Noruega Senegal 3:2 – Haaland faz dois, erro de Koulibaly e classificação para as oitavas da Copa do Mundo 2026

Como se adaptaram ao Senegal.

A Noruega venceu o Senegal por 3:2 e avançou para as oitavas de final da Copa do Mundo. Os dois gols de Erling Haaland, claro, serão os mais lembrados: ele agora tem 59 gols em 52 jogos pela seleção, e em duas rodadas se tornou o maior artilheiro do país em Copas do Mundo.
Mas o jogo como um todo foi vibrante e intenso. Um confronto entre duas equipes equilibradas e taticamente preparadas.
Senegal dominou a Noruega nos primeiros trinta minutos
O Senegal é uma equipe organizada, que pressiona com habilidade, enquanto a Noruega enfrentou dificuldades para sair da defesa sob pressão intensa. Em teoria, um adversário confortável para os senegaleses. Na prática, a pressão do Senegal incomodou a Noruega por cerca de trinta minutos, até que os noruegueses se adaptaram.
A disciplina do Senegal é inquestionável: o tradicional 4-4-2, com o meio-campista Lamine Camara atuando como segundo atacante, responsável pela pressão.

Uma característica marcante é a posição de Sadio Mané.
Ele intencionalmente ficava à esquerda e mais avançado para contra-ataques rápidos.

Nos primeiros trinta minutos, a Noruega não criou muitas chances: em grande parte devido à pressão inesperada. Mas o técnico Ståle Solbakken, assim como contra o Iraque, demonstrou uma gestão de jogo de alto nível. A resposta foi simples: os noruegueses começaram a contornar a pressão com passes longos (ou avanços de Martin Ødegaard) e não hesitaram em usar os chutões do goleiro.
Alexander Sørloth lutava para manter a posse de bola no ataque, sempre com o apoio de Ødegaard e do lateral Marcus Pedersen. A Noruega mantinha a posse, enquanto o Senegal não conseguia se reorganizar.
Batalha na lateral: Sørloth contra Mané
Após lidar com a pressão, a Noruega enfrentou um novo desafio: como chegar ao gol.
O Senegal preenchia os espaços a tempo, marcando Sørloth e seus companheiros. A Noruega era forçada a recuar a bola. O jogo se concentrou no flanco de Alexander. Ele tentava se mover para o centro e passar, mas era sempre confrontado por dois ou três adversários.
O Senegal também se beneficiava disso, graças à posição avançada de Mané. O padrão era claro: a bola era lançada para Sørloth, e se ele a mantivesse, a Noruega atacava; se não, os senegaleses aproveitavam o espaço e atacavam. Quase todas as chances das duas equipes vinham de um único flanco, mas ocasionalmente os adversários tentavam esticar a defesa com passes para o outro lado.
Por exemplo, foi assim que surgiu a primeira chance de gol da Noruega: o ponta Antonio Nusa recebeu a bola e imediatamente lançou Erling Haaland, que a passou para Martin Ødegaard.
A Noruega era mais perigosa, mas o jogo, em geral, dependia do primeiro erro individual. E quem cometeu o erro foram os senegaleses.
Koulibaly – um desastre
Kalidou Koulibaly fez a diferença de forma negativa, causando o primeiro gol do nada: não conseguiu dar um passe simples e entregou a bola ao adversário perto de sua própria área. Ele se perdeu sob pressão.
Um erro terrível por si só, mas em um jogo assim – onde o custo é maior que o normal – foi uma catástrofe.

Após o primeiro gol, o Senegal se perdeu: começaram os erros na saída de bola, a pressa no ataque.
Não quero colocar toda a culpa em Koulibaly, mas seu momento de descuido parece ter custado muito caro aos senegaleses. Além disso, ele é indiretamente responsável pelo segundo e pelo terceiro gols: no segundo, fez um carrinho atrasado e desesperado, que o tirou da jogada; no terceiro, foi passivo no rebote, se desconectou do lance sem motivo.
Pressionar era difícil, mas o Senegal continha a Noruega, até que o erro de Koulibaly fez a equipe cair muito. Não foram apenas os erros dele, mas foi ele quem mais falhou.
Haaland trabalhou duro, não apenas marcou gols
Erling Haaland fez um doblete, mas não foi só isso que impressionou. A Noruega não é uma equipe que pressiona muito, mas contra o Senegal foi até o goleiro. Erling não apenas não se omitiu, mas pressionou de forma eficaz, atrapalhou as saídas de bola.
O momento mais marcante: ele pressionou Édouard Mendy, roubou a bola e chutou para o gol vazio – acertou a trave. Foi uma pena, mas Haaland se redimiu depois.

Ambos os gols são exemplos de faro de gol de elite: sentiu o momento e estava na posição certa, depois finalizou com sangue frio. Erling lutava por cada bola e trabalhava duro, embora nos primeiros trinta minutos tenha feito apenas 10 toques.
Ou seja, ele foi neutralizado no jogo, mas a concentração e a habilidade estão em um nível tão alto que ele pode punir a qualquer momento. Um monstro.
O Senegal não falhou na partida: teve um bom plano inicial, segurou os noruegueses até o erro em um momento tranquilo, e depois entrou no jogo no final, quando o adversário já estava desgastado. Foi um jogo entre duas equipes iguais e interessantes – tudo foi decidido pela habilidade individual.
Haaland não decepcionou, mas Koulibaly sim.





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