Quem tem o caminho mais difícil na Copa do Mundo de 2026? A França teve muuuuita sorte – Bundessturm

Voos longos, calor, altitude.

Após ler este texto, você talvez entenda: a França é uma favorita muito mais clara para a Copa do Mundo do que a Espanha.
Há um fator que provavelmente não é levado em conta nem por empresas de estatísticas nem por casas de apostas – as viagens aéreas. A rota dos franceses é significativamente mais conveniente do que a da maioria das outras seleções de elite.
Se a equipe de Deschamps terminar em primeiro no grupo, jogará em apenas três estádios em estados vizinhos até as semifinais – o voo mais longo será de cerca de 400 km. Isso é menos do que a distância em linha reta entre Moscou e São Petersburgo. Já os espanhóis, na terceira rodada, voarão através de dois fusos horários para o México – para um dos estádios mais altos do mundo em Guadalajara. Especialistas dizem que em altitudes elevadas, os atletas têm mais dificuldade para lidar com o esforço e a fadiga surge mais rapidamente.
Esta é uma nova edição do projeto sobre as seleções da Copa do Mundo de 2026. Assista a todos os jogos com a assinatura múltipla do Yandex Plus.
Nesta Copa do Mundo, as condições são excepcionalmente difíceis. Para todos
A principal e óbvia preocupação é o calor.

No verão passado, durante o Mundial de Clubes, pudemos ver o quanto faz calor nos EUA nessa época do ano. Ventiladores umidificadores nos treinos e pausas para hidratação não ajudaram muito.
O técnico do Borussia Dortmund, Nico Kovac, reclamou após um dos jogos que “estava suando como se tivesse saído de uma sauna”, e o jogador do Atlético de Madrid, Marcos Llorente, disse que, na partida contra o PSG, seus dedos e unhas dos pés doíam. Um estudo sobre as partidas do Mundial mostrou que, no calor, é mais difícil para os jogadores acelerar e cobrir grandes distâncias.
Dois terços das partidas da Copa do Mundo ocorrerão em condições de risco moderado de insolação – ou seja, com um índice de estresse térmico a partir de +22 graus (não é a mesma coisa que a temperatura do ar, o índice considera vento, umidade e outros fatores), afirma a organização americana National Public Radio, que analisou o clima nas cidades-sede ao longo de 20 anos. Seus colegas do Imperial College London complementam: 26 das 104 partidas podem acontecer em condições de calor extremo, 9 delas em estádios sem ar-condicionado. Na última Copa do Mundo de 1994 nos EUA, houve problemas semelhantes, mas agora a escala é mais séria – devido ao maior número de jogos.
Partidas importantes também ocorrerão no calor: a disputa pelo terceiro lugar e a final, que, aliás, está marcada não para a noite, mas para as 15:00 do horário local – e em um estádio sem cobertura. A NPR prevê +26.
Exatamente dois anos atrás, em Miami, durante uma partida da Copa América, o astro da seleção uruguaia, Ronald Araújo, teve que deixar o campo devido à desidratação. Na mesma ocasião, um assistente de arbitragem desmaiou por insolação em um jogo em Kansas City, onde atualmente estão sediadas quatro seleções: Inglaterra, Argentina, Holanda e Argélia.
No entanto, as condições são iguais para todos. Segundo a NPR, nas partidas da Espanha e da França, a temperatura média será de +26. Para os demais, um pouco menos ou mais. O maior contraste é entre os belgas, com +21, e os holandeses, com +27.
Há, porém, outra previsão: a Sky Sports afirma que a França estará entre as duas primeiras em termos de estresse térmico esperado, e a temperatura máxima nas partidas será de +27,7.
Mas o calor está longe de ser o único fator. O problema com asterisco são as viagens aéreas. Quase não se fala sobre elas – e é um erro.

Considerando que este ano há 48 seleções, a diferença em valores absolutos é ainda maior. Segundo previsões, as equipes percorrerão mais de 200 mil km no total. Sinta a diferença – em 2014, foram apenas 129 mil km. E na última Copa do Mundo no Catar, as equipes percorreram apenas 2-3 mil km, de ônibus.
Isso significa que, em média, para uma partida na fase de grupos, as equipes nesta Copa do Mundo percorrem 1.300 km – da base ao estádio e de volta. São três horas no ar, sem contar o trajeto até o aeroporto e outros atrasos. Entre os jogos, há em média 4-5 dias para descanso e preparação. Por isso, a maioria das equipes retorna à base quase imediatamente após a partida.
Connor Metcalfe, da seleção da Austrália, compartilhou: algumas horas após o jogo contra a Turquia (2:0), os australianos deixaram o estádio em Vancouver, embarcaram no avião às duas da manhã e chegaram à base em Auckland apenas às cinco da manhã.
“Dormi cerca de quatro a cinco horas. Sinceramente, estou exausto”, contou Metcalfe durante o treino diurno. “Preciso de um bom descanso amanhã, e depois volto ao trabalho”.
Ele e Aiden O’Neill são os poucos jogadores de linha que atuaram os 90 minutos completos. O último, aliás, não fez exercícios de corrida no treino devido a dores musculares. Se o cansaço geral desempenhou um papel aqui, é uma questão retórica.
E esse nem foi o voo mais assustador. Nesta Copa do Mundo, há viagens ainda mais desgastantes.

O Canadá viajou de Vancouver para Toronto para a partida da primeira rodada contra a Bósnia e Herzegovina em mais de 7 horas – sim, é um voo doméstico.
Segundo nossos cálculos, os bósnios estarão entre as três seleções que mais viajarão na fase de grupos – mais de 9.500 km no total. Os maiores azarados são os de Curaçau (10.123 km).
Já os mexicanos foram os mais sortudos – apenas 962 km em três partidas! Além disso, jogarão nas condições mais favoráveis: nos estádios Akron e Azteca, na Cidade do México e em Guadalajara. O primeiro está a 1.600 m acima do nível do mar, e o segundo, a 2.200 m. Os adversários terão que se adaptar à altitude, enquanto os mexicanos se sentem completamente à vontade. Não por acaso, foi na Copa do Mundo de 1986, em casa, que a seleção repetiu seu melhor resultado na história: chegou às quartas de final, assim como em 1970.
“Temos uma grande vantagem como país-sede, pois jogaremos no Estádio Azteca, cercados por nossos torcedores e na altitude que estamos acostumados”, disse o dirigente do futebol mexicano, Mikel Arriola. “É um cenário muito favorável.
Entre os favoritos, a França foi a mais sortuda. Até de forma suspeita
Vamos analisar com mais atenção as rotas das principais seleções: consideraremos os dez principais candidatos ao título, segundo a Opta, antes do início do torneio.
Para cada partida da fase de grupos, as equipes partem de sua base e retornam ao mesmo local – sempre é necessário voar. No total, são 6 voos até as oitavas de final.

● A Inglaterra tem uma vantagem sólida e a quarta maior distância percorrida entre todas as equipes do torneio.
A equipe de Tuchel não teve sorte no sorteio: dois jogos no nordeste – em Boston e Nova Jersey (intervalo de 400 km). E o terceiro – em Dallas (2400 km). Poderia ter escolhido uma base em um desses locais, mas então teria que voar mais de 3,5 horas para uma das partidas. Os ingleses queriam evitar a carga desigual, por isso escolheram especificamente uma base no centro dos EUA – em Kansas City, segundo a Sky Sports.
● Os espanhóis enfrentaram uma situação semelhante: dois jogos no sudeste e um – a 2300 km em Guadalajara. Ao contrário dos ingleses, permaneceram no sudeste, em Chattanooga. A carga é desigual, mas a distância é menor.
● Para alemães e portugueses, o jogo em Houston estraga tudo. A viagem de lá da base em Winston-Salem (leste) consumirá metade de toda a distância do grupo – três mil quilômetros ida e volta. Os portugueses (base em Palm Beach Gardens, sudeste) irão a essa cidade até duas vezes – 97% da distância total.
● A seleção da França teve uma sorte fenomenal. Todos os jogos no corredor nordeste, perto da base da equipe em Boston. Mil e quinhentos quilômetros – é quase seis vezes menos do que os ingleses!

Mas muito mais importante para o caminho do título são os playoffs, onde não há espaço para erros e cada dia é crucial. E os percursos dos favoritos podem variar bastante em extensão. A parte da chave em que as equipes caem depende de suas posições finais no grupo. Vamos analisar as opções apenas para o primeiro e segundo lugares. Do terceiro lugar também é possível avançar neste Mundial, mas a chave para esse caso ainda não pode ser calculada.

● Quase todos os favoritos se beneficiam ao se classificarem para as oitavas de final em primeiro lugar – não se trata apenas da força dos adversários, mas também da distância. Em média, os primeiros colocados percorrerão 862 km a menos do que os segundos.
● A Espanha é a principal exceção: o caminho a partir do segundo lugar é mais conveniente para ela. E a diferença é enorme – quase seis mil quilômetros. No entanto, há um detalhe: há mais chances de enfrentar a Argentina nas oitavas de final.
● Outro ponto importante: independentemente do resultado no grupo, Inglaterra e Portugal sofrerão bastante com as viagens, enquanto a França manterá um roteiro confortável em qualquer cenário. E se a equipe de Deschamps terminar em primeiro, terá uma vantagem significativa.
Todos os favoritos enfrentarão mudanças de fuso horário. Alguns, muito mais do que outros
Apenas contar quilômetros não é suficiente. O que mais pode afetar as seleções são as mudanças de fuso horário. Neste Mundial, há três fusos diferentes.
Atravessar fusos causa uma condição conhecida como “jet lag”. Por exemplo, se você está acostumado a dormir às 23h na sua cidade e, de repente, viaja para uma cidade mais a leste, com 3 horas a mais, nesses dias e em alguns outros, será difícil dormir às 23h no horário local: seu corpo achará que ainda são 20h. Ou seja, você estará 3 horas atrasado em relação ao ritmo local e tentará se adaptar. O resultado é falta de sono, mal-estar e sonolência.
As viagens podem ser para o leste ou para o oeste. O exemplo acima é para o leste: os relógios adiantam, e você precisa encurtar o dia. Ao viajar para o oeste, é o oposto – é preciso alongar o dia, dormindo e acordando mais tarde. Às vezes, você chega no mesmo horário em que partiu, se considerar a mudança de horário. Certamente, você concordará que a segunda opção é mais fácil. Isso se deve ao ciclo natural do nosso cérebro: em média, ele não é exatamente de 24 horas, mas de 24,2 horas. Portanto, é um pouco mais fácil para nós alongar o dia do que encurtá-lo.
Conclusão: viagens para o oeste são mais fáceis de lidar do que para o leste. E para onde os favoritos do Mundial viajarão?
Aqui está a geografia em caso de classificação em primeiro lugar:

● No caminho até a final, as seleções enfrentarão 10 a 11 voos. Aos primeiros seis na fase de grupos, somam-se mais cinco na fase eliminatória. Em casos raros, podem ser quatro: por exemplo, a Bélgica potencialmente jogará as oitavas e quartas de final no mesmo estádio em Seattle.
● Conclusão chave: Portugal, Inglaterra e Espanha estão novamente entre as mais afetadas – 7 a 8 voos com mudanças de fuso horário de um total de 11. E cada uma tem 4 voos para o leste.
● Para os espanhóis, as próprias mudanças serão mais significativas: os deslocamentos nas eliminatórias de Los Angeles para Dallas e vice-versa – com 2 horas de diferença entre as cidades – terão impacto. O intervalo entre uma rodada e outra será, em média, de 4 dias. Grande parte desse tempo para a equipe de De la Fuente pode ser gasta apenas na adaptação ao novo horário.
● A França tem sorte novamente. Está em uma zona confortável com a Noruega (base em Greensboro, sudeste) e o Brasil (Nova Jersey, nordeste) – essas seleções quase não mudam de fuso horário no torneio. Apenas um voo para o oeste e um retorno.
A situação muda se as equipes terminarem em segundo lugar?

Globalmente – não. A mesma dinâmica que nas distâncias.
Quase todos têm o roteiro complicado, especialmente a Argentina e o Brasil: 5 voos com mudanças de fuso horário em vez de 2-3. Já a Espanha e a Holanda até se beneficiam – os holandeses podem ter apenas uma travessia de fuso.
Conclusões.
Inglaterra e Portugal, de qualquer forma, têm menos sorte que todos. A França, mais. Os outros podem ajustar o impacto. O roteiro dos espanhóis fica muito mais fácil ao avançar em segundo lugar – mas apenas em termos de logística, já que a Argentina pode ser um adversário provável.
E os voos realmente afetam tanto os jogadores?
Os atletas estão acostumados a percorrer grandes distâncias desde tempos imemoriais.
Por exemplo, nos primeiros Jogos Olímpicos de 776 a.C., cidadãos de diferentes cidades-estado gregas se reuniam. E uma das primeiras competições em massa com a participação de vários países foi a Copa do Mundo de 1930 no Uruguai.
“Naquela época, chegar ao Uruguai não era fácil, e alguns atletas que viajavam de navio levavam vários dias”, conta o renomado pesquisador de esportes, doutor Michele Lo. Hoje, a logística já não é um problema tão grande, mas há outras duas questões.

“Fadiga de viagem e jet lag são sintomas frequentes e inevitáveis das viagens, que afetam negativamente o desempenho dos atletas”, diz Lo, que defendeu sua tese de doutorado sobre o tema em 2018. Aqui estão suas conclusões.
1. A fadiga de viagem ocorre em qualquer deslocamento, mesmo que breve. O ponto-chave é que a fadiga tende a se acumular e se tornar mais intensa em viagens aéreas repetidas.
Ela é composta por três fatores. Fisiológico: durante o voo, os atletas permanecem em posições restritas, o que causa dores musculares. Psicológico: medo de voar, retirada de bagagem, passaporte esquecido, necessidade de chegar com antecedência. Ou, por exemplo, as inspeções minuciosas dos jogadores nesta Copa do Mundo – eles são revistados até mesmo em voos entre os países-sede. Por fim, há o fator ambiental: consumo insuficiente de água, ar-condicionado na cabine e a pressão atmosférica no avião.
2. O jet lag surge devido à mudança de fusos horários. Geralmente, quando uma pessoa atravessa três ou mais fusos em um curto período de tempo.

Lo: “Os sintomas são fadiga, sonolência durante o dia, problemas para dormir, redução da atividade mental e física, e problemas no trato gastrointestinal (TGI)”.
O desconforto no TGI afeta significativamente o bem-estar dos atletas, segundo o chefe de preparação física do San Diego, Luke Jenkinson: “A absorção de nutrientes é comprometida, especialmente a de carboidratos”. Seu colega do Vancouver Whitecaps, John Poli, complementa: “Um grande número de lesões musculares ocorre devido a essas viagens e à falta de recuperação”.
O sono é o mais afetado. Lo pesquisou o impacto das viagens nos jogadores de quatro equipes da liga de rúgbi Super Rugby. Conclusão: em quase todos os times, o sono era reduzido em até uma hora ao viajar para o exterior. No entanto, Lo reconhece que o efeito varia muito de acordo com as características individuais dos atletas: “Isso mostra diferentes níveis de suscetibilidade à fadiga de viagens e ao jet lag”.
O jogador do Man City, Ryan Sherki, por exemplo, demorou para se recuperar do jet lag após uma viagem da França para os EUA.
“Tive a sensação de que a noite durou uma década inteira. Acordava às 6:00, 6:20, 6:30, 6:40, 7:00, 8:00, 9:00… Foi horrível”, admitiu ele três dias antes da primeira partida.

E às vezes as coisas não saem como planejado.
No dia da partida da seleção do Uruguai (base em Cancún, leste do México) contra a Arábia Saudita, descobriu-se que o voo fretado da equipe de Marcelo Bielsa não foi autorizado a entrar nos EUA. A federação uruguaia culpou a FIFA pelo atraso. O jornalista Romain Molina especifica: a federação internacional esqueceu de solicitar a permissão às autoridades. A FIFA afirma que o erro foi da companhia aérea. De qualquer forma, os uruguaios tiveram que voar em outro avião, o que atrasou sua chegada em algumas horas. Como você pode imaginar, haverá muitos voos entre o México e os EUA nesta Copa do Mundo, então a situação pode se repetir.
Na América do Norte, problemas com voos são comuns. O vencedor da MLS Cup de 2013, Benny Feilhaber, contou como ficou preso em um aeroporto nos EUA por seis horas.
“Estou cada vez mais convencido: os voos na América do Norte não são apenas um inconveniente, mas uma variável real que afeta o desempenho das equipes”, conclui Jenkinson. Ele acredita que esta Copa do Mundo mudará a percepção global sobre longas viagens no esporte.
Não se pode esquecer das tempestades de verão e furacões, que podem atrasar voos por várias horas e adicionar incerteza.
Como minimizar o impacto das viagens?
O básico é se mover o máximo possível no avião.
O técnico do Pacific FC, da liga canadense, James Merriman, que frequentemente viaja 9 mil km de ida e volta, diz: “Nós garantimos que os jogadores se levantem, se movam e se alonguem, em vez de ficarem sentados nas poltronas durante todo o voo. Não é fácil, mas é preciso lidar com isso”.
Outra regra é dedicar o dia após a viagem à recuperação. Segundo as observações de Lo, as equipes frequentemente reduzem a intensidade dos treinos para diminuir o estresse da viagem.

É fundamental ter a abordagem correta em relação às viagens dentro da equipe. Lo afirma que, se o grupo for unido, é criado um ritmo de vida único, que pode ser facilmente mantido em qualquer condição.
Merriman, do “Pacifica”, concorda: “A mentalidade é o mais importante. Se você vê os jogadores arrastando os pés ou fazendo comentários sobre a viagem e coisas do tipo, então você definitivamente sentirá as consequências: a diferença de fuso horário e todas essas coisas”.
O “San Diego” tem um plano claro para voos longos: desde a noite até o apito inicial, a equipe faz quatro refeições, nas quais tudo o que é apimentado é minimizado. Pouco antes da partida, os jogadores são alimentados com panquecas americanas – uma maneira agradável e rápida de obter os carboidratos necessários. Na manhã do dia do jogo, o “San Diego” faz uma caminhada ao ar livre para recarregar as energias.
Mas é aqui que os conselhos universais terminam. Como escreve Lo, na adaptação das equipes, sempre há uma parte de ciência e arte. Jenkinson, do “San Diego”, alerta: cada seleção na Copa do Mundo enfrentará desafios únicos, dos quais dependem as estratégias.
Vamos listar alguns cenários.
● Se uma seleção tiver que jogar por muito tempo em condições incomuns – por exemplo, África do Sul ou Coreia do Sul em altitudes elevadas como Guadalajara e Cidade do México –, é necessário se adaptar com antecedência.
Os coreanos fizeram exatamente isso. Chegaram em 18 de maio para treinar em Salt Lake City, que está a 1.300 metros acima do nível do mar. A África do Sul escolheu uma base em Pachuca, que está ainda mais alta que as cidades do torneio – 2.500 metros –, e chegou lá no final de maio.
O especialista Sam Shepard explica: “Ficar em altitude por duas a três semanas estimula a produção de mais eritrócitos pelo organismo e melhora a capacidade do sangue de transportar oxigênio”.

● Se uma equipe viaja para uma zona com um fuso horário diferente para apenas um jogo, uma chegada antecipada só vai piorar as coisas.
É melhor nem tentar se adaptar ao novo fuso horário, porque isso fará com que os jogadores não estejam em sua melhor forma para o jogo. Ainda mais considerando que depois será necessário voar de volta à base e se readaptar novamente. Especialistas recomendam chegar pouco antes do jogo e viver no ritmo da cidade-base.
Como fazer isso? “A luz é o fator mais importante entre todos os que influenciam os ritmos circadianos”, afirma Lo. Após a viagem, é necessário regular o seu “dia” subjetivo por meio da exposição à luz em momentos adequadamente escolhidos. As tecnologias modernas permitem isso.
● Às vezes, detalhes ajudam – por exemplo, colchões.
A Dinamarca avançou de fase na Copa do Mundo de 2018, após percorrer cerca de 6 mil quilômetros, em parte devido à atenção aos detalhes. Um dos jogadores-chave daquela seleção, Mathias Jørgensen, contou que a equipe levava consigo colchões especiais da marca Tempur, porque ficavam muito irritados com as camas desconfortáveis dos hotéis.
Nesta Copa do Mundo, muitas equipes terão voos fretados, que permitirão transformar as cabines dos aviões em vestiários móveis: eletroestimuladores, massagens, alongamentos e muito mais – isso já é praticado na MLS.
● Por fim, as substituições durante os jogos. Mais substituições.
Antes da Copa do Mundo, o técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, observou: “Este será um torneio incomum, com altas exigências e pouco tempo para recuperação. Tudo isso afetará principalmente a condição física dos jogadores. Faremos rotações quando julgarmos necessário”.
Assista a todos os jogos da Copa do Mundo de 2026 no Kinopoisk com a assinatura múltipla Yandex Plus. O serviço de streaming exibirá com exclusividade 35 jogos da Copa do Mundo: 24 jogos da fase de grupos e 11 jogos da fase eliminatória, incluindo uma semifinal e a disputa pelo terceiro lugar.
Publicidade 18+. LLC “KINOPOISK”. Erid: 2SDnjdKP8EE




