Eloy Room – 15 defesas e o primeiro ponto de Curaçao na história da Copa do Mundo

Rom ofuscou todos.
Dick Advocaat não sairá desta Copa do Mundo sem pontos. Após o 1:7 contra os alemães, Curaçao não sofreu gols do Equador – 0:0.
Sim, Enner Valencia, Moisés Caicedo, Pervis Estupiñán, Piero Hincapié e Willian Pacho não conseguiram superar os estreantes na Copa do Mundo.
Equador criou chances para três gols. Herói – goleiro de 37 anos de Curaçao com 15 defesas

Os sul-americanos, claro, dominaram – 3,05 contra 0,48 no xG, 27 a 10 em finalizações, 5 a 0 em chances claras de gol, 9 a 0 em escanteios e 75% de posse de bola.
Mas o veterano Valencia, de 36 anos, que tem seis gols em Copas do Mundo, não conseguiu superar o goleiro de 37 anos de Curaçau, Eloy Room. Ele fez 15 defesas – outro herói experiente deste torneio no gol, após Vozinha!
Aliás, o número de seguidores de Eloy também começou a crescer: antes do jogo, não chegava a 100 mil, e 30 minutos após a partida, já passava de 600 mil.
Room recebeu a maior nota da seleção de Curaçau no índice de desempenho – 8,3. Não é surpresa, já que ele quase bateu o recorde de defesas em uma Copa do Mundo: o feito de Tim Howard na Copa de 2014 mal se sustentou, quando o americano fez 16 defesas no jogo contra a Bélgica. Agora, seu sucesso foi quase repetido por um goleiro que, uma semana atrás, sofreu sete gols da Alemanha.
● Mas Room ainda estabeleceu um recorde – ninguém havia feito tantas defesas em um jogo de Copa do Mundo sem prorrogação. A equipe de Tim Howard, 12 anos atrás, perdeu para a Bélgica nas oitavas de final – 0:0 no tempo normal e 1:2 na prorrogação.
● Curaçau conquistou seu primeiro ponto na história da Copa do Mundo. Na tabela, tem o mesmo número de pontos que o Equador (um cada), ficando atrás apenas no saldo de gols. Os favoritos se distanciaram: a Alemanha tem seis pontos, e a Costa do Marfim, três.
● O Equador não marcou nenhum gol após 40 finalizações em dois jogos da Copa do Mundo. Além disso, perdeu para a Costa do Marfim (0:1) e não conseguiu superar Curaçau. Um desempenho próximo ao da Turquia.
O Equador tentou de várias formas superar Curaçau – em vão
No primeiro tempo, o Equador criou oportunidades de diversas maneiras. Jogadas-chave: lançamentos por trás da defesa (como quando Moisés Caicedo deixou Valencia em boa posição para finalizar no início do jogo) e combinações pelas alas.
Havia tabelas simples, o lateral-direito John Yeboah partia para o drible – ou Gonzalo Plata se aproximava da bola e organizava as jogadas. Tudo isso resultava em cruzamentos ou avanços diretos com a bola para finalizações dentro da área.

Curaçao não se defendia mais com tanta ousadia como contra a Alemanha: o esquema 5-2-3 no bloco intermediário se transformava em 5-4-1 próximo à própria área. Grande parte do trabalho recaiu sobre os volantes Livano Comenencia e Leandro Bacuna (que cobriam a defesa durante os avanços dos zagueiros), enquanto os pontas recuavam para ajudar os laterais.

Às vezes, participavam da pressão (uma vez interceptaram uma jogada do Equador desde a defesa e recuperaram a bola no alto), e também respondiam com contra-ataques. Na maioria das vezes, avançavam pelas alas, quando os laterais do Equador, Pervis Estupiñán e Jhegson Méndez, ficavam adiantados no momento da perda de posse.
No intervalo, o técnico do Equador, Sebastián Beccacece, substituiu o meio-campista Jordi Alcívar e adicionou Kevin Rodríguez ao ataque (depois de um flutuante 3-5-2 com Plata em papel livre, passaram para um claro 3-4-2-1). A decisão não foi das mais bem-sucedidas: antes do intervalo para hidratação, Valencia teve uma chance após um cruzamento da direita, mas o restante foram apenas jogadas de bola parada.
As combinações brilhantes pelas alas desapareceram, e foi mais difícil penetrar o espaço próximo à área penal, além disso, Curaçau conseguiu vários contra-ataques. Em um dos momentos, o Equador ficou tão recuado na área que Curaçau teve várias oportunidades de chute.
No final, com a entrada de Nilson Angulo pela esquerda, o jogo ganhou mais vida graças ao seu drible, e Valencia teve mais uma chance (no total, acumulou sete chutes na partida). Muitas jogadas perigosas surgiram após bolas paradas. Curaçau se defendeu muito recuado, mas conseguiu segurar a forte pressão do Equador.
Quem é Eloy Room, o herói do jogo?
Como todos na seleção de Curaçau, ele nasceu nos Países Baixos. Formado no Vitesse, disputou quase 200 partidas pelo clube. Passou pelo PSV, mas não foi titular. Jogou por muito tempo nos EUA: de 2019 a 2023 no Columbus Crew, e desde 2026 no Miami.
Não, ele não está na equipe de Lionel Messi. O Miami compete na USL, o equivalente americano à Championship. No entanto, sem direito a acesso à MLS.
O valor de Eloy no Transfermarkt é de 150 mil euros. Um contraste com os 100 milhões de Caicedo.
Ele joga por Curaçau desde 2015 – foi convocado pela primeira vez por Patrick Kluivert. Em 2017, conquistou a Copa do Caribe com a equipe, e na final, com Room no gol, derrotaram a Jamaica (2:1).
Em 2019, Curaçau avançou pela primeira vez da fase de grupos na Copa Ouro da CONCACAF (equivalente norte-americano da Euro). Na partida contra Honduras (1:0), Eloy fez 15 defesas, o que ajudou a classificar a equipe para as eliminatórias.
Agora, repetiu o sucesso na Copa do Mundo.




