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Suíça x Colômbia: resumo da partida da Copa do Mundo de 2026 com vídeo, 7 de julho de 2026

Mas que pena perder essa Colômbia.

A seleção da Suíça eliminou a Colômbia no último jogo das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 – 4:3 nos pênaltis após um empate sem gols no tempo normal.

Davinson Sánchez acertou a trave, a cobrança de Kuchu Hernández foi defendida por Gregor Kobel, e pelo lado suíço, apenas Manuel Akanji errou. Este foi o único jogo da rodada que não foi decidido nos 90 minutos, e no tempo normal, as equipes mal criaram chances de gol: apenas 0,70 xG somados!

Akanji errou pela 3ª série consecutiva – os companheiros salvaram. Suíça nas quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez em 72 anos

Até este dia, a Suíça havia disputado cinco séries de pênaltis em Copas do Mundo e Eurocopas, mas só havia vencido uma: contra a França na Euro 2020, quando Kylian Mbappé errou. Há 20 anos, os suíços foram eliminados pela Ucrânia na Copa do Mundo. Já os outros três ainda têm reverberações até hoje.

● Euro 2016: perderam para a Polônia devido ao erro de Granit Xhaka – agora ele converteu (e após o jogo confirmou que permanece no “Sunderland”).

● Euro 2020: Fabian Schär, Manuel Akanji e Ruben Vargas erraram contra a Espanha. Agora, Akanji errou novamente, mas Vargas marcou o gol da vitória.

● Euro 2024: foram eliminados pela Inglaterra devido a um pênalti perdido por Akanji. Arriscaram repetir o mesmo erro contra a Colômbia.

Sim, após tudo isso, Manuel Akanji foi cobrar novamente – e chutou a bola em algum lugar do corredor de acesso ao campo, muito por cima. Os companheiros o salvaram. É simbólico também que o pênalti decisivo perdido pela Colômbia foi do atacante do “Betis” Borja Mayoral, enquanto o decisivo para a Suíça foi de Ruben Vargas, do “Sevilla”.

Para a Suíça, esta é a primeira aparição nas quartas de final da Copa do Mundo desde o torneio em casa de 1954, há 72 anos. Embora nas últimas cinco das seis Copas do Mundo tenham chegado às oitavas de final – e sempre algo os impediu. Foram eliminados pela Ucrânia nos pênaltis (2006), pela Argentina com um gol aos 118 minutos (2014), pela Suécia com apenas um gol sofrido (2018) e por Portugal com um terrível 1:6 (2022). Uma nova tentativa – sucesso, progresso. Eles não perdem há 11 jogos oficiais consecutivos, desde o outono retrasado.

Os colombianos foram eliminados, embora tenham sofrido apenas um gol em cinco jogos da Copa do Mundo. Tiveram uma ótima chance no final – não aproveitaram. E depois, dois erros na série de pênaltis.

A Colômbia esteve nas quartas de final de 2014 – enfrentou o Brasil, e agora foi impedida de chegar ao top-8 pela quarta derrota nos pênaltis em cinco disputas recentes na Copa do Mundo. Foi eliminada assim pela Inglaterra, Chile, Argentina e agora pela Suíça, vencendo apenas o Uruguai.

Por que foi tão chato?

A escala do desastre é bem representada pela ausência de chances claras criadas pelas equipes no tempo regulamentar. Compare com os outros jogos da fase: Paraguai e França tiveram duas – o mínimo, enquanto os demais tiveram três ou mais, chegando a oito em Brasil vs. Noruega e Argentina vs. Egito. Ou seja, o tédio não pode ser justificado pela importância do jogo, já que outros times lidaram com a pressão. Nem todos fizeram um espetáculo, mas ainda assim conseguiram criar algo.

Por que foi tão triste aqui? O principal é que as equipes são muito parecidas. Especialmente na forma como preferem construir os ataques. Primeiro, há um líder por quem passa todo o jogo. Para a Suíça, é Granit Xhaka; para a Colômbia, James Rodríguez. Eles tentam envolvê-los em todas as jogadas. Os colombianos até têm um “substituto de James” – Juan Quintero, que é semelhante em estilo e influência.

Em segundo lugar, ambas as seleções têm um desequilíbrio no ataque. A Suíça aposta no flanco esquerdo – a zona mais usada para combinações na Copa do Mundo. A Colômbia prefere o centro – só perde em frequência para quatro equipes, incluindo a Argentina. Isso se encaixa bem com os líderes Xhaka e James.

A vantagem dessa abordagem é a entrosamento. A desvantagem é a previsibilidade. As jogadas são bem executadas, mas o adversário sabe exatamente o que esperar. Foi nisso que o jogo se baseou. Para bloquear o centro da Colômbia, os suíços escalaram três volantes. Em parte, uma medida forçada devido à lesão de Johan Mahambi. Em parte, uma preparação para o adversário. Em particular, Ardón Jašari teve sua primeira chance como titular.

Para bloquear o flanco esquerdo da Suíça, os colombianos trocaram regularmente o meia-direita. A posição passou por três jogadores durante o jogo. Primeiro, John Arias cobriu o flanco, depois Gustavo Puerta, e Hamilton Campaz terminou. O requisito principal era a frescura. Tentaram mantê-la como puderam.

No cenário de neutralização mútua, dois fatores poderiam ajudar: ações individuais ou cansaço. A magia estava em falta. A Suíça sentiu falta de Mahambi – o líder em ações decisivas na Copa do Mundo. Para os colombianos, Luis Díaz teve um jogo mediano – a máquina de dribles não conseguiu nenhuma finta bem-sucedida.

Na prorrogação, os colombianos tinham mais energia. Em 30 minutos extras, conseguiram mais chutes do que nos 90 minutos do tempo regulamentar (oito contra sete). Os ataques pelo centro, tão queridos, finalmente começaram a funcionar. Como bônus, houve perigo em bolas paradas. Podiam ter marcado, mas faltou sorte no último toque. O empate foi justo, mas se alguém poderia ter decidido o jogo sem pênaltis, foram os colombianos.

É triste que tenhamos perdido a Colômbia assim

A Colômbia é uma das seleções mais simpáticas desta Copa do Mundo: uma excelente combinação de ataques posicionais e contra-ataques mortais. Foi interessante observá-la em diferentes zonas: combinavam no meio-campo, enganavam os volantes adversários, voavam pelas alas graças ao ponta Luis Díaz e ao lateral direito Daniel Muñoz. Uma equipe muito dinâmica.

Eles facilmente superaram a defensiva do Uzbequistão (3:1), pressionaram a dura RD Congo (1:0) e foram muito superiores a Portugal (0:0). Nas oitavas de final, venceram Gana por pouco, mas, na verdade, garantiram a classificação com muita confiança. Talvez apenas França, Espanha e Argentina tenham demonstrado mais confiança. No mesmo nível estão as simpáticas México e EUA, eliminadas nas oitavas de final.

Mas contra a Suíça, a facilidade desapareceu. Em parte, devido à pressão. O técnico Néstor Lorenzo também tem sua parcela de culpa: no primeiro tempo, a Colômbia ocasionalmente rompeu o centro da Suíça, embora não tenha criado muitas chances. Após o intervalo, o volante Gustavo Puerta foi para a direita, e o ponta John Arias ocupou seu lugar no centro. Provavelmente, foi uma jogada ofensiva, mas as falhas de Arias ajudaram a Suíça a tomar a iniciativa e igualar o jogo. A Colômbia teve que usar suas substituições.

Na prorrogação, os colombianos criaram um pouco mais, mas as forças frescas e o jogo mais confiante da Suíça não ajudaram a dar um passo significativo à frente – as perspectivas, como no primeiro tempo, já não existiam. É uma pena que tenhamos perdido a Colômbia não em uma disputa de pênaltis adequada ao seu estilo, mas em um jogo até o erro.

Suíça – o primeiro grande adversário da Argentina

Os suíços nunca venceram a Argentina: dois empates e cinco derrotas. Na Copa do Mundo, perderam por 0:1 em 2014 e 0:2 em 1966.

Talvez, devido ao empate com o Catar e ao lento início contra a Bósnia, possa parecer que a Suíça é um pouco monótona, e o jogo contra a Colômbia só reforça essa impressão, mas é um adversário muito desconfortável para a Argentina.

Em primeiro lugar, vemos que a defesa argentina no mata-mata é instável: a Suíça é o primeiro oponente que pode ter a posse de bola em igualdade com a Argentina. Isso é um teste para os dois Lionéis, que preferem se defender com dez jogadores.

Em segundo lugar, o potencial de contra-ataque da Suíça também é perigoso. O Egito poderia ter derrotado a Argentina em contra-ataques.

Em terceiro lugar, a qualidade e as substituições permitirão competir em intensidade: a Suíça pode ditar o ritmo, e a Argentina se sente confortável em um modo semiavetaranado.

A quartas de final entre Argentina e Suíça acontecerá em 12 de julho às 4:00 (horário de Brasília). Lá será definido o último semifinalista, que enfrentará Noruega ou Inglaterra.

Yara Brito

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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5 Comentários

  1. Não sinto nenhuma pena da Colômbia, um time sem graça, que não joga e não deixa os outros jogarem

  2. Eu, particularmente, sinto pena da Colômbia. Colombo se perdeu, achando que estava indo para a Índia. Acabou chegando à América. Em homenagem a isso, os indígenas foram chamados de índios. Depois, chegou Amerigo Vespucci. E disse: ‘Não, isso não é a Índia’. E a América foi batizada em sua homenagem. Mas, como sabemos, Colombo descobriu a América, um grande navegador. No entanto, ele também ensinou o mundo a fumar tabaco! Da paz da fumaça ao redor da fogueira, compartilhada com o chefe, surgiu um hábito prejudicial em escala global!
    Talvez nem fosse tabaco, talvez fosse murtabak (mas isso se come), talvez fumassem pelo lado errado, sem filtro. Mas a Colômbia foi batizada em homenagem a Colombo. Enfim, é por isso que sinto pena.
    De qualquer forma, para quem se interessa. O melhor tema para uma tese em ciências humanas: ‘Columbrários na Colômbia no período pré-colombiano’.

  3. A Suíça parece estar seguindo o caminho da França, uma seleção de migrantes da África e Albânia

  4. Arbitragem inadequada, que se repete desde a última Copa, onde os argentinos nem deveriam ter passado das quartas de final. O grupo mais fácil de todos os tempos nesta Copa, no qual eles mal conseguem sobreviver, em vez de vencer com folga o primeiro tempo e dar descanso aos principais jogadores. Vamos procurar mais desculpas, caso precise, para explicar por que a grande Suíça pode ser tão inconveniente.

  5. As pessoas (o dinheiro) querem uma semifinal entre Argentina e Inglaterra, a UEFA fará de tudo para dar ao público o que deseja

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