Binotto fala sobre imperfeições do ADUO e pede revisão das regras
O chefe do projeto da Audi na Fórmula 1, Mattia Binotto, refletiu sobre a avaliação dos motores de combustão interna sob as regras ADUO, que devem permitir que os fabricantes de motores em desvantagem aprimorem seus conjuntos.
A Red Bull-Ford foi considerada a melhor em termos de motor de combustão interna, enquanto todos os outros fabricantes, incluindo a Mercedes, receberam a chance de se desenvolver.
“Não tenho questionamentos sobre o trabalho da FIA, quando se trata de resultados. A Federação possui todas as ferramentas e dados necessários para realizar a avaliação, apesar das restrições que são inevitáveis em qualquer sistema.
No entanto, na minha opinião, é importante lembrar do objetivo original do ADUO. Durante as discussões, a ideia era criar uma espécie de seguro. Se um fabricante estivesse muito atrás no início de um ciclo, com regulamentos praticamente congelados e pouco espaço para desenvolvimento, correria o risco de permanecer em desvantagem por cinco anos.
Por isso, surgiu o conceito de convergência do pelotão: os que estão atrás devem ter mais oportunidades para alcançar os demais. No final, é o mesmo princípio que já existe quando falamos de chassi e aerodinâmica: os que estão atrás têm mais horas no túnel de vento.
Na minha visão, a limitação está no fato de que medem exclusivamente os indicadores na pista. Se um carro, em geral, tem uma vantagem, a equipe pode optar por não utilizar todo o potencial da unidade de potência. É possível, por exemplo, que o motor da Mercedes tenha um potencial maior, mas a equipe não precise extrair tudo dele, já que possui uma vantagem graças ao carro. Se for o caso, a equipe ganha uma chance extra de desenvolvimento.
Por isso, acredito que é necessário repensar as regras nesse aspecto. O ADUO não foi criado para isso, o objetivo era ajudar quem realmente está atrás, e não criar situações em que o verdadeiro potencial da unidade de potência seja difícil de avaliar”, declarou Binotto.




