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“Regras de Vinícius” não existirão nas competições europeias – UEFA contra FIFA – Copa do Mundo 2026

Não concordamos.

A “Regra de Vinícius” permanecerá como uma especificidade dos torneios da FIFA – nas competições europeias, o cartão vermelho por cobrir a boca não será aplicado. Confirmou a UEFA.

Entre as organizações, após a Copa do Mundo, há muitos conflitos devido às decisões excessivamente incomuns da FIFA.

Por cobrir a boca na Liga dos Campeões – no máximo amarelo

A UEFA publicou uma declaração antes do início da nova temporada no começo de julho. Nela, ficou claro: não haverá cartão vermelho por cobrir a boca na Liga dos Campeões, Liga Europa e Liga Conferência, no máximo um amarelo. Os casos em que os árbitros devem advertir os jogadores foram definidos como: se o ato de cobrir a boca for uma “tentativa de esconder a comunicação como um ato de comportamento antidesportivo”.

Ou seja, não haverá uma “regra Vinícius” específica nas competições europeias – ele será punido, no máximo, como comportamento antidesportivo.

E, como lembramos, toda essa história começou nas competições europeias. No jogo entre Real Madrid e Benfica, Gianluca Prestianni entrou em conflito com Vinícius – insultou-o com a boca coberta: segundo o brasileiro, o argentino o chamou de “macaco”. No final, a investigação da UEFA confirmou o insulto, mas como homofóbico: Gianluca disse “viado”, e não “macaco”. Ele foi suspenso por seis partidas.

Claro, a UEFA não quer tolerar seguidores de Prestianni – mas, para os europeus, apenas cobrir a boca não é suficiente para considerar alguém culpado. A declaração diz: “Isso, obviamente, não impede a realização de quaisquer investigações ou procedimentos disciplinares que possam resultar de tal comportamento ou estar relacionados a ele”.

Por causa da “regra Vinícius”, Almirón e Hincapié foram expulsos, mas não Bellingham

A “regra Vinícius” foi uma reação bastante rápida de Gianni Infantino ao incidente entre Prestianni e o brasileiro. A discussão ocorreu em fevereiro, e Infantino propôs o cartão vermelho para tais casos já em 1º de março. A argumentação do presidente foi: “Deve-se supor que, nesse caso, o jogador disse algo que não deveria, caso contrário, não precisaria cobrir a boca. Se você não tem nada a esconder, não vai esconder a boca ao falar. É simples assim”.

A IFAB (International Football Association Board) adotou a regra em abril – a Copa do Mundo foi o primeiro torneio em que ela foi implementada. E logo com duas histórias.

A primeira punição severa foi ao paraguaio Miguel Almirón – cobriu a boca em um jogo contra a Turquia (1:0). Dirigiu-se a um turco durante uma discussão, o adversário reclamou para o árbitro, que verificou no VAR – e cartão vermelho. Muito desastrado.

O segundo caso é outra história envolvendo um sul-americano. Piero Hincapié cobriu a boca ao se dirigir a Santiago Giménez na partida das oitavas de final entre Equador e México. Os mexicanos informaram ao árbitro, ele consultou o VAR e o expulsou. Ele deixou o jogo perdido (0:2) um pouco mais cedo.

Poderia ter havido um terceiro caso – o mais barulhento, envolvendo o companheiro de equipe de Vinícius, Jude Bellingham. O meio-campista cobriu a boca durante uma conversa com Jordan Ayew, mas o árbitro não o expulsou – decidiu que não houve conflito. É o árbitro quem determina a natureza da conversa.

Qual é a diferença entre esses episódios? Pierluigi Collina explicou antes da Copa do Mundo: “Os jogadores podem cobrir a boca com a mão ou a camisa se a conversa for amigável. Mas se a conversa for confrontativa, cobrir a boca sugere que algo muito errado pode estar acontecendo. Nesse caso, o castigo pode ser o cartão vermelho”.

Essencialmente, a diferença está na ausência de reclamação. Os ganeses não reclamaram de Jude: por isso ele não foi expulso. Almirón e Hincapié não tiveram a mesma sorte.

Mais divergências entre FIFA e UEFA – europeus querem seu próprio líder no lugar de Infantino

Outras diferenças nas regras entre torneios internacionais e europeus. Na UEFA, não haverá pausas obrigatórias para hidratação: apenas quando necessário devido às condições climáticas. E os europeus não expulsarão jogadores que deixarem o campo em protesto – mantiveram essa forma de discordância.

As divergências entre FIFA e UEFA não se limitam a interpretações diferentes das regras. Os europeus também reclamaram fortemente devido ao escândalo envolvendo Folarin Balogun: em um comunicado oficial, falaram de uma “decisão sem precedentes, incompreensível e injustificada”.

O Comitê Disciplinar da FIFA respondeu: “Analisar as implicações legais dos cartões vermelhos no futebol não é algo novo nos dias de hoje. Por exemplo, na maioria das ligas de elite que representam associações filiadas à UEFA, a anulação de cartões vermelhos é uma medida disciplinar comum, mas isso nunca gerou preocupações sobre ‘cruzar’ quaisquer ‘limites’. E é preciso enfatizar novamente – no caso em questão, o cartão vermelho não foi anulado. A suspensão com base nas regras é uma medida muito mais equilibrada”.

Parece um conflito. Isso é confirmado por insiders: Romain Molina escreveu que vários líderes da UEFA querem remover Infantino. Atualmente, “está em andamento a busca por uma alternativa”, porque “não pode continuar assim” – segundo o insider.

Tenso.

Maria Vicente

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Escola Superior… More »

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11 Comentários

  1. Não vejo diferença alguma, ou você é expulso neste jogo pelas regras da FIFA ou é suspenso para o próximo jogo pelas regras da UEFA. É preciso falar abertamente e não haverá problemas, melhor ainda, direto para a câmera, para que não haja dúvidas.

  2. A presunção de inocência deixou o futebol. Sugiro que também se desqualifique por pensamentos. Assim que você pensar algo ruim sobre o adversário e esconder, é cartão vermelho na hora. E não precisa provar nada.

    1. A regra é absolutamente correta. Deve-se jogar futebol, e não correr atrás do adversário com a boca coberta.

    2. Sempre houve insultos no futebol. Desde a infância, no quintal, o trash-talk fazia parte do jogo. Agora todos viraram sensíveis. Não se pode chamar o árbitro de nada, não se pode xingar o adversário, e por aí vai. Como eles escolheram a profissão se não conseguem trabalhar nela? O futebol depende dos torcedores e das emoções. Quando isso se tornar um mero espetáculo, onde não se pode expressar emoções, o público será o mesmo que nos teatros hoje em dia.

  3. Se não cobrir a boca com a mão, não haverá nada para questionar. Todas as acusações podem ser negadas, tudo se resume à palavra de um jogador contra outro. Os palhaços que supostamente leem lábios também não provarão nada, sempre se pode dizer que estava falando em outro idioma, e o que eles leram e viram não é o que parece. Mas se cobrir a boca, aí sim, começa o problema.

  4. Ou seja, podem colocar um super sensor na bola, mas não conseguem pendurar um microfone chinês de $0,50 no colarinho dos jogadores? Estão preocupados que o Vinícius teria que ser expulso em todo segundo jogo.

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