Víkings: guerra, mar, mulheres e crueldade – entrevista com especialista
Lyubov Kurchaova descobriu sobre os verdadeiros vikings (não como na imagem).
Só para constar: os vikings não pareciam assim.

Eles também não são os ancestrais dos noruegueses. Então, quem são?
Aqui está tudo o que você queria saber: expedições exaustivas, navios únicos, velas costuradas para impressionar, comida e bebidas, higiene e muito mais.
As perguntas são respondidas por Vasily Novikov, candidato em ciências históricas, arqueólogo e especialista em vikings.
Viking é uma profissão. E qualquer um podia se tornar um
– Vamos começar pelo principal: quem são os vikings?
– Estritamente falando, viking é uma profissão.
Uma das origens da palavra vem do antigo nórdico “viagem”, que podia ser tanto militar quanto comercial. Os objetivos podiam mudar durante a própria jornada.
Vikings não são apenas noruegueses, mas também dinamarqueses, suecos – e toda essa grande turma do norte.
É importante dizer que a era viking não surgiu do nada. Ela sucede a era de Vendel. Foi quando começou a exploração de territórios, surgiram rotas comerciais e os navios que os vikings usaram para longas expedições. Agora, os noruegueses, quando torcem por sua seleção, fingem que estão remando.
– Quando começou e como terminou a era viking?
– As fronteiras são relativas, mas acredita-se que começou no século VIII e terminou no século XI.
O ponto de partida é o saque do mosteiro anglo-saxão de São Cuthbert na ilha de Lindisfarne em 793. O fim é marcado pela morte do rei norueguês Harald Hardrada, que, aliás, casou-se com a filha de Yaroslav, o Sábio.
Com sua morte em 1066, termina a era viking.

– Quem podia se chamar de viking?
– Se você se dedicava à agricultura e, em algum momento, embarcava em um navio, se armava, fazia um acordo com a tripulação, o capitão e o [governante supremo] konungr – e partia, por exemplo, para saquear a costa francesa, atacar o reino anglo-saxão ou se juntar ao Grande Exército Pagão, então você podia se chamar de viking sem medo.
– Sabemos qual porcentagem da população da Escandinávia daquela época era de vikings?
– Ha-ha, não, mas acho que uma parcela significativa da população masculina livre fazia pelo menos uma expedição na vida. Afinal, era um evento de muito status.
A conotação negativa em torno da palavra “viking” surgiu na Idade Média – quase como “bandido do mar” e “pirata”. Mas, na verdade, uma expedição era um evento marcante, onde você podia mostrar sua coragem e capturar alguma bela mulher.
Por que se tornavam vikings? Para enriquecer e encontrar uma esposa
– Quem podia participar de uma expedição?
– Quase qualquer um.
Pessoas de outros países também se juntavam às expedições. Inclusive da Antiga Rússia, já que em seu território estava a rota “dos varegues aos gregos” até Constantinopla e a rota comercial para o Oriente, que atraía os vikings principalmente pelo prata. Eles traziam grandes quantidades de lá. Além de peles, escravos, cavalos e muito mais.
Um número enorme de pessoas participava das expedições, pois era economicamente vantajoso. No início, os vikings eram apenas escandinavos, mas a situação mudou: outras pessoas que também queriam uma parte da sorte, riqueza e glória se juntavam às expedições.
– Quão bem documentadas são as expedições vikings?
– Há uma quantidade enorme de fontes. Não apenas as sagas escandinavas, que se dividem em lendárias e históricas, mas também as crônicas anglo-saxãs e outros testemunhos da Europa Ocidental.
As invasões vikings eram tão assustadoras para a Europa que, em certo momento, até a liturgia inglesa foi alterada – o que por si só é um evento notável. “Protege-nos, Deus, de todos os males – e da fúria dos nórdicos”. Ou seja, da chegada dos vikings.

– Como viviam as mulheres na era dos vikings?
– Elas tinham um papel importante na sociedade escandinava. Podiam ser governantes, praticavam magia, ou seja, desempenhavam funções de sacerdotisas. Claro, também havia mulheres sem direitos – escravas. Quando um assentamento era atacado e não havia mais homens, uma mulher podia pegar uma espada ou uma lança, mas isso era mais uma exceção. Elas acompanhavam os homens em expedições, realizando tarefas tradicionais para aquela época.
Qualquer mulher escandinava podia tranquilamente expulsar o marido, acusando-o, por exemplo, de não cumprir seus deveres conjugais. Ela podia se divorciar sem problemas e recuperar todo o dote. As relações lá eram muito interessantes: um homem podia ter uma, duas ou três esposas, mas uma mulher não podia ter vários maridos. Isso era socialmente condenável. Consequentemente, havia uma escassez aguda de mulheres. E um homem não podia ficar sem família, ele precisava continuar sua linhagem.
Nessa situação, todos começam a brigar ativamente uns com os outros. Se você é um rei, pode ter três esposas – e não se preocupar. Mas as duas esposas adicionais não ficarão para outros, jovens e ousados. Por isso, os jovens e ousados embarcam em navios – e partem para realizar feitos, depois retornam com prata. Ou chegam a algum lugar, conquistam parte da terra, se estabelecem lá e ainda ganham alguma bela eslava – isso também é muito bom.
Outra situação é possível: você é um agricultor, e seu vizinho de 18 ou até 15 anos retorna de uma expedição coberto de prata ou com taças de algum mosteiro. Para quem a moça da aldeia vizinha vai olhar? Claro, para ele.

– Você mencionou um viking de 15 anos. Havia uma idade mínima?
– Se nos basearmos nas sagas, alguns grandes guerreiros realizavam suas primeiras expedições por volta dos 12 ou 13 anos. E aos 18 já partiam tranquilamente para o Valhala.
– O que os vikings comiam e bebiam?
– Variado. Principalmente cereais grosseiros, peixe, carne, aves e mel, que era usado como sobremesa com nozes. Eles preparavam skyr a partir de produtos lácteos. Adoravam surströmming – peixe fermentado. Faziam molhos com carne de rena em decomposição. A alimentação era boa.
Bebiam principalmente cerveja leve ou sem álcool, em vez de água, porque beber água de poças era arriscado e podia acabar em desastre. Mas também havia bebidas fortes. Os vikings adotavam as conquistas alcoólicas dos povos vizinhos. Bebiam vinho, mas raramente – afinal, era algo elitista, associado ao Império Bizantino.
– Em quem eles acreditavam?
– Tinham um vasto panteão de deuses pagãos, incluindo Odin, Thor, Freyr e muitos outros. Sabemos disso graças às fontes escandinavas, mesmo que as informações tenham sido registradas nos séculos XII e XIII. Isso nos proporciona um enorme acervo de dados que ainda fascina as pessoas. É de lá que conhecemos o Ragnarök, Jormungandr, Yggdrasil e muito mais. Essas imagens ainda são ativamente usadas pela cultura pop americana.
Eles também tinham uma boa relação com o deus cristão e os santos, que incorporavam ao seu próprio panteão. Por isso, a transição para o cristianismo foi muito tranquila para eles.
O mar era o elemento dos vikings. O navio era o local de cerimônias rituais
– Qual era o estilo de vida de um viking? Quanto tempo ele passava em expedições e quanto em atividades pacíficas?
– A duração das expedições dependia do destino. Não era necessário ir para o outro lado do mundo – podia-se contornar a ilha da Gotlândia, chegar à Suécia ou lutar contra os dinamarqueses. Se você era agricultor ou pastor, podia participar de uma expedição curta. Basicamente, era uma pequena aventura.
Mas também era possível ir longe – por exemplo, para a Rússia ou o califado. Essas expedições podiam durar um ou dois anos. No entanto, ao retornar com sucesso, você podia se tornar uma pessoa muito rica de uma hora para outra.

– Quão importante é a navegação na cultura viking?
– É uma configuração básica. O navio não é apenas um meio de transporte, mas também um lar, uma fortaleza e o último refúgio dos guerreiros. Sabe-se que os navios eram realmente usados para cerimônias funerárias. Se você é um grande líder militar, certamente será colocado dentro de um navio ou queimado nele.
Então, sem o navio, tudo é vazio. Pode-se dizer que toda a economia da Escandinávia estava voltada para a construção e manutenção de navios.
– Como eram os navios vikings?
– Muito diferentes – grandes e pequenos. E de vários tipos: um para pesca, outro para transporte, outro para assuntos militares.
Os vikings reinterpretraram as tradições romanas antigas e, com base nelas, criaram seu próprio navio. Sua característica é o casco muito flexível, construído com tábuas sobrepostas. Graças a essa tecnologia, ele “respirava” no mar: lidava bem com as ondas, permitia que os vikings navegassem em águas rasas e realizassem longas viagens marítimas.
Em seus navios, eles podiam percorrer distâncias realmente globais, já que suas atividades comerciais e militares se estendiam da Índia à América do Norte (que, afinal, foi descoberta pelos vikings).
– Como os vikings conseguiam construir navios assim naquela época?
– É muito simples: disso dependia sua sobrevivência.
Por algum motivo, na mente do leigo, fixou-se a ideia de que, se o homem moderno não sabe trabalhar com as mãos, então os antigos, que viveram há dois ou três mil anos, também eram desajeitados. Isso não é verdade. Eles sabiam fazer o que queriam fazer. Por exemplo, construíam navios com sucesso, com comprimentos de até 25-26 metros.

– Como os vikings conseguiram a vela?
– A vela é um elemento crucial da época. Ela surgiu no final da era Vendel, e não por acaso, mas como um símbolo de nobreza, riqueza e ostentação. “Eu posso me dar ao luxo de ter um pedaço enorme de tecido, e vocês não”. Mas, com o tempo, todos reconheceram as qualidades náuticas da vela.
– Não havia a ideia de que a vela era para os fracos?
– Você captou a essência. Na era Vendel, era assim: “Os verdadeiros homens remam”. Mas depois descobriu-se que a vela permitia não remar e transportar mais mercadorias.
– Como os vikings se orientavam no mar?
– Claro, eles não navegavam em linha reta pelo mar. Muitos vikings morriam, mas mesmo assim eles tinham um sistema de navegação bastante decente. Ele se baseava em navegar ao longo das costas. Faz sentido: se você está mais perto da costa, a qualquer momento pode atracar e, por exemplo, abastecer água.
Mas também havia invenções. Por exemplo, a pedra solar. Simplesmente, alguns tipos de pedras – especialmente o âmbar – captam a luz solar mesmo através das nuvens. Uma espécie de bússola que permitia a orientação. Além disso, é claro, eles usavam ativamente as estrelas e desenhavam mapas – mas eles não foram preservados.
Desmistificando: não havia capacetes com chifres, os vikings eram limpos e estilosos. E não tão sanguinários assim
– Você pode falar sobre os mitos em torno dos vikings que mais te irritam?
– Vamos justamente nos voltar para os maravilhosos torcedores noruegueses, que ainda usam capacetes com chifres, apesar de serem tipo descendentes dos vikings.

Em primeiro lugar, foram encontrados menos capacetes da era viking na Escandinávia do que, por exemplo, na Rússia. Em segundo lugar, simplesmente não existiam capacetes com chifres. Não há descobertas arqueológicas desse tipo. Esse mito é um produto das décadas de 30 e 40 do século passado e, por algum motivo, persiste e não quer sair da mente das pessoas. Tudo isso porque, na Alemanha fascista, foram produzidas peças como “O Anel dos Nibelungos”. Era necessário criar figurinos. Como na época havia pouco conhecimento sobre a era viking, foram usados como inspiração os capacetes celtas. De fato, existem capacetes rituais com chifres projetando-se em diferentes direções. No entanto, eles não são de combate, mas sim rituais. Podiam ser usados, por exemplo, por sacerdotes.
Dessa inspiração, a cultura popular adotou o capacete com chifres e continuou a transmiti-lo de várias maneiras. Os franceses desempenharam um papel ativo nisso. Se você assistir a algum filme de “Asterix e Obelix”, onde os celtas lutam contra os vikings, todos os vikings estão usando esses capacetes.
Mas, mais uma vez: ninguém sequer pensaria em lutar com um capacete com chifres. É simplesmente inseguro e desconfortável.
Portanto, para mim, torcedores usando capacetes com chifres parecem ridículos, estranhos e até um pouco ofensivos em relação aos próprios vikings. Especialmente quando usados por aqueles que se consideram seus descendentes.

Além disso. Há um estereótipo comum de que os vikings eram homens sombrios e sanguinários que matavam todos ao seu redor. Isso é verdade, mas, apesar disso, eles eram excelentes ourives e artesãos. Tinham um artesanato aplicado incrivelmente desenvolvido, que sobreviveu mesmo após o fim da era viking. Os estilos pagãos da arte migraram para a estética cristã da Escandinávia. O mundo artístico que criaram ainda nos influencia até hoje. Vale a pena lembrar e falar sobre isso.
E, por último. Frequentemente me deparo com o mito de que os vikings eram sujos e malcheirosos. Isso não é verdade de forma alguma. Os vikings, como todos os povos guerreiros, eram extremamente limpos. Até mesmo nas crônicas anglo-saxãs há menções de que os vikings eram tão bonitos e bem vestidos que as mulheres locais os preferiam aos homens da região. Sabe-se que eles adoravam se adornar: faziam tatuagens, pintavam o cabelo e se vestiam com elegância.
Em alguns filmes, a era viking é retratada como cinza e sombria, mas essa é uma imagem incorreta. Ela era bela e vibrante. Por exemplo, em escavações, foi encontrada uma mulher vestindo um vestido de seda chinesa com um dragão. As pessoas podiam se dar ao luxo de ter coisas bonitas.
Mas, mesmo deixando isso de lado: qualquer campanha militar exige higiene, caso contrário, você simplesmente pode morrer. Afinal, a Alta Idade Média era um período para pessoas com saúde de ferro, não para os fracos. Sem higiene a bordo de um navio, era possível morrer tranquilamente de algo como diarreia. Há registros disso também.

– O que os vikings faziam com mais frequência: conquistavam ou negociavam?
– Tudo junto. Não se pode viver apenas de pilhagem: é preciso passar o inverno, interagir com os vizinhos. Eles não atacavam a todos. Nem todos que encontrariam eram mortos. Há exemplos de cooperação mutuamente benéfica.
– Sobre a crueldade que você mencionou entre os mitos. Os vikings eram mais cruéis em comparação com seus contemporâneos?
– Ambos eram igualmente cruéis. Naquela época, todos empalavam, esfolavam vivos, cortavam uns aos outros. O ser humano, por natureza, é um animal cruel. Simplesmente aqueles que sofriam com os vikings tinham a oportunidade de descrever seu inimigo em detalhes e torná-lo assustador para os contemporâneos. O mesmo aconteceu com os celtas: todas as descrições são romanas e, portanto, repletas de diferentes tipos de crueldade. Mas, na verdade, nem todos os celtas eram assim. E nem sempre foi dessa forma.
Além disso: todas as épocas são cruéis. Nós também vivemos em uma era cruel.
Reforçando: não existem descendentes dos vikings
– No entanto, justamente devido à popularidade da imagem dos vikings, muitos países modernos tentam se associar a essa época. Até que ponto a expressão “descendentes dos vikings” é correta?
– Claro, essa não é uma expressão totalmente correta. Não há descendentes dos vikings, porque os vikings eram apenas pessoas que iam em expedições.
Não se pode dizer que em algum dos países escandinavos o legado dos vikings foi preservado. Se alguém pode ser considerado herdeiro, é simplesmente a sociedade escandinava como um todo, e não alguém específico.
O legado dos vikings é importante como, por exemplo, a última grande migração de povos, que moldou muitas das fronteiras estaduais modernas. E, claro, pelo fato de desempenhar um papel enorme na cultura de massa. Portanto, o legado dos vikings influencia a todos – e não apenas os países com os quais eles tiveram contato.

– Para os escandinavos modernos, os vikings são apenas uma marca turística ou um importante legado histórico?
– Eu diria que é apenas um elemento da marca nacional, porque os escandinavos modernos não se identificam muito com seus ancestrais. Na nossa era mimada, eles perderam sua dureza. Mas nem todos. Há os durões também. Como em qualquer sociedade.
– E se alguém ainda assim perguntar a você – “quem é o verdadeiro herdeiro dos vikings hoje?” – o que você responderia?
– Qualquer pessoa que se considere herdeira dos vikings.





Deveria perguntar a um historiador o que ele acha da famosa série ‘Vikings’ (2013-2020)
Bom dia! Fiz sua pergunta ao Vasily, aqui está a resposta:
“O espírito da época foi transmitido, na minha opinião, nas primeiras três temporadas. Há detalhes interessantes, personagens marcantes. Mas tudo está misturado em termos de cronologia. E os figurinos – bem, são de fantasia))”
E sobre a comédia ‘Vikings’ de 1958, onde o patriarcado é descrito de forma tão saborosa – o que Vasily acha?
😉
Eu já sabia de tudo isso, mas ainda assim é interessante ))
Para a pergunta ‘O que os vikings faziam mais – conquistavam ou comercializavam?’, poderia ter respondido simplesmente – Depende )))
Atracavam na praia, viam um monte de homens duros com um príncipe local no comando – ‘Ei, estamos em paz, somos apenas comerciantes’ ))
Alguns vikings até sabem que não têm inimigos.
Que referência)
A era viking não terminou com a morte de Harald Hardrada. Na verdade, declinou gradualmente.
E não terminou de uma hora para outra. A guarda varegues existiu em Bizâncio por mais 200 anos.
Harald Hardrada, também conhecido como Harald III da Noruega, morreu ‘pela mão’ do rei Haroldo da Inglaterra em 1066.
Um mês depois, o rei Haroldo morreu na batalha contra Guilherme (descendente dos mesmos vikings).
E Guilherme se tornou rei da Inglaterra, mas segundo as crônicas, quatro anos depois, uma frota dinamarquesa (os mesmos vikings) se aproximou da Inglaterra, e Guilherme pagou para que se retirassem.
O neto de Harald, Magnus III, o Descalço, também liderou campanhas de conquista. Capturou as ilhas do norte da Inglaterra, parte da Irlanda, as Ilhas Shetland (e passou a usar um kilt), e morreu na Irlanda.
Seu filho, Sigurd I (bisneto de Harald), navegou para a Terra Santa, as Cruzadas começaram, e até capturou uma cidade no Líbano. Sidom. Saqueou o Mediterrâneo. Também se casou com uma princesa russa.
Outro rei, Magnus Barefoot, também realizou expedições marítimas de saque.
O fim da era viking foi quando o cristianismo foi amplamente adotado na Noruega (Escandinávia). E a igreja ganhou poder real, enquanto na Noruega começaram guerras civis intermináveis por um século
Se nômades em pequenos cavalos desalinhados atacam, queimam tudo, roubam e levam pessoas para a escravidão – isso é ruim, não aprovamos.
Se os mesmos altos loiros em grandes barcos fazem isso – é incrível. Vamos, séculos depois, amá-los e recriá-los.
Onde está a lógica?!
Eles não usavam capacetes com chifres. Em combate, isso seria um peso
Acho que o filme de mesmo nome de 1958 era mais interessante.
Mas era uma comédia, assim como ‘Ivan Vasilievich’, e com claras hiperbolizações em relação à época, digamos assim.
O cinema moderno, infelizmente, em 95% dos casos é uma rima para a palavra ‘cinema’ e nada mais
Quase palavra por palavra copiado do vídeo de Vlad Aganov ‘A teoria normanda é besteira? Como os vikings NÃO criaram a RÚSSIA, mas inventaram o feminismo, o comércio e os melhores navios’, que ouvi ontem antes de dormir.
A imagem dos vikings navegando em um drakkar, ok.
Bem, ok…
Uma entrevista muito elogiosa. Li ‘Os Povos do Norte’ de Haywood, e tive uma impressão completamente diferente sobre os vikings.
1. Eles eram realmente cruéis. Um ataque viking típico era desembarcar em alguma aldeia na Escócia, matar toda a população masculina, estuprar as mulheres (o autor disfarçou isso como ‘encontrar uma esposa’), e depois partir com as mulheres sobreviventes e o ouro do mosteiro local de volta para a Dinamarca. Ou seja, eles eram muito mais duros que os europeus médios da época, e nossos mongóis parecem anjinhos em comparação.
2. Eles eram os melhores navegadores de sua época, mas guerreiros medianos. As vitórias vikings foram principalmente devido à tática de ratos – navegar em barcos ao longo da costa e procurar aldeias desprotegidas. Eles raramente atacavam cidades que poderiam oferecer resistência +/- igual, e quando o faziam, geralmente levavam uma surra.
3. A era viking começou a terminar assim que os europeus formaram exércitos regulares. O surgimento de cavalaria rápida entre os europeus acabou de vez com os vikings – os ataques se tornaram menos frequentes, e os vikings ficaram mais tranquilos. Alguns entraram a serviço do rei francês (Normandia), outros se estabeleceram na Grã-Bretanha, e outros navegaram para o leste (incluindo Novgorod)