– Então, você leu o livro, e tudo se resolveu…
– Não, o processo continua, claro. Acho que é a observação da alma, do seu comportamento, de como você [trata] os próximos, as pessoas na rua, o mundo, uma formiga – tudo ao seu redor. Em geral, tentei pensar corretamente, e isso ajudou, disse Panarin.



