Futebol

Virada da Argentina contra o Egito – a fórmula da salvação em 13 minutos

Simplificaram o jogo na hora certa.

Vamos analisar obrigatoriamente a partida eletrizante entre Argentina e Egito em formato de breakdown. Aqui, de forma concisa, as razões por trás do incrível retorno.

1. Em 75 minutos, a Argentina não conseguiu marcar de forma tradicional, com combinações pelo centro. O que os salvou foram os cruzamentos. Isso fica muito claro nas estatísticas de bolas alçadas. Após a pausa para hidratação no segundo tempo, foram 13 cruzamentos – metade do total da partida (26).

Todos os três gols vieram após cruzamentos. O último, em um contra-ataque rápido. Ele difere significativamente dos dois primeiros. Mas a virada aconteceu justamente graças à transição para um estilo de jogo mais simplificado.

2. A Argentina apostou fortemente nos cruzamentos e, importante, combinou isso com a presença de Cristian Romero na área como um atacante constante.

O defensor do Tottenham participou de dois gols que recolocaram a Argentina no jogo. No primeiro caso, Romero permaneceu na área após um escanteio. No segundo gol, acompanhou os atacantes em uma jogada prolongada.

3. Outras reorganizações para o cruzamento final: Nico González como lateral-esquerdo – um ponta de origem, além de um par de atacantes além de Messi: Lautaro Martínez e Julián Álvarez simultaneamente.

Nada sutil ou genial. Mas saturaram o ataque simplificado com um grande número de jogadores. Uma jogada lógica, já que Lionel Scaloni teve que recorrer a essa opção.

4. Outro que fazia arrancadas regulares até a área – Enzo Fernández. Ele marcou o gol da vitória após uma incrível arrancada no contra-ataque, mas ajudou em outras situações. Por exemplo, desviou a atenção no primeiro gol.

5. O fator de finalização é extremamente importante. Quando um time precisa marcar três gols em um período tão curto, surge inevitavelmente uma dependência da precisão, da qualidade dos chutes e até mesmo da sorte.

Todos os três últimos ataques da Argentina com chutes resultaram em gols. Ou seja, nessa fase, literalmente todo ataque com chute terminava em gol. As chances foram boas. Mas era preciso marcar todas – e deu certo. Já no período anterior, a finalização, ao contrário, estava anormalmente baixa.

Fórmula da virada: cruzamentos + Romero na área + substituições para saturação numérica na área + arrancadas inteligentes de Enzo + finalização.

Nada genial, mas tudo foi executado de forma sequencial – e funcionou.

E sim, a Argentina definitivamente merece críticas por ter se colocado em uma situação tão complicada contra o Egito após 75 minutos. Muitas coisas não deram certo especificamente para Messi, de quem o time depende radicalmente – falaremos disso em uma análise detalhada. Mas a maior virada em si nasceu exatamente assim.

Ângelo Almeida

João Pedro Silva é um renomado jornalista esportivo português, formado… More »

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13 Comentários

  1. Em geral, em termos de qualidade, o jogo foi um horror estático de doer os olhos em um campo pesado.
    Mas a emoção estava no mais alto nível, claro.
    Se eu descobrisse que as Copas do Mundo são manipuladas por um roteiro, eu pararia de assistir futebol, mas antes faria uma reverência aos roteiristas.

    1. O jogo foi extremamente truncado, além das pausas ridículas para hidratação, que quebraram todo o ritmo

  2. O desempenho dos atacantes da Argentina nesta Copa tem sido péssimo, o Álvarez caminha em metade do jogo, não pressiona, não consegue dar um passe preciso de um metro, praticamente perde gols feitos, e o Lautaro é igual. Se não se recuperarem no próximo jogo, a Argentina provavelmente será eliminada pela Colômbia/Suíça

    1. Enzo, Mac Allister, não estão melhores, e embora hoje o Lautaro tenha dado um passe, o Álvarez também, e o Enzo marcado, todos jogaram muito mal

    2. O meio-campo também está falhando, houve tantos momentos em que o Messi quis jogar em velocidade com tabelas, mas os meias ou perdiam a bola ou passavam errado

    1. Assim que o Leo amadureceu e se tornou um líder, a Argentina imediatamente se transformou em um time de homens, tanto no último campeonato quanto neste. Havia solistas, ótimos jogadores, estrelas, mas a Argentina só vence quando tem um alfa no comando. Em 1978 foi o Passarella, em 1986 o Diego, e em 2022 e 2026 é o Leo. Não sei por que a mentalidade dos jogadores funciona assim, mas é assim.

  3. 3.04 — 0,98 no xG
    19 — 5 em finalizações
    7 — 2 em finalizações no alvo
    63% — 37% na posse de bola
    Pênalti perdido pela Argentina
    Os gênios nos comentários dizem que ‘O Egito venceu com mérito, a Argentina teve sorte’.
    Vitória completamente merecida da Argentina contra um adversário forte e bem organizado.
    Respeito ao Egito, e especialmente ao seu goleiro, por este campeonato.

    1. Isso está sendo escrito por alguém com 14.500 comentários em 8 anos e uma reputação inflada, enquanto eu tenho 1.700 em 17 anos? Sério? 😃 Eu escrevo em um ano menos do que você em uma semana, não se envergonhe 😉

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