Futebol

Seleção da Copa do Mundo 2026: melhores jogadores do torneio pelo Índice GOL

Outra maneira de resumir a Copa do Mundo de 2026 é através desta seleção simbólica.

Não há nada subjetivo aqui, tudo é baseado nas avaliações de cada partida pelo Índice de Desempenho. O algoritmo considera todas as ações dos jogadores em campo: desde gols e precisão de passes até dribles e duelos. O esquema é condicional, resultando em um claro viés para o ataque. O vencedor da “Bola de Ouro” do torneio, Rodri, ficou muito perto de superar Jude Bellingham ou Ousmane Dembélé.

O goleiro mais popular da Copa do Mundo – Vozinha – também não atingiu a marca. Sua média de avaliação é de 7,4.

Diogo Costa, Portugal (7,5): 5 partidas, 2 jogos sem sofrer gols

Sofreu três gols em cinco partidas, manteve a meta inviolada contra a Colômbia e o Uzbequistão. A FIFA também fez um balanço com base em dados estatísticos – e Costa, que fez 19 defesas, foi reconhecido como o melhor entre os goleiros pelas métricas defensivas.

Pau Cubarsí, Espanha (7,3): 8 partidas

A FIFA reconheceu Gvardiol como o melhor jovem jogador da Copa do Mundo – difícil discordar. Aos 19 anos, o zagueiro disputou todas as oito partidas sem ser substituído, e sua confiabilidade ajudou a Espanha a sofrer apenas um gol em todo o torneio. Além disso, Pau criou oito chances de gol para os companheiros – o maior número entre os zagueiros centrais da competição.

Davinson Sánchez, Colômbia (7,3): 5 partidas

Sánchez é justamente o segundo entre os zagueiros centrais em chances de gol criadas: cinco em cinco jogos. O colombiano também disputou todas as partidas sem ser substituído. E pode estar satisfeito consigo mesmo: a equipe sofreu apenas um gol em todo o torneio, na partida de estreia contra o Uzbequistão. Portugal, Suíça, Gana e RD Congo não conseguiram superar a defesa colombiana. Mas o que certamente o entristece é que, junto com outros dois companheiros, ele errou na disputa de pênaltis, e a Colômbia foi eliminada nas oitavas de final.

Dayot Upamecano, França (7,3): 8 partidas

Neste torneio, Dayot foi confiável – sem erros. E mesmo após a derrota para a Espanha na semifinal, o L’Equipe deu ao zagueiro a maior nota da equipe. Ainda que apenas cinco em dez possíveis.

Vinícius, Brasil (7,9): 5 partidas, 4+1

Início contraditório contra o Marrocos: 12 disputas perdidas, nenhuma driblada em oito tentativas, mas um golaço. Marcou contra o Haiti e fez um doblete contra a Escócia. Entrou nas eliminatórias com confiança, já com 4+1. E lá, embora não tenha sido decisivo, pelo menos driblou: nove tentativas de drible bem-sucedidas em 14. Na problemática seleção, foi o elemento mais eficaz do ataque.

Ousmane Dembélé, França (7,6): 8 partidas, 6+2

Apenas Paraguai e Espanha escaparam de Ousmane; os demais sofreram. Principalmente a Noruega, contra quem marcou um hat-trick, com 100% de aproveitamento em três finalizações. Marcou seu primeiro gol apenas na sua terceira Copa do Mundo, mas foram seis no total.

Jude Bellingham, Inglaterra (7,6): 8 partidas, 7+1

Levou os ingleses à semifinal com dobletes contra México e Noruega, marcando até mais que Harry Kane! Um ótimo Mundial, embora no início Jude não se destacasse nos duelos: perdeu quase todos para os adversários africanos. Encerrou o torneio com um gol provocativo contra os franceses.

Michael Olise, França (7,7): 8 partidas, 0+7

Chutou incríveis 20 vezes, mas terminou sem nenhum gol – incluindo um erro inacreditável na disputa pelo terceiro lugar, quando poderia ter feito 4:4 (após 0:4). No entanto, contribuiu muito com sete assistências, sendo duas contra Inglaterra, Suécia e Iraque. Sete assistências em um torneio é recorde no Mundial, superando as seis de Pelé.

Erling Haaland, Noruega (8,1): 5 partidas, 7+0

Já estamos acostumados com a fórmula de Haaland de “mais gols que partidas”, e ele a aplicou também no Mundial: marcou dobletes contra Iraque, Senegal e até mesmo o Brasil. Além disso, fez o gol da vitória contra a Costa do Marfim. Deixou o Mundial nas quartas de final, mas apenas Kylian Mbappé e Lionel Messi marcaram mais que ele. Um estreia magnífica no torneio.

Kylian Mbappé, França (8,3): 8 partidas, 10+4

O primeiro jogador na história a ser o artilheiro em dois Mundiais. No torneio anterior, Mbappé também foi o maior goleador (oito), embora não tenha conquistado o troféu em nenhuma das ocasiões. Outra conquista única nesta temporada: Kylian recebeu a “Chuteira de Ouro” do Mundial, da Liga dos Campeões e da La Liga, mas não venceu nenhum dos torneios. Ainda assim, Mbappé é o rei dos Mundiais: 22 gols em 22 partidas, superando o recorde de Miroslav Klose e ultrapassando Lionel Messi neste torneio.

Lionel Messi, Argentina (8,3): 8 partidas, 8+4

Surpreendeu a todos, aos 39 anos levou a Argentina à segunda final consecutiva. E se tornou até favorito para a Bola de Ouro. Criou 25 chances de gol – mais do que qualquer outro no torneio. Durante a Copa do Mundo, quebrou o recorde de Diego Maradona em assistências e o recorde de Klose em gols. No total, o argentino tem 33 participações em gols (21+12) em 34 partidas em seis Copas do Mundo.

Maria Vicente

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Escola Superior… More »

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13 Comentários

  1. Bem, que seleção estranha vocês montaram, por exemplo, Kobel foi muito mais eficaz que Costa, e o que Sanchez e Vinicius estão fazendo aqui também é questionável, há candidatos muito mais merecedores

  2. E por que um goleiro de ofício no gol, e não, digamos, Kane? Rice também não faria mal na defesa central

  3. Kane, Rodri, Laporte, Trossard, Cucurella, Lisandro Martínez – claro, claro, vamos para 🤷

  4. Bem, individualmente são os melhores. Mas um time assim levaria uma surra do Equador ou de Cabo Verde no primeiro tempo.

  5. Que bagunça. Dembélé precisa ser comparado com jogadores da linha de ataque, não com volantes! Um time com 5-6 atacantes? Rodri no lugar de Usman, Cucurella no lugar de Vini, Laporte no lugar de Sánchez e olá, uma seleção decente.

  6. Esquema absurdo, 7 jogadores puramente ofensivos, parece mais uma seleção simbólica das Copas do Mundo dos anos 50.

  7. É engraçado ver uma seleção onde o peso das notas dos jogos da fase de grupos é igual ao das semifinais. A França enfrentou um time que se fechou, só marcou de pênalti, enfrentou um time forte e não criou nenhuma chance em 90 minutos, mas mesmo assim tem 3 atacantes na seleção do torneio. Por causa de dobletes e hat-tricks na fase de grupos?

  8. E esse tal Índice GOL é uma bobagem completamente forçada! Não sabem como promover seu aplicativo malfeito, enfiam em todas as notícias. E o índice em si é uma besteira sintética que não reflete nada na prática. Basta lembrar que, segundo esse índice, Rabiot na partida entre Espanha e França foi um dos melhores em campo nas duas equipes.

  9. O fundo preto do campo foi uma péssima escolha 😅 A maioria dos jogadores fica invisível.

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