México – Coreia do Sul 1:0: erro do goleiro decide o primeiro lugar do Grupo A na Copa do Mundo de 2026

E, no entanto, foi um jogo equilibrado.

A seleção do México venceu a Coreia do Sul por 1:0 – a segunda vitória dos anfitriões da Copa do Mundo de 2026 não apenas garantiu a classificação para as oitavas de final, mas também assegurou o primeiro lugar no grupo.
Erro do goleiro na saída decidiu o primeiro lugar
A partida foi disputada, mas não muito espetacular. No primeiro tempo, Edson Álvarez tirou a bola da linha após um chute de Son Heung-min, mas o gol poderia ter sido anulado por impedimento do coreano.
O momento decisivo aconteceu logo após o intervalo: aos 50 minutos, o goleiro coreano Kim Seung-gyu tentou pegar a bola após um cruzamento, mas a deixou cair ao se chocar com um defensor.

Luis Romo chutou imediatamente para o gol vazio, colocando o México em vantagem.

Depois, o goleiro coreano só salvou – por exemplo, de chutes desagradáveis de Raúl Jiménez e Oribe Peralta. A Coreia se destacou pela substituição de Son Heung-min aos 57 minutos e, no final, por um supermomento, quando Raúl Ruidíaz pegou a bola após um chute à queima-roupa de Ju Se-jong.

Nos últimos minutos, os mexicanos se defenderam ativamente, mas resistiram – 1:0. E agora, a situação do grupo está assim.

México – primeiro lugar antecipado. Os coreanos podem alcançar, mas ficarão abaixo, porque em caso de igualdade de pontos, os confrontos diretos são considerados primeiro.
A partida das oitavas de final será disputada pelos mexicanos na Cidade do México, no Estádio Azteca, em 1º de julho, às 4:00 de Moscou. O adversário será definitivamente o terceiro colocado, mas qual – é a questão. Por enquanto, há cinco opções dos grupos C/E/F/H/I.
Partida praticamente sem chances. Por quê?
Apenas 1,17 xG – foi o que as equipes criaram juntas.
Comparável apenas em dois jogos: Holanda – Japão (1,37 xG) e Portugal – RD Congo (1,52 xG). Poderia ter sido ainda menor, não fosse o erro do goleiro e os riscos que a Coreia do Sul teve que correr para igualar.
Certamente, o cenário em que ambos os times se contentavam com o empate deixou sua marca. Quatro pontos – praticamente uma garantia de playoffs. Provavelmente, mantiveram isso em mente e se protegeram automaticamente.
O subtexto tático, que desempenhou um papel, também estava presente. A Coreia usa o esquema 5-2-3 nesta Copa do Mundo. O México começou com uma linha de quatro, mas já na primeira rodada mostrou que está pronto para mudar para uma linha de cinco com a ajuda do ponta direita Roberto Alvarado. Contra a Coreia, esse recurso se tornou constante.
No final, tivemos uma sobreposição completa de esquemas – 5-2-3 contra 5-2-3:


Muitas vezes levava a ambas as seleções a acionarem a marcação individual. Conveniente, já que cada jogador tem uma referência. Nem sempre resulta em um jogo fechado, mas, nesse caso, tornou-se uma ferramenta adicional de neutralização.
No cenário com várias disputas individuais, os dribles 1-contra-1 poderiam ser decisivos, mas os executores necessários não foram encontrados nas equipes. Durante toda a partida, foram realizadas apenas cinco dribles na metade adversária.
Uma alternativa poderiam ser os avanços pelas costas da defesa, mas os zagueiros leram muito bem essas jogadas. Um reflexo indireto disso é o número de impedimentos. Até o final do jogo, foram nove ao todo – repetindo o recorde da Copa do Mundo (o mesmo número ocorreu na partida entre Suécia e Tunísia).
As equipes mantiveram esse ritmo por 70 minutos. Depois, Huh Jung-mo começou a arriscar. Na etapa final, ele repositionou Lee Kang-in como volante e sobrecarregou o ataque com duas torres de quase 1,90 m, apoiadas por Hwang Hee-chan – outro jogador com experiência no ataque.

Entraram em ação os cruzamentos, um dos quais resultou em uma chance clara – a primeira para a Coreia em 87 minutos. Essa longa espera é consequência da estratégia adotada por ambas as seleções. O México teve um pouco mais de sorte – um 0:0 nesse tipo de jogo teria sido mais justo.
O México nunca perdeu pontos para equipes asiáticas e estabeleceu um recorde pessoal na Copa do Mundo
Aqui estão alguns fatos adicionais.
● O México venceu a Coreia pela terceira vez na Copa do Mundo, após um 3:1 em 1998 e um 2:1 vinte anos depois. Em 16 confrontos diretos, foram nove vitórias, e não perdem para os coreanos há 20 anos – desde fevereiro de 2006.
● O México venceu todos os seis jogos contra adversários asiáticos na Copa do Mundo: metade contra os coreanos, e os outros contra Iraque, Irã e Arábia Saudita. Em cinco desses jogos, marcaram pelo menos dois gols.
● O México venceu três partidas consecutivas na Copa do Mundo pela primeira vez na história, considerando também o torneio anterior. Em 2022, derrotaram a Arábia Saudita (2:1), e agora a África do Sul e a Coreia.
● Até agora, têm mantido uma média estável de quatro chutes no alvo: contra a África do Sul, isso representou um quarto do total de chutes (16), e contra a Coreia, metade (oito).
Nova expectativa: o México avançará para a segunda fase do playoff pela primeira vez em 40 anos – desde a Copa do Mundo de 1986, realizada em casa. Naquela ocasião, venceram a Bulgária nas oitavas de final, mas perderam para a Alemanha nos pênaltis nas quartas de final.
Desde então, a maldição das oitavas de final persistiu: em sete Copas do Mundo consecutivas, foram eliminados exatamente nessa fase – por Bulgária, Alemanha, EUA, Argentina (duas vezes), Holanda e Brasil. Talvez a partir das oitavas de final as coisas melhorem.
Na terceira rodada, o México enfrentará a República Tcheca no Estádio Azteca – o jogo acontecerá em 25 de junho, às 4:00. Paralelamente, neste grupo, ocorrerá o jogo entre África do Sul e Coreia do Sul.




