Solbakken superou Ancelotti – análise da tática da Noruega contra o Brasil na Copa do Mundo de 2026
Pensamentos rápidos de Andrei Savin.
A Noruega derrotou o Brasil por 2:1, graças a dois gols de Erling Haaland, e avançou para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026. Um ótimo jogo, onde os noruegueses controlaram a iniciativa e a emoção passou de uma equipe para outra.
O Brasil foi um pouco mais agudo no primeiro tempo, e a Noruega respondeu brilhantemente no segundo, graças às mudanças táticas de Ståle Solbakken.

Vamos falar separadamente sobre os problemas do Brasil, mas aqui o foco é na excelente Noruega.
A Noruega se sentiu desconfortável com um Brasil tão pragmático.
O Brasil de Carlo Ancelotti está longe de ser a seleção mais dominante. Ele aposta nas transições e no conforto de sua principal estrela, Vinícius. Para o jogo contra a Noruega, os brasileiros chegaram com 57,7% de posse de bola. Entre as principais seleções nesta fase, apenas a França tem um índice menor.
Contra a Noruega, o plano foi ainda mais radical. A equipe de Ancelotti terminou o jogo com 33,5%. O Brasil defendeu em um 4-4-2 (Vinícius ocupava uma posição ao lado de Matheus Cunha no ataque e descansava durante os ataques da Noruega), às vezes pressionava no campo adversário, mas principalmente recuava para o bloco intermediário e bloqueava os avanços.
No meio-campo, havia uma sobrecarga com os meias, Cunha e os pontas Gabriel Martinelli e Ryan Gauld. Nas alas, havia cobertura: Martinelli ajudava Douglas Santos, e os volantes protegiam as laterais. No final, a Noruega travou, jogando principalmente pelo lado direito, raramente chegando aos cruzamentos, e só conseguiu o primeiro chute aos 35 minutos.
Um fator adicional desagradável foram os contra-ataques. O Brasil saía em 3 contra 3, 2 contra 2. No primeiro caso, o contra-ataque veio após a perda de Martin Ødegaard, justamente porque a Noruega não conseguiu encontrar espaço no meio.

Ødegaard – centro das ideias. Principal nos ataques posicionais
Em um cenário desfavorável, Ødegaard se destacou na Noruega como o principal jogador do time titular em ideias de ataques posicionais.
Já no 3º minuto, ele desestabilizou o Brasil entre as linhas e passou em profundidade para Alexander Sørloth, também assistiu Patrick Berg, mas antes disso já havia cometido impedimento.

Depois, Ødegaard ainda recebeu a bola entre as linhas algumas vezes, mas o ataque da Noruega parou devido à incapacidade de combinar pelas alas.

No primeiro tempo, esse movimento não se tornou uma fonte constante de oportunidades.
As alas de Sørloth falharam no primeiro tempo – Solbakken corretamente substituiu ambos os pontas no intervalo
O principal problema da Noruega no ataque no primeiro tempo foram as alas desativadas. A ideia de Sørloth como ponta-direita, recebendo passes longos e tocando para os companheiros que avançavam, funcionou bem no torneio anterior, mas não nesta partida.
O Brasil intencionalmente forçou a Noruega a atacar pela direita. E não com passes longos, mas pelo chão. Como resultado, a Noruega teve que combinar jogadas na ala com um atacante de perfil. E envolveu menos Antonio Nusa pela esquerda.
Além disso, até mesmo a jogada clássica da Noruega de lançamentos para Sørloth não funcionou. O Brasil constantemente controlou os rebotes e ajudou Douglas Santos, enviando alguém mais baixo, como Casemiro, para apoiá-lo. Além disso, Sørloth não aproveitou bem seu porte físico: duas vezes recebeu passes diagonais precisos para fora, e uma vez perdeu uma disputa aérea para Douglas, que é 20 centímetros mais baixo.
A ala esquerda também desapareceu. Nusa terminou o jogo com apenas duas tentativas de drible bem-sucedidas em cinco (mais lembrado por perder a bola antes de um contra-ataque 2 contra 2 do Brasil), nenhum chute ou toque na área e apenas um passe para a área.
No intervalo, o técnico norueguês substituiu ambos, colocando Oscar Bobb e o futuro autor de duas assistências, Andreas Schjelderup.
Solbakken superou Ancelotti na gestão do jogo. 3 principais sinais
Alguns detalhes-chave em que o norueguês foi melhor que Carlo.
1. Iniciou uma troca tática ainda no primeiro tempo. As pausas para hidratação são o “código secreto” da Noruega na Copa do Mundo. Geralmente, eles melhoram após essas pausas graças às intervenções táticas de Solbakken. Neste jogo, após a pausa, os noruegueses ajustaram as configurações e passaram a usar mais lançamentos para Haaland. Assim, após um longo lançamento de Erjan Nyland para Erling, surgiu a chance de Ødegaard.

Outro episódio bastante raro para o primeiro tempo – o chute de primeira de Haaland após o cruzamento de Núñez pela esquerda. Além disso, porque surgiu de um uso não convencional dos pontas: Jlot se posicionou na meia-esquerda, atraiu Marquinhos, se ajustou a Ødegaard e isolou Núñez. Assim, abriu-se espaço na área para Haaland.

2. Na verdade, a substituição de Serlot e Nusy no intervalo por Skjelderup e Bobb. As alas começaram a jogar com mais agudeza, as chances ainda eram poucas, mas estruturalmente ficaram melhores. Bobb entrava com a bola no meio e passava para a esquerda. Skjelderup explorava a largura e cruzava para a área. Esse padrão funcionou quando marcaram o primeiro gol.
Vantagem adicional: com a entrada de Bobb, a Noruega passou a ter mais sentido no terço final, tornando-se mais difícil de controlar. Bobb não ficava fixo na direita, podia livremente ir para a esquerda e ajudar a sobrecarregar a ala.

3. Støle reagiu às movimentações de Ancelotti. No segundo tempo, Vinícius passou a se posicionar mais na esquerda durante a defesa. Provavelmente, foi assim que Carlo se adaptou à estrela nas transições. No primeiro tempo, Vini, por estar centralizado no ataque, não se abria na sua zona preferida pela esquerda, servindo mais como um elemento de distração no meio – como no lance do pênalti marcado. Isso dificultava a chegada da bola a ele durante as transições, além de limitar o espaço para infiltrações nas costas da defesa pelo centro.
No segundo tempo, Vinícius se deslocou para a largura e, logo em seguida, criou uma ótima chance para Endrick: ele driblou Kristoffer Ajer com um corte para fora, mudando o ritmo, e passou a bola no corredor entre dois defensores.
O Brasil poderia se tornar ainda mais perigoso nos contra-ataques, mas mais vulnerável na defesa. Especialmente após a entrada de Neymar e a mudança de Ancelotti para o 4-5-1, com Endrick e Vinícius nas pontas (foi Endrick pela ponta que driblou Skjelvik antes do primeiro gol). Solbakken pressionou o ponto fraco: substituiu o cansado Julian Ryerson pelo lateral-direito Fredrik Aursnes, que aproveitou a falta de concentração de Vinícius na defesa e se posicionou nas costas dele.
Para ilustrar: dois lances em um minuto. Vinícius foi pressionar e perdeu a corrida de Aursnes. A Noruega passou facilmente pela pressão e quase se estabeleceu no campo adversário: Aursnes deu um passe inteligente para o meio, mas faltou precisão.

Um minuto depois, a mesma coisa. Øursnes passou para Bobb e se abriu para o contra-ataque. Vinícius assistia ao jogo enquanto Douglas se arrastava na frente de Bobb. No final, a Noruega novamente saiu sem problemas pela lateral e transferiu para o outro lado através do meio. O ataque terminou com um cruzamento perigoso de Skjellevup para o lado oposto – para Haaland.

Solbakken venceu a batalha tática contra Ancelotti. Carlo estava bem preparado, mas suas decisões durante o jogo deixaram o Brasil mais vulnerável. Já a Noruega, ao contrário, cresceu graças às escolhas de Ståle.
Resumo dos destaques da Noruega: o monstro, o cérebro, o Busquets
Esses jogadores levaram a equipe às quartas de final da Copa do Mundo.
● Haaland – o monstro. Artilheiro da Copa ao lado de Kylian Mbappé e Lionel Messi (sete gols cada), autor do doblete que garantiu a vitória sobre o Brasil. Bônus agradável: venceu claramente a duelo contra Gabriel. Foi superior nas disputas aéreas, pressionou e se movimentou inteligentemente na área, marcando o primeiro gol por baixo dele.
● Ødegaard – o cérebro. Sua inteligência salva a Noruega nos momentos difíceis.
● Solbakken – possivelmente o melhor técnico em gestão de partidas nesta Copa. Comprovado até mesmo em comparação com Ancelotti.
● O volante Sander Berge – o Busquets norueguês. Um gigante playmaker. Impressionantes 98% de passes certos (117 de 119) e 93% de precisão em passes para a área (27/29). Fantástico!





A Noruega vai ganhar esse Mundial, pronto, já era. Há 28 anos eles não apareciam. Só eles têm o jogo de campeão, os brasileiros são clientes deles.
E se os brasileiros tivessem convertido o pênalti e o mano a mano, agora estaríamos lendo como o Anchi superou todos ao passar a bola para os noruegueses
anchi perdeu
ZUBET. RU é o melhor em previsões. Galera que joga alto, recomendo tentar. Em 3 dias no gold, saí com lucro de 452k!
ZUBET.RU
Ah, superou! Os brasileiros tinham 11 jogadores de classe que nunca haviam se visto antes desse jogo e mesmo assim primeiro perderam o pênalti e depois o mano a mano. Enquanto isso, na Noruega, ELE caminhava lentamente em direção à área. Essa foi toda a estratégia.
Quando o neymar entrou, já estavam jogando com 9, e 2 caminhando na defesa
Que incrível que a Noruega, com praticamente um time inteiro de locais (exceto dois), formou uma geração forte e alcançou um bom resultado. Não apenas os caminhos da Suíça ou da França na Europa funcionam, mas também os da Noruega. Claro que o caminho da França é de longo prazo, enquanto o da Noruega depende da sorte com as gerações, mas pode dar certo. Pelo menos é uma seleção colorida, uma das poucas europeias…
Earl superou a defesa do Brasil, duas vezes. Essa é toda a história.
Claro que o Ancelotti perdeu. Ele mesmo deveria ter entrado em campo. Bater o pênalti e, no lugar do Endrick, garantir o 1-1. Teria sido muito melhor.
Quando o Anchi colocou o neymar, eu senti exatamente a mesma dor que os torcedores sentiram ao levar os gols da Alemanha naquela partida lendária de 1-7
Deram uma pancada na cabeça dos brasileiros
No final, feliz, apesar de tudo. Douglas Santos nunca recebeu a bola em todas as suas subidas, corridas ao ataque, durante todo o Mundial. Imagina o espaço que ele poderia ter dado ao Vinícius.
Mas pelo menos do lado esquerdo tinha a melhor dupla 🇧🇷. Já do lado direito, não entendi nada. Ryan passando tudo para trás, nenhum lance agudo, tudo com perdas. Talvez ele defenda melhor que o Luis Enrique, mas o problema da seleção não é esse.
É uma pena que não deu chance ao jogador do Zenit. Parecia que o Ancelotti o excluiu de propósito. Quando precisava atacar, colocava um volante.
E não entendi o papel do Neymar, entrou para se exibir no lado do Vini, destruindo o esforço do Douglas, praticamente com -1 jogador. Embora o lado direito tenha ficado vazio com a lesão do Rafinha.