Futebol

Seleção do Haiti na Copa de 1974: ditadura, gol em Zoff e escândalo de doping

Da redação: A seleção do Haiti jogará hoje sua terceira partida na segunda Copa do Mundo do país. O blog conta uma história às vezes encantadora, às vezes assustadora, sobre como os haitianos jogaram na Copa do Mundo de 1974. Leiam e não se arrependam dos likes.

Haiti é um pequeno país insular no Caribe, onde 12 milhões de pessoas vivem em um regime de sobrevivência constante. O status de país mais pobre e instável do hemisfério é confirmado diariamente: desastres naturais se alternam com golpes militares, e o caos se tornou a norma.

Mas até mesmo no inferno, o futebol é amado. Desde 2020, o estádio da seleção está sob controle de gangues armadas, e após o assassinato do presidente Jovenel Moïse, a estrutura estatal praticamente deixou de existir – até 90% do território está sob domínio de grupos criminosos.

Devido a restrições de visto, os torcedores não podem entrar nos EUA, e os jogadores disputaram toda a fase classificatória em campos adversários. E, apesar de tudo isso, os haitianos estão indo para a Copa do Mundo de 2026.

Esse avanço é um motivo para lembrar como tudo começou. Vamos voltar a 1974, quando a seleção do Haiti chocou o mundo ao aparecer pela primeira vez em um Mundial.

“Tonton Macoutes” e 4 gols anulados: como a ditadura e a arbitragem desastrosa levaram o Haiti à Copa do Mundo de 1974

Os haitianos podiam, e deviam, ter ido à Copa do Mundo já em 1970. Nos playoffs decisivos da CONCACAF por uma única vaga no México, a seleção enfrentou El Salvador. Em casa, perderam por 1:2, mas fora de casa derrotaram o adversário por 3:0.

Nos dias de hoje, o Haiti celebraria o sucesso pela diferença de gols, mas na época as regras eram mais rigorosas: apenas as vitórias contavam. Foi necessário jogar uma partida de desempate em campo neutro, onde El Salvador se mostrou mais forte. O sonho foi adiado por quatro anos.

Para o próximo ciclo, o sistema de classificação foi completamente reformulado. Agora, os líderes da região competiam em um único grupo durante três semanas. Os haitianos sediaram o torneio, o que se tornou uma grande vantagem.

Desde 1957, o país estava sob o domínio da ditadura do clã Duvalier. A era do terror foi iniciada por François “Papa Doc”, que por muitos anos trabalhou como médico.

Durante seu governo, ele estabeleceu no Haiti um dos regimes mais duros da época, torturou e executou mais de 50 mil pessoas, além de vender sangue de haitianos e até mesmo crianças.

Em 1971, seu filho, Jean-Claude “Baby Doc”, herdou o poder. Ele era um grande fã de futebol e até desviou dinheiro da ajuda humanitária americana para o desenvolvimento desse esporte.

A ordem (e os resultados) eram monitorados pelos “Tonton Macoutes” – a guarda pessoal e extremamente brutal do regime. Eles estavam dispostos a tudo pela vitória da seleção nacional.

Os donos da casa começaram com uma vitória convincente por 3:0 sobre a seleção das Antilhas Holandesas. E depois veio o jogo mais importante contra Trinidad e Tobago.

Os visitantes tinham, possivelmente, o time mais forte da história, liderado pelo artilheiro da qualificação, Steve David. O Haiti venceu por 2:1, mas essa partida entrou para a história como um exemplo de arbitragem arbitrária: o árbitro, de forma inexplicável, anulou 4 gols legítimos de Trinidad e Tobago, e vários pênaltis claros a favor dos visitantes foram simplesmente ignorados.

O diretor desse trágico farsesco, claramente, estava na tribuna governamental do estádio. Lá, como em um trono sangrento, estava sentado o jovem ditador haitiano, cercado por sua escolta de cães de guarda armados. E abaixo, diante dos olhos do tirano exultante, o meio-campista da seleção de Trinidad e Tobago, Everald Cummings, deixava o campo com lágrimas nos olhos.

Depois disso, os haitianos, empolgados, derrotaram Honduras e Guatemala. A derrota para o México por 0:1 já não afetava sua liderança. No final, o Haiti ficou em primeiro lugar no grupo e se tornou a segunda seleção caribenha da história (depois de Cuba em 1938) a se classificar para a Copa do Mundo.

Ao término do torneio, estourou um enorme escândalo. A FIFA conduziu uma investigação, cujos resultados foram chocantes: o árbitro principal, José Roberto Enríquez, e o assistente canadense, James Igueta, foram banidos permanentemente de qualquer atividade relacionada ao futebol por suborno e parcialidade.

Apesar do reconhecimento da culpa dos árbitros, a FIFA se recusou a repetir a partida ou anular seu resultado. A seleção do Haiti foi para a Copa do Mundo de 1974 na Alemanha Ocidental.

Preparação: trancaram-se em um hostel em Munique e treinaram

O sorteio foi implacável com os rapazes de Antoine Tassy. O Haiti caiu no “grupo da morte” com a Argentina, a Itália e a poderosa Polônia da época. A partida de estreia na Copa do Mundo foi contra os italianos, com seu impenetrável Dino Zoff e o jovem Fabio Capello no meio-campo.

Para se preparar da melhor forma possível para o torneio, a equipe caribenha viajou para Munique um mês antes do início da Copa do Mundo. O plano parecia lógico, se não fosse por um detalhe: o clima. Acostumados com os +35°C de sua terra natal, os jogadores enfrentaram uma chuva incessante e um frio úmido típicos da Alemanha.

Antoine Tassy era um cara duro: enquanto outras seleções passeavam pela cidade, os haitianos eram submetidos a treinos físicos extenuantes, até perderem o fôlego. Os treinamentos não eram apenas pesados – eram desgastantes.

Para que os jogadores não se distraíssem com as tentações da Europa, foi proibido que saíssem do hostel. Literalmente. Durante todo o mês, a equipe ficou entre quatro paredes e o campo de treinamento, focando apenas no futebol.

“Pippo” – o líder branco de uma seleção negra

Em comparação com seus companheiros da seleção do Haiti, um jogador parecia um alienígena. Era Philippe Vorbe – o único branco da equipe.

Philippe nasceu em Porto Príncipe, em uma família ultrarrica de origem francesa. No Haiti, onde a grande maioria da população é negra, a alta burguesia historicamente era composta por mulatos e brancos, mas o rapaz não se importava com preconceitos de classe. Durante toda a infância, ele jogou futebol nos terrenos empoeirados de Thomassin, junto com os meninos locais.

Worb se destacava não apenas pela cor da pele, mas também por suas habilidades excepcionais: com 185 cm de altura, ele possuía uma visão de jogo impressionante e passes precisos. Aos 17 anos, já havia conquistado uma vaga no time titular do principal clube local, o “Violette”, e aos 19, estreou pela seleção nacional.

Em 1968, ele passou um ano nos EUA para adquirir experiência na liga profissional NASL, jogando pelo “New York Generals”, e depois retornou ao seu clube de origem.

Na seleção, o meio-campista rapidamente se tornou uma referência. Os companheiros o adoravam por suas qualidades de liderança e o chamavam respeitosamente de “Pipo”. Para o ditador Duvalier, Philippe Vorbe na seleção era a vitrine ideal: branco, bonito, um meia intelectual que demonstrava a unidade nacional do Haiti para o mundo.

Os alemães criaram mascotes perfeitos, mas o Haiti trouxe um milagre vivo. A história de Miro – O Pequeno do 74

Os mascotes oficiais do torneio na Alemanha Ocidental foram os garotos alemães Tip e Tap. Dois rapazes alemães de plástico, perfeitos a ponto de ranger os dentes, com camisetas brancas e sorrisos idênticos.

Os haitianos trouxeram consigo o seu próprio talismã vivo. Ele se chamava Miro. Um menino encantador, cacheado, completamente impossível. Filho do goleiro Henri Françillon, a principal estrela daquela seleção.

Na cabeça, um boné com a inscrição “HAITI”, que claramente é grande demais para ele, e nas mãos, um minúsculo bastão, como se ele não fosse apenas uma criança, mas um pequeno marechal dessa esperança futebolística.

E imagine a cena: o estádio de Munique está rugindo, saem homens durões, prontos para lutar até a morte, e na frente deles está esse garoto trotando. Ele os liderou em todas as três partidas.

Em sua terra natal, ele ainda é chamado de «Ti Moun 1974» – O Bebê de Setenta e Quatro. Em um país onde o ar estava impregnado de medo, essa criança se tornou a personificação viva de um sonho.

Ele estava no gramado ao lado de gigantes, e naquele momento, o futebol deixava de ser apenas um jogo ou um instrumento político. Ele se tornava humano.

Miro era o único naquela seleção que era verdadeiramente livre. E, ao observá-lo, até mesmo as torcidas mais severas entendiam: enquanto o time tivesse um talismã como ele, ainda havia espaço para calor naquele jogo.

Criaram uma sensação, interrompendo a série invicta de 1143 minutos de Dino Zoff

O jogo de estreia da seleção do Haiti seria no Estádio Olímpico. Enquanto os “Granadeiros” lutavam para chegar à Copa do Mundo através de conspirações e escândalos de arbitragem, a Itália vivia em um regime de esterilidade. A “Squadra Azzurra” passou pelas eliminatórias com facilidade, sem sofrer gols da Turquia, Suíça e Luxemburgo.

No momento do apito inicial da Copa do Mundo de 1974, a defesa italiana estava invicta há quase dois anos (desde setembro de 1972). 12 partidas consecutivas em que nem o Brasil nem a Inglaterra liderada por Bobby Moore conseguiram marcá-los.

Por trás dessa defesa de ferro estava Dino Zoff – o grande goleiro da Juventus. Em 1973, ele quase ganhou a Bola de Ouro, perdendo apenas para Johan Cruyff. Parecia que o jogo contra o Haiti seria para ele um passeio tranquilo pela orla de Nápoles – apenas para abrir o apetite antes de um prato de linguine fumegante com vongole.

Um dos jogadores do Haiti, sob condição de anonimato, confessou aos jornalistas:

«Para nós, enfrentar esses times de elite é como declarar guerra aos Estados Unidos. Temos 11 caras fortes. Polônia, Itália e Argentina têm milhares. A frase “em campo são 11 contra 11” soa bonita, mas ninguém acredita nessas histórias».

Contra todas as previsões, o placar permaneceu zerado até o intervalo. Os comentaristas elogiavam a atuação sobrenatural do goleiro haitiano Henri Françillon.

Mas, aos 46 minutos, aconteceu a surpresa: Philippe Vorbe cortou a defesa italiana com um passe para Emmanuel “Manno” Sanon. O atacante do “Don Bosco” já havia declarado ousadamente antes do jogo que marcaria, porque “os italianos são muito lentos”. Sanon driblou Luciano Spinosi, passou por Zoff e rolou a bola para o gol vazio.

A série invicta de Zoff chegou ao fim aos 1143 minutos. O lendário goleiro foi humilhado por um jovem de 22 anos, que ganhava 200 dólares por mês em seu clube. Impressionado com o gol do jogador, o ditador Duvalier o presenteou com um carro de luxo logo após a partida.

Sanon relembrou mais tarde: “Os jornais discutiam quem marcaria contra Zoff – europeus ou latino-americanos. Ninguém pensava no Haiti. Isso me irritava, pois eu sabia que conseguiria”.

O próprio Zoff, após o jogo, fingiu alívio: “Finalmente vão parar de me perguntar sobre esse recorde”.

O conto de fadas do Haiti terminou rapidamente. Após 6 minutos, Gianni Rivera igualou o placar, e no final a Itália superou os azarões por 3:1. Mas o verdadeiro pesadelo começou no vestiário.

“Achavam que ele estava sendo levado para ser morto”. O primeiro escândalo de doping na história da Copa do Mundo resultou em espancamentos e torturas a um jogador

Na Copa do Mundo de 1974, representantes da organização antidoping realizaram testes em jogadores pela primeira vez. Após a partida, Sanon e o zagueiro de 22 anos, Ernst Jean-Joseph, foram chamados para o controle de doping. O autor do gol estava limpo, mas na amostra de Jean-Joseph foi encontrado fenmetrazina (um estimulante proibido).

O defensor se justificava como podia: “Tenho asma! O médico em Porto Príncipe me receitou um monte de comprimidos. Não fazia ideia de que eram proibidos, e o médico da seleção não me alertou”.

Mas a carta da asma não colou – o próprio médico do jogador o entregou. Patrick Jeune, de 27 anos, afirmou diretamente aos médicos: não há asma alguma, o rapaz simplesmente tomou estimulantes antes do jogo, e não teve inteligência suficiente para esconder isso ou inventar uma desculpa melhor.

Preocupava a forma como Duvalier reagiria a essa vergonha nacional. Afinal, quando antes do torneio os jogadores pediram um bônus de 5000 dólares pela classificação para a Copa, ele fez uma contraproposta: pena de morte por qualquer nova pergunta sobre dinheiro.

A reação do regime foi imediata. O vice-presidente da federação, Aséus Saint-Louis, também comandante do batalhão de elite “Leopards”, invadiu o quarto de Jean-Joseph, espancou-o na frente dos jogadores e o arrastou literalmente pela base da equipe na escola esportiva de Grunwald.

Os jogadores tentaram intervir, mas Saint-Louis os ameaçou com uma arma e com consequências para suas famílias no Haiti. O defensor foi levado ao aeroporto de Munique, dopado com tranquilizantes e enviado a Porto Príncipe em um voo especial. Todo o time estava convencido de que ele seria morto.

Os jogadores tinham em mente o exemplo de Joe Gaetjens, haitiano que marcou o gol lendário pelos EUA contra a Inglaterra em 1950. Em 1964, os “Tonton Macoutes” o prenderam apenas porque seus irmãos eram da oposição. Gaetjens foi morto e seu corpo nunca foi encontrado.

Para o jogo contra a Polônia, a equipe chegou em estado de colapso nervoso coletivo. O defensor Fritz Plantin admitiu mais tarde: “Estávamos fisicamente em campo em Munique, mas mentalmente estávamos na prisão com Jean-Joseph. Não nos importávamos com a tática de Grzegorz Lato”.

A Polônia, que estava no auge na época, simplesmente não notou a resistência: sete bolas entraram no gol de Francijon como se fosse um treino.

O “Baby Doc” estava furioso. Ele ligou pessoalmente para Antoine Tassy e exigiu explicações. Segundo a lenda, ele ameaçou os jogadores, dizendo que se perdessem para a Argentina por uma margem tão grande, seria melhor não voltar para casa.

Os piores temores se dissiparam quando Jean-Joseph foi ordenado a ligar para o capitão Frantz Gilles, para provar que ele ainda estava vivo.

Funcionou: contra os argentinos, o Haiti se agarrou ao gramado com unhas e dentes e perdeu com dignidade – 1:4 (o segundo gol no torneio foi marcado por Sanon).

Jean-Joseph foi longamente torturado e mantido na prisão, mas depois foi perdoado e até autorizado a voltar ao futebol para demonstrar a misericórdia do regime.

Ele jogou pelo local “Violette” e, no final da carreira, passou uma temporada no americano “Chicago Sting”. Na seleção, encerrou suas atuações em 1980, após a equipe não conseguir se classificar para a Copa do Mundo de 1982.

Ditador, com medo da concorrência, liberou jogadores para o exterior (ficando com parte da taxa de transferência)

Tanto o Haiti quanto a Itália foram eliminados após a primeira fase, mas para o país caribenho, esse torneio foi o ápice do orgulho nacional e da dor ao mesmo tempo.

Emmanuel Sanon e Henri Françillon rapidamente se tornaram heróis nacionais, mas sob uma ditadura, isso é uma tarefa mortalmente perigosa. Duvalier não gostava de concorrência em popularidade, mas os jogadores eram um ativo valioso demais.

Logo após a Copa do Mundo de 1974, Francillon foi convidado para o “Munique 1860”. A carreira na Alemanha não deu certo: ele disputou apenas cinco partidas na segunda divisão da Bundesliga e deixou o clube após um ano. Retornou à sua terra natal.

Sanon foi autorizado (com a aprovação do ditador, que ficou com parte do valor) a se transferir para o “Germinal Beerschot” da Bélgica. Lá, ele se tornou uma lenda, marcando quase 100 gols em 6 temporadas e conquistando a Copa da Bélgica.

Sanon passou a maior parte do resto de sua vida nos EUA – trabalhando como treinador. Ele tentava não se envolver em política para não comprometer seus entes queridos, mas sempre permaneceu como uma voz do futebol haitiano.

Emmanuel morreu em 2008, na Flórida. Apesar de Mannos ter vivido longe de sua terra natal por muitos anos, o Haiti decretou luto nacional. Seu corpo foi levado para Porto Príncipe – foi a única vez que o estádio “Silvio Cator” recebeu 20 mil pessoas. O funeral foi transmitido ao vivo para todo o país.

🌭 + 🍔 + 🍺 = 💔

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Iara Sousa

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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20 Comentários

  1. Muito interessante. Não invejo os jogadores de futebol – jogar sob tanta pressão deve ser terrível…

  2. O que o cara branco estava fazendo na seleção? Aparentemente, historicamente, eles foram todos eliminados (exceto um punhado de poloneses). É nisso que se baseia o orgulho nacional do país?

    1. Também me perguntei isso ao escrever o texto. Enfim, Philippe Vorbe era branco porque vinha de uma família haitiana rica de origem francesa. Seus ancestrais chegaram ao Haiti na época colonial e ficaram por lá.

    2. Encontrei-o no álbum Panini da Copa de 74. Realmente, nem mestiço ele era. Aparentemente, se você tiver conexões entre a antiga metrópole e regimes ditatoriais, pode sobreviver até nesse caos.

  3. Também me perguntei isso ao escrever o texto. Enfim, Philippe Vorbe era branco porque vinha de uma família haitiana rica de origem francesa. Seus ancestrais chegaram ao Haiti na época colonial e ficaram por lá.

  4. Encontrei-o no álbum Panini da Copa de 74. Realmente, nem mestiço ele era. Aparentemente, se você tiver conexões entre a antiga metrópole e regimes ditatoriais, pode sobreviver até nesse caos.

  5. Muito interessante. A Copa de 74 foi a minha primeira Copa consciente. Torci pela Argentina e ainda me lembro da batalha deles contra os poloneses por 2-3. Os jogos do Haiti, acho que não foram transmitidos aqui – na época, nem todos os jogos eram transmitidos.

  6. Muito interessante. Obrigado.
    Amo geografia, história e futebol. Aqui tem tudo junto.
    Recentemente li sobre a Eritreia – uma história muito semelhante.
    Fatos curiosos:
    -O lema do Haiti é: ‘Liberdade, Igualdade, Fraternidade’ )))
    -Os Tonton Macoutes (esquadrões especiais) têm insígnias com caveiras – isso já aconteceu em algum lugar)
    -O Haiti, a parte francesa da ilha, é um dos países mais pobres do mundo, enquanto a outra parte da ilha, a Dominicana espanhola, é onde americanos ricos e europeus surfam e esbanjam dinheiro. Um contraste impressionante, claro.

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