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«Ele jogou a bola na minha cabeça». Confronto entre Haaland e Gabriel agora no mata-mata da Copa – Vinny, não atire

Nova temporada da série favorita.

No domingo, o principal rosto brasileiro nos cartazes pré-jogo não será Vinícius, nem Neymar, e muito menos o surfista Matheus Cunha. Desta vez, muito depende de um defensor – Gabriel Magalhães.

Ele será o principal obstáculo para Erling Haaland. O confronto entre o brasileiro e o norueguês se torna cada vez mais icônico a cada partida da Premier League: já teve bola arremessada na cabeça, camisas rasgadas, tentativas de cabeçadas, arranhões e até ciúmes brincalhões da esposa.

O novo capítulo dessa série brutal já está no mata-mata das oitavas de final da Champions League.

Como tudo começou: Haaland arremessou a bola na cabeça de Gabriel, e o brasileiro celebrou gols de forma provocativa

Quanto mais o Arsenal se aproximava do Manchester City, mais intenso ficava o clima dos confrontos diretos. Candidatos ao título, Pep Guardiola contra seu pupilo Mikel Arteta, ataque contra defesa e… Haaland contra Gabriel.

O embate surgiu naturalmente – o artilheiro da Premier League contra o defensor mais destacado da liga. Antagonistas na disputa pelo campeonato. Mas sem uma faísca repentina, esse dinamite não teria explodido. A faísca aconteceu em 2024.

Já na quinta rodada da Premier League, City e Arsenal protagonizaram um espetáculo no Etihad. Após a expulsão de Leandro Trossard, os londrinos se fecharam na defesa para segurar o 2:1 no segundo tempo. O City chutou 33 vezes (11 no alvo) e ficou nervoso quando a bola teimava em não entrar. Só conseguiram marcar aos 90+8. Naquela ocasião, Haaland pegou a bola da rede, correu alguns passos e a arremessou na cabeça de Gabriel.

Magalhães, naquele momento, puxou a camisa sobre o rosto e não viu o lance. Após a partida, Declan Rice chamou o arremesso de Haaland de “covardia”.

“O que mais me irritou foi o comportamento covarde de Haaland. Revi o episódio: ele arremessou a bola na cabeça de Gabi, que não viu nada. Covarde! Gabi teria olhado nos olhos dele, entende?

Vejo o confronto entre eles como um duelo entre defensor e atacante que durará anos. Gosto de assistir aos dois. Mas depois ele faz algo tão covarde… Eu achava que ele era mais sério”, defendeu o parceiro Rice.

Imediatamente, lembraram que esse não foi o primeiro confronto entre Gabriel e Haaland. Na partida anterior, eles já haviam se empurrado após o apito, e Guardiola teve que separá-los. Na época, ninguém deu importância, mas após o arremesso na cabeça, o conflito se intensificou. Gabi realmente não o esqueceu: o “Arsenal” respondeu ao “City” na partida seguinte com um 5:1, e o brasileiro gritou de forma ostentosa no rosto de Haaland. Ele correu especificamente em direção ao adversário, olhou por cima do ombro e zombou.

E lembrou após o jogo: “Fiz isso porque ele havia jogado a bola na minha cabeça. Ele riu de mim. Quando marcamos, ele estava perto, e comecei a gritar no ouvido dele. Aí ele foi lá e marcou em resposta. Mas viramos o jogo e vencemos por 5:1”.

E isso não afetou Haaland nem um pouco. Ele não se desculpou por ter jogado a bola na cabeça, mas também não condenou Gabriel pela resposta. “Isso acontece no calor do momento. Muitas coisas podem ocorrer durante uma partida. O que acontece em campo, fica em campo. É a vida, eu não me arrependo de muita coisa”, filosofou o norueguês.

Erling realmente é um amor apenas nos vídeos, em campo ele é o vilão. Aqui está uma pequena lista de suas ações em jogos contra o Arsenal:

● Acertou Thomas Partey logo após a retomada do jogo;

● Fez uma cara feia ao ver Miles Lewis-Skelly: “Quem você pensa que é?”;

● Comparou Gabi Jesus a um “palhaço desgraçado”;

● Aconselhou Mikel Arteta a “ser mais humilde”.

Magalhães sorriu ao ser questionado sobre as desavenças com Haaland: “É uma batalha, uma guerra. Provocações no futebol são normais, fazem parte do jogo”.

O último encontro deles foi um show! Haaland marcou por baixo de Gabriel e o salvou de uma expulsão

Na temporada 2025/26, a rivalidade atingiu um novo patamar e se tornou um enredo adicional nos confrontos entre City e Arsenal. O último capítulo (até o momento) levou a tensão ao limite.

O Arsenal mantinha a vantagem na disputa pelo título, enquanto Gabriel marcava Haaland. O brasileiro se agarrou a ele e não o deixava respirar nem se mover.

Tudo isso estragou os planos de Pep. Primeiro, Gianluigi Donnarumma tentou encontrar Haaland com passes longos, mas devido à marcação de Magalhãees, isso não funcionou. Guardiola pediu ao italiano que buscasse opções curtas. Gigi não é o maior especialista em jogo com os pés: demorou muito para encontrar um companheiro e permitiu que Kai Havertz se aproximasse perigosamente, resultando no placar de 1:1.

Em certo momento, Haaland reclamou com o árbitro que o adversário estava segurando-o com as mãos. O árbitro respondeu: “Ah, para, vocês dois fazem isso”. Alguns minutos depois, o norueguês forneceu uma prova convincente.

No entanto, Earl aceita as regras do jogo: “É a Premier League moderna. É assim que se joga aqui”.

O desfecho da partida foi decidido, surpresa-surpresa, pelo duelo entre Haaland e Magalhãess. Jeremy Doku mal havia recebido a bola na entrada da área e ainda não sabia o que fazer – quando Gabriel já estava colado em Haaland.

Doku deu alguns passos à frente – Gabriel e Haaland começaram a trabalhar com as mãos.

No final, Doku escolheu uma direção completamente diferente, de onde Nico O’Reilly passou para o centro, resultando em uma confusão e vários rebotes. Durante todo esse tempo, o brasileiro e o norueguês se seguravam pelas mãos.

O passo decisivo foi dado por Haaland: ele recuou um pouco e, em seguida, surgiu repentinamente de trás de Gabi, avançando para frente. Magalhães não reagiu, afrouxou a marcação e liberou Erling, que marcou o gol decisivo.

Assim, Haaland e Gabriel disputaram o jogo inteiro. “Depois de jogar contra ele, sempre há muitos arranhões. Às vezes, minha esposa não gosta muito…”, riu Erling.

A derrota na disputa poderia ter sido ainda pior para Gabi – ele se irritou e deu uma cabeçada no principal adversário. Não foi um golpe forte (mais um empurrão), mas, se Haaland tivesse caído, o brasileiro seria expulso. Isso foi o que Gary Neville e ex-árbitros repetiram após o jogo.

“Se eu tivesse caído, seria vermelho. Mas eu nunca faria isso. Meu pai me ensinou – fique de pé e não seja… Não vou dizer essa palavra, mas começa com a letra ‘C’. Talvez, sim, eu devesse ter caído. Talvez fosse mais fácil, mas não fiz. E por isso também levei o amarelo”, sorriu Haaland.

O City venceu e acirrou ao máximo a disputa pelo título. Haaland, ao deixar o campo, cantava ‘Good Feeling’. Gabi levou o trash talk para as redes sociais: após o fim da partida, postou uma foto com o troféu ao som da mesma música.

Surpreendentemente, entre Haaland e Gabriel, só há respeito nas palavras

Seria lógico supor que os caras se odeiam. Mas não – ambos entendem que é apenas a batalha de dois grandes jogadores.

“Acho que nossa rivalidade é divertida. Ambos gostamos disso. Gosto de todo jogo, de todo atacante. É meu trabalho, gosto de competir. Mas Erling é um jogador de alto nível. Acho que ele também gosta de jogar contra mim”, refletiu Magalhaes.

Ele acertou.

“Sempre é bom competir com ele. Sempre há muitas discussões e coisas do tipo”, respondeu Haaland.

Erling sempre foi forte e incisivo, já Gabriel tem uma história oposta. Em seu primeiro clube, o Avaí, ele foi logo alertado: seria dispensado se continuasse tão suave. O técnico Diogo Fernandes dizia: “Gabi era magro e muito alto, canhoto, mas um pouco frágil nas disputas, não era muito bom no jogo aéreo”.

Niltinho, outro treinador do Avaí, confirmava: “Ele não tinha chance de se tornar um bom zagueiro se continuasse tão suave. Eu disse a ele: ‘Gabriel, você precisa ser mais forte. Deve marcar os atacantes de perto e não permitir que passem por você’”.

Agora você sabe quem despertou esse monstro. O que antes eram fraquezas de Gabi, hoje são características marcantes de seu futebol. E a melhor forma de evoluir é enfrentando os melhores.

“Haaland é um monstro! Você pisca, e ele já está comemorando um gol. É rápido e forte. É mais alto e mais potente que eu. A melhor maneira de pará-lo é não permitir que domine a bola. Assim, ele não é tão perigoso”, disse Gabriel.

Vamos ver se Magalhã es conseguirá na nova série. A última ele perdeu completamente.

Yara Brito

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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7 Comentários

  1. «Se eu tivesse caído, seria vermelho.» – e eu gosto que a arbitragem nesta Copa do Mundo deu um passo longe disso. Agora você pode se jogar o quanto quiser, os árbitros aprenderam a distinguir simulações. Agora é preciso jogar futebol e não ficar tentando pegar as mãos do adversário e cair mais rápido na área para ganhar um pênalti.

  2. Haaland, assim como seu pai, já merecia há muito tempo. Ele tem sorte que Roy Keane não tem um filho jogador de futebol.

  3. Na minha opinião, o problema não é que alguém aprendeu algo, mas sim a orientação dada pelos líderes da arbitragem; até mesmo árbitros que trabalharam na Liga dos Campeões nesta temporada apitam de forma completamente diferente na Copa do Mundo — isso é visível a olho nu. Ou seja, eles permitem mais, marcam faltas com menos frequência, não mostram cartões, não marcam pênaltis. Aliás, não considero isso algo positivo.

  4. “não considero isso algo positivo”
    Concordo 100%. Ou se joga pelas regras, ou se mudam as regras. Agarrões com as mãos não são marcados de jeito nenhum, a não ser que se pegue pelo pescoço e fique pendurado. E mesmo assim, nem sempre. Os dois agarram? Apita, cartão para cada um, bola disputada. O problema é que não apitam, não apitam, e quando apitam, é quando e para quem querem.

  5. Como isso faz falta no futebol moderno!!!
    E o respeito fora de campo — isso já era raro antes. É legal ver que ainda existem homens de verdade no futebol)

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