Scott Goodwin – o financista que ajudou a seleção dos EUA com Balogun e o salário de Pochettino

Uma figura importante na operação especial da Casa Branca para congelar a desqualificação do atacante dos EUA, Folarin Balogun, é Scott Goodwin, gestor do fundo de hedge Diameter Capital, com ativos de 40 bilhões de dólares. Seu papel é encontrar manchas na biografia do árbitro brasileiro Rafael Claus, que mostrou o cartão no jogo contra a Bósnia e Herzegovina (2:0).
E essas manchas foram rapidamente encontradas. Goodwin informou à administração do presidente dos EUA, Donald Trump, que o árbitro estava envolvido em manipulação de resultados no Brasil: supostamente, ele distribuía cartões vermelhos injustificados para fins pessoais. Em resumo, o parlamento brasileiro realmente iniciou uma investigação de alto perfil sobre manipulação de resultados em 2024 devido ao rápido crescimento das apostas online, mas Claus foi tratado como testemunha e especialista, embora alguns meios de comunicação tenham escrito sobre seu envolvimento em combinações de resultados.
Isso não incomodou Goodwin, e seus argumentos foram posteriormente usados no recurso apresentado à FIFA. É pouco provável que tenham influenciado muito a decisão, mas a inclusão do poderoso financista não foi por acaso.
Para a vida da seleção, ele é muito importante há muito tempo.

Conversa entre quatro pessoas que marcou o início de uma nova era para a seleção dos EUA
Em 2024, a seleção dos EUA fracassou estrondosamente na Copa América: foi eliminada na fase de grupos após uma derrota para o Panamá (1:2) e demitiu o técnico Gregg Berhalter. Goodwin discutiu esse fracasso em um chat com o analista de TV Kyle Martino (ex-jogador da seleção dos EUA), o executivo da MLS Alecko Eskandarian (que jogou pela seleção dos EUA e pelo Los Angeles Galaxy com Beckham) e Sean Finney (ex-trader de um dos maiores bancos de investimento do mundo, Goldman Sachs, e ex-jogador da equipe da Universidade da Virgínia). Entre outros assuntos, eles comentaram as notícias sobre possíveis candidatos, incluindo até mesmo Jürgen Klopp.
Goodwin escreveu: “Vamos trazer um desses caras”.
Responderam a ele que seria muito caro.
“Eu pago”, escreveu Goodwin.
Conhecendo seu forte interesse pelo esporte, os amigos entenderam que não era brincadeira. Goodwin nasceu em 1979 na França, então ele se referia ao futebol como o esporte clássico, e não o americano. Após se mudar com os pais para Nova York, Scott, ainda criança, frequentemente jogava bola no bairro, embora no final dos anos 80, nos pátios americanos, outros jogos fossem mais populares.
Goodwin se interessava por esportes coletivos em geral e por tudo relacionado a eles, especialmente estatísticas. Por exemplo, aos dez anos, ele se envolveu com fantasy baseball: estudava dados em um aplicativo do USA Today, preenchia um formulário especial com os jogadores comprados e, em seguida, contava manualmente os pontos, competindo com conhecidos.
Geralmente, no fantasy, vencem aqueles que melhor entendem quando um jogador está subvalorizado ou supervalorizado. Essa habilidade logo ajudou Goodwin a construir uma grande carreira no setor financeiro.
Como exatamente Goodwin ganhava dinheiro? Um exemplo no Twitter

Em 2002, ele se formou na Universidade Duke, na Carolina do Norte, e conseguiu um emprego no Citigroup. Sua tarefa lá era identificar erros de avaliação do mercado: comprar dívidas de empresas por menos do que seu valor real ou sair rapidamente de um negócio se a situação piorasse.
O esquema funcionava assim: uma empresa pegava um empréstimo de 100 milhões de dólares, mas em algum momento enfrentava problemas – o mercado temia que ela não conseguisse cumprir suas obrigações e avaliava a dívida de 100 milhões em 60 milhões. Goodwin considerava isso pânico e comprava a dívida por 60 milhões. Alguns anos depois, a empresa se recuperava e pagava os 100 milhões, mais os juros. O fundo de Goodwin, que agia rapidamente, saía no lucro.
Aqui está um caso específico citado pelo próprio Goodwin.
Quando Elon Musk comprou o Twitter por 44 bilhões de dólares em 2022, 13 bilhões foram fornecidos por bancos, que planejavam vender essa dívida posteriormente a fundos como o Diameter, onde Goodwin já trabalhava na época.
Logo após a conclusão do negócio, o novo ativo de Musk se tornou tóxico: o Twitter foi criticado por censura, e anunciantes se afastaram publicamente. O mercado temia que o X (novo nome do Twitter) não conseguisse pagar integralmente o empréstimo de 13 bilhões.
Foi então que Goodwin entrou em cena. Em um podcast do Goldman Sachs, ele contou que viu oportunidades no negócio da rede social antes dos outros. Coletou dados, avaliou a volta dos anunciantes, viu potencial no desenvolvimento da rede neural da empresa xAI e, portanto, avaliou positivamente o futuro do X – e, com o dinheiro do Diameter, comprou parte da dívida dos bancos com uma rentabilidade esperada de 13-14%.
As contas do fundo de Goodwin frequentemente aumentavam após tais negócios, e foi por isso que seu “eu pagarei” soava tão confiante.
Para atender às demandas de Pochettino, Goodwin chamou um amigo

Alguns dias após aquela mensagem no chat, Goodwin teve uma chamada no Zoom com a diretora de desenvolvimento e captação de recursos da seleção dos EUA, Leah Burton. O plano impressionou, e logo Goodwin estava tomando café da manhã no restaurante italiano Locanda Verde, em Manhattan, com o diretor executivo da Federação de Futebol dos EUA, Jay T. Bateson.
Durante a conversa de duas horas, Goodwin disse que estava disposto a investir no futuro da seleção para dar um salto qualitativo no desenvolvimento do futebol nos EUA. Ele transmitia confiança e falava sobre seu desejo de envolver milhões de crianças no esporte.
“No final do café da manhã, Scott já estava dizendo: ‘Estou dentro e trarei outras pessoas’, lembrou Bateson.
No entanto, Goodwin tinha condições em troca: a Federação de Futebol precisava contratar um técnico de peso. Apenas três nomes se encaixavam: Jürgen Klopp, Pep Guardiola e Mauricio Pochettino. O último era considerado o candidato mais viável.
Quando a Federação de Futebol dos EUA iniciou as negociações com Pochettino, voltaram-se a Goodwin com a pergunta se ele poderia cobrir metade do acordo (a outra parte seria assumida por patrocinadores). O financista ficou surpreso com o valor (segundo a Politico, considerando possíveis multas rescisórias, o contrato de dois anos do técnico custaria 20 milhões de dólares), mas imediatamente encontrou uma solução – ligou para o diretor executivo do fundo Citadel, Ken Griffin. Lembrou-se de que, em um café da manhã na Flórida, eles haviam discutido por horas sobre o futebol: desde a formação de crianças até os passes de Lionel Messi no Inter Miami.
Desta vez, a conversa foi breve e terminou com a frase de Griffin: “Estou dentro”.
Aqui, é natural questionar: qual a motivação de dois ricos em investir seu dinheiro na seleção? Certamente não há interesse comercial direto. Em um podcast do Goldman Sachs, Goodwin falou mais sobre um projeto social: via a Copa do Mundo de 2026 como uma janela de oportunidades que precisava ser aproveitada para deixar um legado. Além disso, qualquer milionário ou bilionário provavelmente espera que tais ações sejam reconhecidas na Casa Branca.
No entanto, Goodwin não se via apenas como um financiador. Ele desejava uma participação ativa no projeto e um relacionamento pessoal com o novo técnico.
As lágrimas de Pochettino após o filme “Milagre”

De alguma forma, Goodwin retornava a Palm Beach em um jato particular após um amistoso da seleção dos EUA contra o Uruguai em novembro de 2025 (5:1) e assistia à coletiva de imprensa de Pochettino.
“É um ótimo resultado, mas e os jogadores titulares? O que você fará quando eles voltarem?” – perguntaram ao técnico, que respondeu com visível irritação. Por que, após um ótimo jogo, ele era obrigado a falar sobre aqueles que não estavam em campo?
“Ele teve dificuldade em entender a cultura esportiva americana – é uma cultura de entretenimento, enquanto a cultura do futebol no resto do mundo é uma religião”, explicava Goodwin.
Quando ele e Pochettino discutiam essas diferenças, Goodwin sugeriu ao técnico que assistisse ao filme “Milagre” – sobre a seleção de hóquei dos EUA na Olimpíada de 1980: “Esse filme vai mostrar a você como uma nação se une em torno de sua seleção. Nos EUA, há essa característica: a capacidade de se envolver e se inspirar com a equipe nacional”.
A trama do filme gira em torno da história do técnico Herb Brooks, interpretado por Kurt Russell, e do confronto dos EUA com a seleção da URSS. A equipe soviética é apresentada como a hegemônica do hóquei olímpico, enquanto os americanos têm jogadores sem estrelismo, mas jovens e muito trabalhadores.
Pochettino colocou o filme para rodar durante um voo transatlântico e pausou na 40ª minuto para anotar um diálogo que ouviu.
O assistente do técnico pergunta: “Ei, Herb, alguns dos melhores jogadores não estão na lista”. E ouve em resposta: “Não estamos procurando os melhores jogadores, Craig. Estamos procurando os jogadores certos”.

Após revisar o momento, Pochettino escreveu a Goodwin: “Estou chorando”.
Talvez Pochettino sonhasse em estar no centro de uma história tão encantadora na Copa do Mundo de 2026, mas acabou recebendo outro papel: o de técnico de uma equipe com um recurso político incrível. Uma equipe pela qual a FIFA, pela primeira vez na história, anula um cartão vermelho mostrado em uma Copa do Mundo.
Talvez tanto Goodwin quanto Pochettino deixem algum legado no futebol local. Mas, se um diretor neutro algum dia fizer um filme sobre o sucesso da seleção dos EUA, sabemos qual será a reviravolta crucial da trama. E é pouco provável que, nesse momento, você queira derramar uma lágrima.



Eu pensava que só aqui tinha essa palhaçada de decisões vindas de cima a favor de um time específico.
Esses caras de terno te convenceram de que tudo de ruim está em casa, e tudo de bom está com eles.
Eu pensei que você pensava assim por falta de visão. É sobre isso que vale a pena refletir.
Comentário removido pelo moderador
Olá, em breve a posição de presidente da FIFA estará vaga. Se estiver pronto para alugar o traseiro, dá para ganhar dinheiro para o pão, o macarrão e até para a manteiga.
É a mesma merda em todo lugar. Na política, no esporte, na ciência, na arte, nas redes sociais. Você entra na seção de notícias de qualquer área da vida e vê a mesma coisa, só que de outro ângulo. Que nojo.
O filme “Milagre” é o mesmo que plagiaram em “Vai pra Cima” se é que você sabe. Por mim e pelo Sasha!
Também é sobre basquete?
O filme “Milagre” foi feito como deve ser, ao contrário de “Vai pra Cima”.
O que Klaus tem a ver com isso se o VAR recomendou o cartão vermelho? Inicialmente, o árbitro brasileiro nem percebeu o lance. Igual ontem, a mesma coisa com o brit. Qual é a graça de culpar os árbitros principais por situações que eles nem viram e só mostraram o vermelho depois da intervenção do VAR, porque não podiam fazer diferente? E até o Messi teria recebido, se o VAR mandasse. Tem muita loucura no mundo… Precisamos que as conversas entre o árbitro e a equipe do VAR sejam transmitidas publicamente, como no rúgbi. Assim, não restariam dúvidas sobre quem e como influenciou a situação. No rúgbi, o árbitro principal conversa pelo microfone com o árbitro de vídeo, e eles tomam a decisão juntos, mas a última palavra SEMPRE é do árbitro de vídeo…
Não sabia que lançar uma fake news agora se chama descobrir um escândalo. Ninguém encontrou nenhum escândalo sobre o árbitro do jogo contra os bósnios. Lançaram uma fake news, sim. Seria bom corrigir o título.
Não se pode recorrer de um cartão vermelho. Autor, estude as regras!
“Foi ele quem descobriu o escândalo”
que, segundo suas próprias palavras, são apenas especulações não confirmadas dos jornalistas?
Manchas “afro-americanas”… por favor))