Diouf: eu queria ser um fenômeno, sempre me dizia que era o melhor e o mais forte

O ex-jogador da seleção do Senegal, El-Hadji Diouf, contou que sempre buscou ser melhor que os outros.
“Eu queria me tornar um futuro fenômeno. E não existe nenhum futuro fenômeno que não goste de estar no centro das atenções. Eu sempre quis estar no centro das atenções. Porque eu sempre me dizia que era o mais forte, o melhor, o mais bonito. Onde eu estaria sem isso? Mesmo hoje, vou à academia todos os dias. Mas eu precisava provar isso em campo.
E como não tinha dinheiro, tinha que me virar com o que tinha. Eu pegava emprestado tudo, chuteiras, caneleiras… Às vezes, até tirava um pouco de dinheiro do bolso do meu avô cego para pagar 1000 francos (1,5 euros) e jogar. Porque, mesmo que eu fosse o mais forte, se não pagasse, não jogaria no nosso bairro.
Minha avó vendia amendoim na rua, de onde eu tiraria esse dinheiro? Às vezes, mal conseguíamos nos alimentar três vezes ao dia… Mas ela nos ensinou a compartilhar. E mais tarde, até me instalei na Inglaterra com alguém que me emprestou chuteiras quando eu era mais jovem”, disse o ex-jogador do Liverpool, Bolton, Leeds e outros clubes.




