Panarin falou sobre abandonar o smartphone e mudar para a Nokia

O atacante do Los Angeles, Artemi Panarin, contou como sua vida mudou após abrir mão do smartphone.
– Pelo que entendi, você também abandonou o telefone.
– Sim, exatamente. Mas foi mais para tratar outro problema, opiniões sobre a reforma da previdência e, em geral, quem me irrita ou não. Aconteceu que, quando usei um Nokia por cerca de três semanas, as pessoas simplesmente pararam de me irritar. Porque quando ficam zumbindo no seu ouvido “todo mundo é ruim, todo mundo é ruim, todo mundo é ruim”…
É assim que a propaganda funciona, de todos os lados, tanto de um quanto do outro. Quando você faz um detox completo, ninguém te incomoda, você só pensa no seu trabalho, na sua vida, na sua família.
– Espera, mas como isso aconteceu com você? Você acordou de manhã e pensou: “Pronto, vou pegar um Nokia. Vou guardar o iPhone e agora vou usar o Nokia”?
– Acho que eu já tinha pensamentos assim antes disso. Sinceramente, não lembro. Depois, novamente, encontrei no YouTube conteúdo sobre detox de informação ou algo assim. Descobri que existem pessoas, marcas, empresas que criam telefones minimalistas. Eu pensei: “Gente, eu sou como vocês, eu penso nisso, na vida, nas folhas das árvores, em tudo”. Bem, sou radical, fui direto e pedi algo na Amazon (sorri).
Cheguei ao time: “Pronto, estou com um Nokia”. Talvez me expulsem por causa do Nokia (ri). Porque o gerente geral me mandava parabéns pelos gols, por ter jogado bem, e eu respondia com emojis antigos – carinha sorridente, estrelinha, parênteses. Ele demorou um mês para se acostumar, depois expliquei que estava piscando para ele. Ele entendeu.
– E por quanto tempo durou sua pausa?
– Com o Nokia? Acho que usei por três anos. Se não tivesse sido trocado para o LA agora, continuaria usando.
– Mas por que no LA você precisou de [outro telefone]?
– Porque não havia tempo para explicar aos caras por que eu era estranho. Aconteceu que tivemos uma pausa olímpica – os russos não participam das Olimpíadas – e minha família tinha reservado uma viagem ao México. Antes do México, fui trocado para o Los Angeles, o time jogou duas partidas seguidas, hoje e amanhã, e depois de amanhã já estaríamos no México.
No dia do jogo, não liguei para eles, mas os líderes do time, jogadores lendários como Kopitar, Doughty, me escreveram, e não dá para não responder a eles. Já estava um dia sem responder. Aquela estrelinha ou símbolo não era suficiente, precisava de algo mais sério. No meu caso, ligar, já que por três anos só fazia chamadas – disse Panarin.




A cobrinha no 3310 acalma, sim
O círculo de comunicação do Panarin é composto por pessoas que falam mal dos outros. Ele mesmo escolheu? E sim, você não se livrou deles. Você começou a se esconder deles, hh