Futebol

FIFA favorece a Argentina – análise de todas as reclamações e teorias da conspiração

E teorias da conspiração.

O caminho da seleção argentina nesta Copa do Mundo é acompanhado por insinuações de que a FIFA está tentando de todas as maneiras levar a equipe de Lionel Messi à final. Isso é visível nos comentários, em algumas declarações dos adversários e em postagens irônicas nas redes sociais.

Analisamos a teoria da conspiração em seus componentes.

Gol do Egito foi anulado, gol da vitória da Argentina não

As conversas sobre a vantagem da Argentina se intensificaram após as oitavas de final contra o Egito (3:2). Na opinião dos egípcios, os árbitros interpretaram episódios idênticos de forma diferente, a favor da Argentina.

“Não quero escolher palavras bonitas e falar sobre azar”, lamentou o técnico egípcio Hossam Hassan após a partida. “Hoje fomos tratados de forma injusta, fomos vítimas de injustiça… Os erros da arbitragem foram decisivos.

Aqui estão três episódios específicos que o Egito aproveitou.

58’ – Zico marcou o segundo gol, mas foi anulado após intervenção do VAR: no início do ataque egípcio, ainda na sua própria área, Marwan Attia pisou no pé de Lisandro Martínez.

Entre a infração e o gol – 18 segundos e mais de cem metros.

91:13’ – Início de um duplo episódio com pedidos de pênalti: primeiro, Hamdy Fathy caiu na área em disputa com Alexis Mac Allister.

91:38’ – Salah caiu na área, Julián Álvarez recuperou a bola, lançou o contra-ataque imediatamente – e a Argentina marcou o gol da vitória.

Os egípcios insinuaram abertamente a parcialidade dos árbitros.

“O juiz, desde o primeiro minuto, estava determinado a nos fazer perder”, reclamou Mostafa Ziko, cujo gol foi anulado, ainda na entrevista rápida após o jogo. – Esperávamos trazer alegria ao povo egípcio, mas, no final, parabéns à Argentina pela vitória na Copa do Mundo.

Este é um torneio fraudulento, e agora eles nem precisam jogar as partidas restantes. O árbitro destruiu o sonho de uma nação inteira, e ele nos visou porque não deveríamos ter derrotado a Argentina. Que ele responda diante de Deus.

O Egito posteriormente apresentou uma queixa formal à FIFA.

Havia um pedido para excluir do torneio a equipe de arbitragem do árbitro francês François Letexier.

Mas a Federação Internacional de Futebol apoiou incondicionalmente os árbitros.

“O momento de Salah e Álvarez na área é um contato normal. Attia claramente pisou no pé de Lisandro – falta é falta”, afirmou o presidente do comitê de arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina. – Independentemente de a infração parecer “óbvia” e da reação do árbitro em campo, o VAR pode intervir… Não há limites estabelecidos nem pela distância do gol, nem pelo tempo entre o lance e o gol.

Collina destacou, no entanto, que em algumas decisões sempre haverá um elemento de subjetividade, mas, em geral, a FIFA está satisfeita com o trabalho dos árbitros na Copa do Mundo.

No Egito, essa reviravolta parece ter sido prevista.

“No futebol, há coisas que vão além do próprio jogo. Não são apenas aspectos futebolísticos. Mesmo que você esteja jogando contra o campeão mundial, ele tem apoio de todos os lados – não apenas no futebol, mas também no marketing”, lamentou Hossam Hassan após a partida. – Vou expressar o que penso, independentemente das consequências. Foi claramente um jogo combinado – o mundo inteiro viu. Quero dizer mais uma coisa: se eles querem tanto que [a Argentina] vença, por que convidam as outras equipes?

Talvez as emoções do Egito sejam causadas por um efeito cumulativo. Afinal, a Argentina tem tido sorte em todo o torneio.

Messi não foi punido no primeiro jogo contra a Argélia

Os argentinos não notaram a seleção da Argélia na primeira partida da Copa do Mundo (3:0) graças a um hat-trick de Messi. Mas Leo poderia nem ter terminado aquele jogo: ele entrou com força na panturrilha do defensor argelino Aissa Mandi aos 31 minutos, quando o placar estava 1:0.

Léo pediu desculpas ao adversário pela falta, o árbitro polonês Szymon Marciniak não mostrou nem mesmo o cartão amarelo ao argentino. O VAR não interferiu (pelo protocolo, só pode ser acionado se a falta for para vermelho). Após essa infração, Messi marcou mais duas vezes.

Essa falta seria esquecida mais rapidamente se não fosse a expulsão do atacante da seleção dos EUA, Folarin Balogun, aos 61 minutos da partida das oitavas de final contra a Bósnia e Herzegovina, quando ele atingiu o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemović.

Vamos comparar.

O árbitro brasileiro do jogo, Rafael Claus, inicialmente não mostrou nem mesmo o cartão amarelo, mas após uma sugestão dos assistentes, foi até o monitor e depois expulsou o americano.

“Se Balogun tivesse o sobrenome Messi, ele teria ficado em campo”, comentou no ar da Fox Sports o ex-jogador da seleção dos EUA, Alexi Lalas.

“Se o cartão vermelho foi dado aqui, por que não foi mostrado para o Leo Messi?” – questionou o ex-meio-campista da seleção dos EUA, Jermaine Jones.

“Para Messi, uma regra; para os outros, outra? Balogun pisou no tendão de Muharemovic, e Messi teve um episódio semelhante na primeira rodada”, acusou os árbitros de inconsistência o jornalista do The Telegraph, James Ducker. – “Mas Balogun estava focado na bola, o contato foi uma consequência acidental da colisão. O cartão vermelho foi muito severo. Zero consistência na arbitragem e na aplicação do VAR”.

“A mesma falta. Um (Balogun) recebe cartão vermelho. O outro não recebe nenhuma punição. É ótimo ser Lionel Messi”, declarou o jornalista britânico Piers Morgan.

As palavras teriam ficado apenas no ar, se não fosse a posterior “suspensão” da desqualificação de Balogun. Segundo a BBC, foi exatamente o momento com Messi no jogo contra os argelinos que os advogados americanos citaram ao contestar a suspensão do atacante da seleção dos EUA.

O segundo episódio controverso no jogo da Argentina contra a Argélia foi o golpe de cotovelo do meio-campista argentino Alexis Mac Allister no rosto de Ibrahim Maza aos 74 minutos. O árbitro não marcou a infração.

A Federação Argelina de Futebol reclamou da arbitragem na FIFA, mas não houve nenhuma reação pública, e Marciniak posteriormente apitou o jogo Egito – Irã (1:1). Vale notar que, em caso de expulsão, Messi teria perdido automaticamente o próximo jogo contra a Áustria, no qual se destacou com dois gols.

Essas decisões também podem ser consideradas subjetivas, cada equipe tem sua própria lógica. Mas os defensores da teoria da conspiração têm argumentos mais sólidos – os números.

Árbitros raramente dão cartões amarelos para os argentinos, mas pênaltis a favor deles são os mais frequentes

Entre os quartifinalistas da Copa do Mundo de 2026, os que mais cometeram faltas foram os suíços (69 vezes), os marroquinos (61) e os belgas (60). A Argentina fica apenas em quarto lugar com 59 infrações. No entanto, estatísticas avançadas mostram que os árbitros foram bastante lenientes com as faltas dos argentinos – apenas três cartões amarelos em todo o torneio.

Apenas três equipes tiveram uma média de faltas por cartão: República Tcheca (37,0), Noruega (24,0) e Tunísia (27,0). Dessas, apenas os noruegueses avançaram para as oitavas de final.

Antes das quartas de final, dezessete jogadores de diferentes seleções estavam a um cartão amarelo de serem suspensos para a semifinal, entre eles apenas um argentino: o defensor Gonzalo Montiel. Em comparação: os ingleses tinham cinco jogadores pendurados: Marc Guéhi, Nico O’Reilly, Jude Bellingham, Declan Rice e Jordan Henderson.

O segundo fato estatístico na teoria conspiratória é que os argentinos são os que mais recebem pênaltis a seu favor. E isso pelo segundo Mundial consecutivo.

No Catar-2022, a seleção quebrou um recorde histórico – cinco pênaltis marcados, e agora já são três (embora Messi tenha perdido dois deles). Brasileiros, franceses, suíços e ingleses tiveram dois a favor cada.

São fatos interessantes, mas muito indiretos – não podem confirmar com certeza que a Argentina tem uma vantagem administrativa. Ainda mais porque quase não há questionamentos sobre os pênaltis marcados.

Mas alguns veem mais do que apenas ajuda da arbitragem.

Chave favorável no torneio

No mata-mata, os argentinos enfrentaram as seleções de Cabo Verde (64ª no ranking da FIFA) e Egito (24ª), e agora encaram a Suíça (14ª).

Aqui os críticos também consideraram uma conspiração – pelo menos até as semifinais, nenhuma seleção do top-10 mundial.

Assim, os espanhóis passaram pelos portugueses (sétimos) nas oitavas, e pela frente estão os belgas (nonos). A seleção da Inglaterra, na fase anterior, derrotou os mexicanos em casa (10º) no “Asteca”. A França já eliminou o Marrocos (sexto lugar) nas quartas de final.

Sim, o caminho da Argentina tem sido muito mais fácil até agora do que o dos outros, mas todos estavam em condições iguais.

Ainda em dezembro, a FIFA fez uma alteração nas regras do sorteio: França, Argentina, Espanha e Inglaterra (top-4 do ranking mundial) foram distribuídas em diferentes quartas da chave, para evitar que se enfrentassem antes das semifinais (se vencessem seus grupos, o que aconteceu). O objetivo é claro e lógico – evitar um desequilíbrio, onde os fortes sejam eliminados antes dos mais fracos devido a uma chave complicada.

O caminho da Argentina poderia ter sido o da França, Espanha ou Inglaterra, simplesmente os sul-americanos tiveram sorte. Portanto, esse argumento só funciona para quem acredita na predeterminação do sorteio da Copa do Mundo. E não queremos acreditar nisso.

Árbitros argentinos em jogos de concorrentes

Para o quartas de final entre França e Marrocos, foi designada uma equipe de arbitragem argentina liderada por Facundo Tello.

Parece não haver nada de estranho.

Mas este é o primeiro caso na Copa do Mundo de 2026 em que toda a equipe em campo representa um único país: o árbitro principal (Tello), os dois assistentes (Gabriel Chade, Juan Pablo Belatti), o quarto árbitro (Dario Herrera) e o reserva (Cristian Navarro) – todos do mesmo país. O VAR principal também é argentino – Hernán Mastrolillo. Apenas seus assistentes representavam outros países: Leodán González – Uruguai, e Tatiana Guzmán – Nicarágua.

Se um trio de árbitros (principal e assistentes) de um mesmo país é algo comum, ter toda a equipe de arbitragem de um único país é uma raridade. O mesmo Facundo Tello trabalhou em partidas anteriores da Copa do Mundo de 2026 com quartos árbitros e reservas da Arábia Saudita (Canadá – Bósnia e Herzegovina) e Colômbia (África do Sul – Coreia do Sul).

No entanto, o técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, se recusou a acreditar em qualquer conspiração.

“Sempre há decisões que podem gerar controvérsias. Tudo depende de que lado você está”, explicou Deschamps em uma coletiva de imprensa antes do jogo. – Considero o Marrocos como um adversário. Não vou considerar o árbitro como um adversário, muito pelo contrário. Ele está aqui para aplicar as regras do futebol da maneira mais justa possível”.

Aliás, foi justamente o árbitro francês François Letexier que foi acusado de favorecer a Argentina na partida contra o Egito. Assim, árbitros da Argentina e da França apitaram jogos de potenciais adversários de suas respectivas seleções nas oitavas de final.

“Eu tento confiar nos árbitros. Espero que o senhor Tello e seus assistentes sejam tão bons quanto o senhor Letexier”, brincou Deschamps.

No final, os franceses derrotaram os marroquinos (2:0) sem escândalo: Tello marcou um pênalti a favor da seleção europeia e, o mais importante, não mostrou nenhum cartão amarelo, mesmo com Kouadio Koné, Bradley Barcola e Michael Olise correndo o risco de ficar de fora da semifinal. Agora, seus cartões serão zerados. Diante disso, é difícil acusar os árbitros argentinos de parcialidade. Mas há detalhes que podem ser questionados: antes do pênalti, o VAR demorou muito para revisar (mais de três minutos) e estava analisando algo quando Mbappé já estava pronto para cobrar, o que pode ter afetado a confiança do atacante. Após o erro, ele claramente reclamou com os árbitros.

Não há violações formais na designação de árbitros argentinos para jogos da França (e vice-versa): eles não podem apitar apenas jogos de suas próprias seleções.

Infantino é considerado torcedor da Argentina

Após a vitória da Argentina sobre Cabo Verde nas oitavas de final (3:2), um comentário do presidente da FIFA, Gianni Infantino, a um canal de TV argentino se espalhou, no qual alguns veículos de mídia viram sinais de simpatia pelos sul-americanos.

Por exemplo, o canal do Telegram “Primeiro Esporte” transmitiu a citação da seguinte forma: “Abraço toda a Argentina! Parabéns! Porque hoje meu coração [está aqui, com a Argentina]. Mas, claro, todos nós somos torcedores neutros, que hoje estavam com as duas equipes”.

No entanto, descobriu-se que as palavras foram tiradas de contexto. Eis o que Infantino realmente disse: “Obrigado, abraço fortemente toda a Argentina e parabéns, porque hoje à noite passei por verdadeiros sofrimentos, incluindo os torcedores neutros que estão do nosso lado”.

Ou seja, a frase “meu coração está com a Argentina” foi inventada.

Nas redes sociais, vídeos cortados com a legenda “Infantino admitiu que torce pela Argentina” se espalharam rapidamente. Parte da mídia criou manchetes semelhantes sem verificar o registro completo.

Para cada argumento dos defensores da teoria da conspiração, é possível encontrar um contra-argumento razoável, mas, em conjunto, essas queixas criam um cenário negativo. A Argentina realmente tem tido um pouco mais de sorte do que os outros.

Ou não é apenas sorte?

Yara Brito

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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13 Comentários

    1. Alguém marca de pênalti na Copa, fã do Messi:
      – “Pff, só sabe fazer gol de pênalti”.
      Messi marca 5 pênaltis na Copa, fã do Messi:
      – “E daí? Pênalti também precisa ser convertido, e é a Copa do Mundo, são pênaltis merecidos, ele não vai desperdiçar só para agradar vocês?”
      Antes de França x Marrocos, fã do Messi: “Bem, os marroquinos podem eliminar os franceses, é uma seleção muito forte, eu não apostaria tanto na França, eles não são os favoritos”.
      Depois de França 2×0 Marrocos, fã do Messi: “A França teve o caminho mais fácil do torneio, Suécia, Paraguai, Marrocos — são adversários fracos, ainda não enfrentaram um teste de verdade. O Messi teve um grupo mais difícil com Cabo Verde, Egito, Suíça, eles são muito mais fortes!!!1”
      E isso é só o que me lembrei nas últimas semanas, mas tem muito mais absurdo desse tipo no site, uma loucura atrás da outra. Ah, e o jogo contra o Egito foi o maior jogo da história das Copas, hahahahaha 😀

  1. A FIFA sempre favoreceu os anfitriões e os grandes times. Bem, “favorecer” não é exatamente a palavra certa. É mais como dar uma leve ajuda. No caso dos anfitriões, isso é óbvio, e há milhões de exemplos, claro. Já para os grandes times, a ajuda é sutil, para garantir jogos mais prestigiosos nas fases finais do torneio, que são mais fáceis de vender e geram mais atenção. Sempre foi assim, basta lembrar do pênalti duvidoso a favor da Inglaterra contra Camarões em 90, ou dos pênaltis controversos para a Itália, como contra a Nigéria em 1994 ou a Austrália em 2006. Afinal, a Itália vende mais que a Nigéria, é assim que funciona.
    Ontem, o árbitro argentino também não viu a mão de Rabiot no lance do gol francês — não iam estragar um gol tão bonito do Mbappé, né? Mas tenho certeza de que, se fosse a favor do Marrocos, a mão seria marcada.
    Nesse sentido, sim, a Argentina também recebe uma ajudinha. Mas é importante notar que, exceto por casos realmente escandalosos, como a Coreia em 2002, ninguém está sendo prejudicado de forma irreparável. E o Egito só pode culpar a si mesmo por não segurar o 2:0, achando que já eram campeões do mundo e dando espaço para o Messi, como a Rússia fez contra o País de Gales em 2016.

    1. Obrigado pela opinião equilibrada. Mas ainda assim, gostaria que, se houvesse favorecimento, fosse para os times mais fracos. Senão, é sempre os ricos ficando mais ricos e os pobres mais pobres. Os cartões amarelos, por exemplo, eram dados mais facilmente para os times fracos, mesmo quando não jogavam de forma tão agressiva.

    2. “Ontem, o árbitro argentino também não viu a mão de Rabiot no lance do gol francês — não iam estragar um gol tão bonito do Mbappé, né? Mas tenho certeza de que, se fosse a favor do Marrocos, a mão seria marcada.”
      Se seguirmos a teoria da conspiração, o árbitro argentino deveria ter inventado a mão do Rabiot, mesmo que ela não existisse. Afinal, o Marrocos como potencial finalista seria muito mais conveniente para a Argentina do que a França.

  2. O caminho da Argentina poderia ter sido o da França, Espanha ou Inglaterra, mas os sul-americanos deram sorte. (c)
    Em voz alta.

    1. Se não fossem as surpresas, os adversários da Argentina seriam Uruguai, Turquia e Portugal. Definitivamente mais difícil que o caminho da França agora.

    2. Exatamente. Quem diria que o grande Cristiano ia se dar mal contra o Congo e não entraria no grupo da Argentina? No fim, foram os espanhóis que o eliminaram, não o Messi.
      Agora ri alto do Cristiano vendido, que facilitou a vida do Messi.

  3. E o que dizer do tapa do Molina no rosto do adversário? Por que será que, se fosse o Messi levando um tapa, o árbitro não ficaria calado?
    E a suspensão de dois jogos do KWANSA? Será que teria essa decisão se o potencial semifinalista da Inglaterra não fosse contra os argentinos?
    São muitas coincidências suspeitas para serem apenas coincidências.

    1. O Messi também levou um tapa no rosto nesse jogo e não recebeu cartão, então não cola.

    2. De novo:
      Cada reclamação isolada talvez possa ser refutada.
      Mas o problema é que são muitas para um só time, não acham?
      P.S.: Lembrei de quando um jogador de Cabo Verde foi derrubado na cara do gol no último minuto, aos 96, e o árbitro ignorou.

  4. A FIFA não está favorecendo a Argentina, eles estão favorecendo o seu garoto de ouro. A Argentina só está no pacote.

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