Djokovic explica por que continua jogando tênis aos 39 anos
Novak Djokovic, de 39 anos, explicou por que continua jogando tênis.
– Nesta fase da carreira, as vitórias e os títulos ainda são o mais importante para você? Ou você pode se contentar com um torneio assim, sabendo que ainda é capaz de jogar em alto nível e chegar às semifinais de Grand Slams?
– Sabe, no ano passado, cheguei a quatro semifinais. Este ano, em três Grand Slams, joguei uma final e uma semifinal. Acho que para 99% dos jogadores, isso seria um resultado muito bom. Para mim, é bom, mas não suficiente.
Sou ao mesmo tempo sortudo e azarado – estou acostumado com resultados e conquistas do mais alto nível. E sim, é uma boa pergunta, porque, de certa forma, estou lutando comigo mesmo. Digo a mim mesmo: “Olha, é incrível que você ainda consiga jogar em um nível tão alto e, como as pessoas ao meu redor dizem, fazer os jovens jogadores se esforçarem ao máximo por títulos em Grand Slams”. Isso é verdade.
Mas, ao mesmo tempo, sempre exijo o máximo de mim mesmo. É uma luta interna: de um lado, tudo o que passei em 20 anos de carreira, e do outro, a tentativa de equilibrar um pouco isso e ser mais tranquilo.
Claro, ainda gosto da emoção da competição. Talvez eu não goste mais tanto das semanas difíceis de preparação para os grandes torneios, quando tenho que passar por muita dor física repetidamente.
Fico feliz que, neste torneio, meu corpo tenha aguentado bem a carga. Mas, em praticamente todos os outros torneios nos últimos dois anos, sempre surgiram problemas.
Sinto que ainda posso jogar no nível do top-5, competir com os melhores. E gosto disso. Gosto dessa vida. Mas, ao mesmo tempo, sempre surge a pergunta: até onde você quer ir, quanto mais quer jogar, como exatamente quer jogar e assim por diante.
Estou passando por esse processo, mas tento não me antecipar e me guiar pelas minhas sensações. Não sinto pressão, ninguém me obriga a jogar. Faço isso porque quero e ainda posso jogar no nível do top-10, top-5”, disse Djokovic em coletiva de imprensa.





Ele está certo
No dia em que você encerra a carreira, não há volta.
Nenhum tenista na história se aposentou como top-10. Acho que Novak também não se aposentará como top-10, mas não por causa do nível do seu tênis, e sim porque joga pouco.
Djokovic com quase 40 anos chega às semifinais de Grand Slams, e Rublev nunca conseguiu chegar nem a uma semifinal na carreira
do que estamos falando
É até engraçado. Enquanto Murray/Wawrinka jogavam (jogam) até o fim, ganhando no máximo 2 partidas por torneio, aqui temos um cara de 39(!!!) anos que chega consistentemente às semifinais de Grand Slams. Se ele não tem algum hobby ou interesse em negócios, por que parar? O cara adora jogar tênis, ganha bem, e seus filhos ficam felizes quando ele vira um jogo difícil no caminho para a semifinal. Não importa se você é fã de Nadal/Federer, isso é uma parte única da história. Ele ainda é competitivo em qualquer superfície aos 39 anos. Bravo!