Futebol

Santos não puniu Neymar por sair do treino sem autorização

O Santos não puniu o atacante Neymar por insultos a companheiros e por deixar o treino sem permissão.

Lembramos que foi relatado que, após a partida da 20ª rodada do Campeonato Brasileiro contra a Chapecoense (2:2), Neymar chamou o jogador de 21 anos Gabriel Bontempo de “pedaço de merda” e discutiu em tom elevado com o jogador de 19 anos João Ananias. Neymar nega esse conflito.

Depois disso, no domingo, 26 de julho, o atacante deixou o treino sem permissão do clube e não participou das atividades programadas.

Neymar retornou integralmente aos treinos com a equipe na segunda-feira. O pai do jogador também esteve presente no treino e conversou com o presidente e a diretoria do clube.

Nesta temporada, o atacante marcou 6 gols e deu 2 assistências em 9 partidas do Campeonato Brasileiro.

Matias Pereira

João Silva é um renomado jornalista esportivo português, formado pela… More »

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11 Comentários

  1. E como eles podem puni-lo? Proibir ele de jogar CS? Eles é que estão punidos, têm o Neymar no time.

    1. Deixa ele dar uns tapas na cara dos novatos, senão o time ainda não está na zona de rebaixamento – que bagunça.

  2. O ‘menino’ tem 34 anos, e o pai ainda vai com ele nos treinos até hoje, queridinho da mamãe e do papai.

  3. Na verdade, essa é uma história bastante reveladora sobre a era das redes sociais e como o público do futebol digere tudo isso. Parece que os jovens jogadores foram chamados de lixo várias vezes. E é de se acreditar que, quando os insiders não eram tão desenvolvidos, os jornalistas nem se davam ao trabalho de investigar o que um veterano de 20 anos chamou um companheiro de equipe – era bobagem. De qualquer forma, isso nem é notícia. Mas imagine o que aconteceria agora se o Ferguson tivesse jogado uma chuteira no Beckham no vestiário? Quanto barulho haveria e que ‘cancelamento’ do pobre Alex (obviamente, nenhum sir mais) começaria? O interessante aqui é que eventos semelhantes que ocorreram na época ANTES das redes sociais ainda são percebidos pelo público de forma completamente diferente e são mais citados como uma demonstração de masculinidade e dureza do futebol dos anos 90, no bom sentido. Ou seja, se na era antes do desenvolvimento das redes sociais alguém xingou alguém, alguém brigou com alguém no time e coisas do tipo – isso ou não vazava para a imprensa, ou, se vazava, mesmo agora é visto como algo que acontece em qualquer grupo de homens. Mas, se a mesma situação acontece em um grupo após os anos 2010, quando as redes sociais surgiram – começa um ódio intenso. Tipo, isso já não é mais algo que acontece em grupos masculinos. Isso já se torna um precedente, no qual as pessoas sentem a necessidade e a possibilidade de julgar e dar seu veredito sobre quem está certo e quem está errado. E essa divisão é claramente sentida, o que é surpreendente.

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