Futebol

Rafinha – o principal nos valores familiares: apoio dos pais e da esposa

Contamos.

Durante a Copa do Mundo de 2026, a mídia brasileira escreveu que Rafinha estava envolvido em um grande conflito familiar: supostamente, o pai pegava quase todo o salário, deixando o jogador sem dinheiro.

É difícil acreditar, já que Rafinha sempre teve um vínculo muito próximo com a família.

Os pais convenceram o jovem Rafinha a não encerrar a carreira várias vezes

Rafinha cresceu na pobreza: os pais trabalhavam muito, mas mesmo assim dividiam um quarto com dois filhos e animais de estimação. O pequeno Rafa não tinha dinheiro para uniforme e, às vezes, perdia jogos porque não podia pagar a passagem de ônibus. O próprio jogador admitiu que, na infância, chegou a pedir comida aos transeuntes, mas o pai desmentiu: “Meus filhos não podem ser chamados de meninos mimados. Eles treinavam longe de casa, então era difícil: por exemplo, Rafinha tinha dinheiro para a passagem, mas não para um lanche. Nesses casos, ele saía da escola e almoçava em casa, depois corria para o treino. Graças a Deus, eles nunca ficaram sem comida”.

O pai ganhava a vida com a música: era baterista de uma banda local. E, de repente, apresentou Rafinha a Ronaldinho! A lenda brasileira é do mesmo bairro de Porto Alegre, então conhecia os músicos – um dia, até os convidou para uma festa de aniversário. O pai levou o pequeno Rafinha, e Ronaldinho brincou com ele e o pegou no colo. Assim começou espontaneamente a amizade que dura até hoje. Já adulto, Rafinha lembrou: na época, foi a melhor festa da sua vida.

A mãe trabalhou em diversas profissões para sustentar os filhos – cabeleireira, administradora, vendedora de roupas e perfumaria, até garçonete. Rafinha brincava que o currículo dela poderia ser comparado a um livro de várias páginas. E foi ela quem moldou o caráter do filho.

Aos 15 anos, Rafinha, com o sonho de se tornar um jogador profissional, foi para a academia do modesto Audax, em São Paulo, a mil quilômetros de casa. Naquela época, a saudade dos pais o consumia.

“Eu e o pai tínhamos dificuldade em lidar com as emoções, porque o filho ligava várias vezes dizendo: ‘Mãe, não aguento mais, quero voltar para casa’, lembrava a mãe, Lizian. Os pais sempre desencorajavam o filho de dar um passo para trás.

No mesmo “Audax”, Rafinha quase desistiu: uma vez sofreu uma grave lesão no tornozelo, e o treinador sugeriu que ele voltasse para casa – irritava-o o fato de Rafinha, vindo de Porto Alegre, ocupar o lugar de um paulista na equipe. O brasileiro, em lágrimas, ligou para os pais e disse que agora definitivamente abandonaria o futebol. A resposta do pai o fez mudar de ideia: “Você tem 17 anos, planeja arranjar um emprego normal sem experiência? Se desistir, terá que trabalhar em um supermercado e estudar à noite. Quer essa vida?” Os pais também entraram em contato com o psicólogo do clube, que acalmou o filho.

Após superar as dificuldades, Rafinha teve sua chance no futebol profissional: foi para o time reserva do “Avaí”, onde jogou com Gabriel, do “Arsenal”. Lá, o cenário se repetiu: outra lesão, saudade de casa (morava na concentração, a seis horas de distância de Porto Alegre) e um colapso nervoso. O brasileiro novamente pensou em arranjar um emprego comum, mas as palavras sábias da mãe o salvaram: “Se você parar agora, terá que conviver com isso pelo resto da vida. Está pronto para isso?” Rafinha lembrou da vida da mãe, que nunca desistiu, e continuou lutando. Um ano depois, foi para o “Vitória de Guimarães”, em Portugal.

Vocês adivinhariam como Rafinha, aos 19 anos, lidou com a mudança para outro continente? Foi muito difícil. Sua mãe lembrou como ajudou o filho a superar a saudade: “Ele abriu mão da juventude por causa do trabalho. Ele sofria muito: me ligava e dizia que queria voltar. Era importante para mim apoiá-lo. Uma vez, até viajei para Portugal para convencê-lo [a não voltar para o Brasil]. Não podia deixá-lo desistir e fingia que estava tudo bem, embora fosse difícil para mim ficar meses sem ver meu filho”.

Rafinha resistiu e brilhou em Portugal. Em alguns anos, passando por Sporting e Rennes, chegou ao Leeds, em 2022 foi para o Barcelona por 58 milhões de euros e, no ano passado, foi indicado ao Bola de Ouro. Onde ele estaria agora se não fosse o apoio dos pais?

Ele conheceu a esposa ainda na adolescência. No início, Rafinha não queria namorar

A esposa, Natalia, também cresceu em Porto Alegre. Ela era filha de um dos primeiros treinadores do jogador, que trabalhou com o jovem Rafinha em um time amador. Mas eles se conheceram um pouco depois: quando Natalia tinha 14 anos e seu futuro marido, 16.

Eles eram amigos e, quatro anos depois, Natalia convidou Rafinha para namorar – e ele recusou. Na época, ele já havia ido para a Europa, mas ainda mantinha contato com a amiga. Durante a pandemia, Rafa voltou para o Brasil, e Natalia não perdeu a chance: se encontrou com o amigo pessoalmente, e desde então não se separaram mais.

Em 2022, eles se casaram, e um ano depois o casal teve um filho, Gael. Rafinha ama muito a esposa e a chama de sua alma gêmea.

“Ela me transformou completamente, assim como toda a minha vida”, disse o jogador. “Natália me tornou uma pessoa e um atleta melhor, me ajudou a ter confiança em mim mesmo. Geralmente, ela acredita em mim mais do que eu mesmo acredito”.

Natália também não consegue viver sem o marido: “Procuro me cercar de pessoas que me apoiam e me permitem ser eu mesma. Ter meu marido e meu filho por perto é o mais importante na vida. Eles são meu lar e meu refúgio”.

Após o nascimento do filho, o jogador agradeceu à esposa nas redes sociais e a chamou de “mulher-maravilha”, e um mês depois, a parabenizou de forma comovente pelo Dia Internacional das Mães: “Só quero dizer que tive muita sorte de encontrar uma mulher incrível, forte, trabalhadora e carinhosa como você. Sua presença na minha vida é um presente do destino. Só posso agradecer por todo o seu cuidado. Obrigado por me dar o príncipe Gaël, nem consigo imaginar a sorte que ele tem de ter uma mãe incrível. Eu te amo muito”.

Natália explicava o que sustenta um relacionamento sólido com Rafinha: confiança mútua, apoio e admiração. Além disso, ela frequentemente publica posts defendendo e apoiando o marido.

Um dos momentos mais emocionais para Natália foi a lesão do marido durante a Copa do Mundo, sofrida em uma partida contra o Haiti. Ela estava ao lado dele após os exames médicos e chorou junto com Rafinha. Alguns dias depois, publicou uma longa e comovente carta para o marido. Aqui está apenas uma parte dela:

“Conheço o caráter dele, a humildade, a disciplina e o amor pelo futebol e pelo Brasil. Sei das noites sem dormir, das exigências que ele impõe a si mesmo e do peso que carrega cada vez que entra em campo, representando milhões de pessoas. E somos gratos, sonhamos com isso! Vocês veem o jogador. Eu vejo o homem. Tenho tanto orgulho de você, meu amor, porque você é incansável e invencível. E você voltará como uma fênix, como sempre. Porque aqueles que amam e admiram você respeitam sua jornada e reconhecem sua importância para o futebol. Afinal, há pão suficiente para todos, basta dividi-lo.”

Para Rafinha, a família está acima de tudo. Agora, ele tenta transmitir esses valores ao filho

Rafinha já disse várias vezes: o nascimento do filho mudou sua vida. Ele sempre tenta participar da criação do pequeno Gaël, de três anos, conciliando o papel de pai e de jogador de futebol. Aqui está um relato da esposa: certa manhã, Rafinha levou o filho ao posto de saúde e, algumas horas depois, marcou dois gols na Liga dos Campeões.

“Minha esposa e meu filho são minha maior motivação na vida”, contou o brasileiro. “Não posso estar bem se algo acontecer com um deles. Dependo do humor deles. A família me dá força e me lembra do que realmente importa na vida.

Antes, eu dedicava toda a minha vida ao futebol: a vitória ou a derrota determinavam meu humor para o dia seguinte. Agora, quando chego em casa e vejo como meu filho me recebe, entendo que a vida não se resume apenas ao futebol. Claro, o futebol continua sendo minha paixão, mas nada mais. O mais importante é que sempre há alguém te esperando em casa.

Apesar de o filho viver em uma realidade diferente, Rafinha quer transmitir a ele os mesmos valores que recebeu dos pais: respeito, gratidão e dedicação ao trabalho. O brasileiro também tenta mostrar com o próprio exemplo que não é a riqueza ou a carreira, mas o amor e a família que são a principal prioridade na vida.

“O que eu gosto de fazer com meu filho? Eu aprecio as coisas mais simples: adoro tomar café da manhã com ele, levá-lo à escola, brincar com ele no parque e observar como ele descobre o mundo. Esses momentos cotidianos são preciosos. Claro, quero levá-lo ao estádio para que ele veja meu jogo. Mas o que mais valorizo é a rotina – são essas memórias que ficarão conosco para sempre.

Ele é incrível.

Victória Simões

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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6 Comentários

  1. Material maravilhoso, muito positivo. Sempre gostei do Rafa, um jogador excelente e trabalhador, corre o campo todo, da área à área.

  2. A esposa do Rafinha é incrível, uma beleza natural sem as ‘melhorias’ modernas ridículas.
    E pelo caráter, como se vê, é persistente e proativa.

  3. Espere um pouco, então o Rafinha tem valores familiares, a esposa é uma inspiração, a principal motivação e tudo mais, mas o dinheiro com o pai eles sabiamente esconderam da esposa-motivação. Aqui é preciso decidir qual é o slogan correto.

  4. e depois, como sempre, vai aparecer que bebia, saía, traía a esposa.
    e o dinheiro não deu ao pai, mas gastou com prostitutas 🤡

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