Perseguição a Beckham após confronto com Simeone – quebrado, esmagado, destruído

Diego admitiu que simulou.
“Encontrei um velho amigo em Miami…” – assim David Beckham legendou a foto conjunta com Diego Simeone, com quem se cruzou em uma das partidas da Copa do Mundo de 2026.

O argentino também postou uma foto, e Beks comentou: «Fiquei feliz em te ver, amigo».
Quatro anos atrás, na final da Copa do Mundo de 2022, os velhos conhecidos também trocaram gentilezas.

Um contraste marcante com 1998.
Simeone admitiu simulação, e a caçada a Beckham foi iniciada pelo técnico da Inglaterra
Copa do Mundo de 1998. Oitavas de final. Inglaterra contra Argentina. A partida já prometia ser acirrada, pois ninguém havia esquecido a Guerra das Malvinas e o gol de mão de Diego Maradona em 1986. No entanto, o novo capítulo desse confronto trouxe mais um episódio icônico que David Beckham gostaria de esquecer para sempre.
“Pena que não existe uma pílula para apagar certas memórias. Cometi um erro estúpido. Tudo desmoronou. Fiquei em uma posição extremamente vulnerável”, diz Beckham no início da série documental da Netflix.
Já após o primeiro tempo, o placar mostrava um emocionante 2:2 – David deu uma assistência para Michael Owen, mas tudo foi anulado aos 47 minutos. Simeone atingiu Beckham por trás, e David, em resposta, deu um leve toque no adversário enquanto estava no chão. Tudo aconteceu bem diante do árbitro dinamarquês Kim Milton Nielsen, que não hesitou em mostrar o cartão vermelho ao inglês.
“Tudo bem, mesmo que Beckham não o tenha atingido, ele ainda agiu de forma repulsiva. Tentar acertar é o mesmo que acertar, e isso merece expulsão”, explicou o árbitro depois.
Já Simeone, no documentário “Beckham”, admitiu com um sorriso: o adversário não merecia o cartão vermelho.
“Bem, claro que não. De jeito nenhum. O contato foi mínimo. Eu claramente simulei! Caí como se Beckham tivesse me derrubado.”
E acrescentou: “Futebol não é só trabalhar com a bola. Os jogadores precisam saber se controlar. Às vezes, é preciso focar, conter as emoções, a raiva. Foi o que aconteceu naquela vez. Eu comecei a provocá-lo. Queria ver se ele perderia a cabeça ou não”.

A Inglaterra chegou à disputa de pênaltis, onde Paul Ince e David Batty perderam suas cobranças. Mas a nação inglesa escolheu o astro Beckham como único culpado pela eliminação – sua fama generalizada se voltou contra ele.
O técnico da seleção, Glenn Hoddle, contribuiu para a perseguição.
– O erro de Beckham pode ter custado a vitória de vocês, provocou o jornalista, buscando uma resposta contundente.
– Foi um momento caro para nós. Uma derrota assim é difícil de aceitar.
– Mas a expulsão de Beckham custou a vitória da Inglaterra.
– Claro. Não nego isso, concluiu o técnico.
“Ao ver a entrevista de Hoddle, pensei: ‘O que você está fazendo?’ Ele transformou David em bode expiatório. Estamos acostumados a ver técnicos agindo de forma diferente. Alex Ferguson nunca culpou o time”, reclamou a mãe do jogador.

Victoria Beckham também não perdoou: “Na época, David tinha apenas 23 anos. Era praticamente uma criança. E Hoddle era um homem que… Bem, nem sei se posso chamá-lo de homem. Ele era apenas mais velho. David ficou devastado, esmagado, destruído. Havia uma atmosfera de ódio generalizado. O assédio público atingiu um novo nível. David estava terrivelmente deprimido. Ele entrou em depressão. Foi incrivelmente doloroso para mim. Até hoje, sinto vontade de matar todas aquelas pessoas”.
Carta com bala, boneco enforcado e alvo com o rosto. Todo o país odiava Beckham
Antes da partida, David descobriu que Victoria estava grávida. Depois, foi contar a novidade aos pais, mas o caminho não foi fácil.
“Enquanto caminhava, um paparazzo nojento me abordou e perguntou: ‘Você decepcionou o país. Como se sente? Você nos envergonhou’, lembrou Beckham. – Mas, pelo menos, pude ver meus pais sem a presença de estranhos. Foi quando contei a eles sobre a gravidez”. A reação do pai: “Que beleza, hein? Que momento vocês escolheram”.
David admitiu que superou o bullying em grande parte graças ao apoio do pai.
“Ele estava arrasado. David me abraçou e disse: ‘Eu decepcionei todo mundo’. E eu respondi: ‘Nada disso. Você não decepcionou ninguém. Levante a cabeça’, compartilhou o pai.
Uma conversa com Ferguson também ajudou a acalmá-lo: “Não se preocupe, filho. Vá de férias e, quando voltar, cuidaremos de você. Não leia os jornais, eles não servem para nada”.
No documentário, David relembrou esse diálogo, segurando as lágrimas: “Ele perguntou como eu estava. Naquela hora, fiquei muito emocionado”.

Beckham voou para os EUA, onde Victoria se apresentava em shows com as Spice Girls. Esperava que, em alguns dias, a tempestade passaria. Também contava com o fato de que, nos Estados Unidos, ninguém se importaria com ele.
Como ele estava enganado. Já na saída do aeroporto em Nova York, uma multidão de repórteres o aguardava, que abertamente abriam a porta do carro para tirar fotos e ouvir comentários. Sair para a cidade foi extremamente difícil.
Mas isso foi apenas o aquecimento: o verdadeiro pesadelo começou na Inglaterra – e durou meses.
The Mirror publicou a manchete “10 leões e um menino tolo”, e The Sun lançou uma imagem de um alvo de dardos com a foto do jovem Beckham. “Ainda está com raiva? Descarregue sua fúria no nosso alvo com David Beckham”.

O editor do The Sun, Piers Morgan, admitiu mais tarde: “Sim, as minhas pessoas foram longe demais”.
Mas, em 1998, ninguém pensava em decência.

Enquanto David descansava nos EUA, repórteres cercaram a casa de seus pais. O pai lembrou: “Bateram na porta. Eu abri e não acreditei no que vi. Na soleira, estavam 30 jornalistas e fotógrafos. Depois, descobrimos que havia uma van estacionada nas proximidades com uma enorme antena transmissora”.
Victoria continuava em turnê, então Beckham voltou para a Inglaterra sozinho.
“Todo o país me odiava. Onde quer que eu fosse, era atacado. Caminhava pela rua e via o quanto de ódio havia nos olhos das pessoas. Cuspiriam em mim, me xingavam, humilhavam, diziam coisas terríveis. Enfim, foi muito difícil para mim. Extremamente. Não comia, não dormia. Estava horrível. Não sabia o que fazer”.
David Gardner, amigo de infância, lembrou: “Quando fomos a um restaurante pela primeira vez após a eliminação do torneio, um silêncio mortal tomou conta do salão. Todos nos olhavam com desprezo. Foi só o começo, depois piorou. Provavelmente, batemos o recorde de velocidade ao correr entre bares. Até para o banheiro levávamos o Beks alternadamente. Não o deixavam dar nem um passo. As pessoas cuspiam, atacavam, empurravam, criticavam sem dó. Os semáforos eram o pior: as pessoas abaixavam os vidros e gritavam insultos, batiam no carro e tentavam abrir as janelas. Era um caos total. Mas vale ressaltar que ele nunca reagiu”.
Os amigos brincavam que só poderiam sair de casa com coletes à prova de balas e capacetes. O humor se tornou uma forma de David lidar com a pressão: “Tentava rir de tudo isso – apenas para não deixar a tensão me sufocar”.
Mas a situação piorou.
Perto de um pub, penduraram um boneco de Beckham, e no “MU” enviaram um envelope com uma bala. Uma igreja batista em Manchester colocou uma grande placa na entrada: “Deus perdoa a todos, até mesmo David Beckham”.

Certa vez, no meio da noite, um jogador de futebol foi acordado por um barulho no quintal – ele decidiu descobrir o que estava acontecendo. Desceu, olhou pela janela e viu um homem sentado no muro. Ele não tirava os olhos de Beckham. Uma cena estranha. Por alguns minutos, eles se olharam, até que David foi ligar para a polícia. Quando voltou à janela, o homem havia desaparecido.
“Por mais alguns anos, senti calafrios ao pensar naquele incidente”, relembrou Beckham. Em momentos assim, ele ficava aliviado por Victoria morar nos EUA.
Mesmo após 25 anos, David ainda carrega o peso de ter exposto sua família: “Não desejaria isso a ninguém, muito menos aos meus pais. E não consigo me perdoar. Foi o que mais me machucou. E mesmo agora, com 47 anos, ainda me culpo pelo que aconteceu”.
Beckham não se deixou abater – e respondeu com a melhor temporada de sua carreira. Em uma das partidas, até trocou camisas com Simeone
O calor e o cuidado com Beckham não vieram apenas da família, mas também do Manchester United. Ferguson o incentivou: “Não se preocupe com o que as pessoas dizem. Aqui, você é amado e apoiado. E aos outros, você dará sua resposta quando a temporada começar. Enxugue as lágrimas e faça o que deve ser feito”.
O zagueiro Gary Neville lembrou: “Sir Alex o cercou de cuidado. Aqueles que desejavam mal a ele nem chegavam perto. Nos defendíamos dos detratores como podíamos”.
O apoio do Old Trafford também ajudou. Foi assim o primeiro jogo em casa da nova temporada: “Toda vez que eu ia para a bandeira de escanteio, milhares de pessoas se levantavam para me saudar. Os torcedores queriam que eu sentisse que estavam do meu lado. E isso significava muito para mim. Quando você tem 60 mil torcedores do United ao seu lado, está pronto para conquistar o resto do mundo”.
Mas nos outros estádios, reinava o ódio. Na segunda rodada, o Manchester United jogou fora de casa contra o West Ham – Beckham precisou da ajuda da polícia para entrar no estádio. Durante todo o jogo, os fãs gritavam: “Que seu filho morra de câncer”, “Saia da Inglaterra, seu bastardo”. A crueldade dos torcedores chocou até o árbitro principal, David Elleray, que apoiou David durante a partida.
“Beckham também me acertou”, brincou uma torcedora que caminhava com muletas, em típico humor inglês.

Um tratamento semelhante era dado a Beckham em outros estádios: vaias a cada toque na bola, celebração de seus fracassos e entradas duras contra ele.
“Para nós, como pais, foi difícil assistir a isso. Chegava a dar vontade de chorar”, relembra com tristeza a mãe de Beckham até hoje.
Victoria também sofria.
“A Posh Spice (seu apelido no Spice Girls) dá o traseiro”. Desculpem a vulgaridade, mas essa loucura era cantada por 75 mil pessoas nas arquibancadas! – ela contou em um documentário. – É vergonhoso, desagradável. Lembro que uma senhora sentada ao meu lado não sabia o que dizer. Ela perguntou: ‘Quer um doce?’ O que você pode dizer quando o estádio está cantando sobre como sua vizinha dá o traseiro?”.
Em março de 1999, nasceu o primeiro filho dos Beckham – Brooklyn. Logo após o nascimento, eles recebiam ameaças de sequestro do menino, e os paparazzi caçavam fotos com o bebê.
O pai de David acredita que foi naquele ano que seu filho se tornou um verdadeiro homem. Beckham concorda, mas ainda não entende por que o odiavam tanto:
“Passar por momentos tão difíceis me ensinou a manter a compostura. Mas, por dentro, eu estava destroçado. Na época, fiquei realmente chocado, e ainda mais agora, sendo pai: uma multidão de pais me xingando com os piores insultos possíveis, enquanto seus filhos, meninos de seis ou sete anos, estavam ao lado, vendo aquele exemplo. O ódio deles não tinha nada a ver com futebol – eles simplesmente gostavam de odiar”.

O defensor do Manchester United, Rio Ferdinand, destacou que, naqueles anos, ninguém se preocupava com a saúde mental. Ninguém perguntava se Beckham conversava com um psicólogo. Na maior parte do tempo, David tinha que lidar com o problema sozinho.
“Ele ficava em silêncio, guardava tudo para si. Era a mentalidade da classe trabalhadora – arregace as mangas e trabalhe duro”, disse o amigo de Beckham, David Gardner. – Às vezes, ele entrava no carro e acelerava pela estrada sem destino. Chegava a algum ponto e voltava”.
No final, Beckham aprendeu a se motivar com o ódio: “Quando os torcedores me provocavam com músicas sobre meus entes queridos, eu marcava gols. Sair de campo? Isso nunca me passou pela cabeça. Felizmente, eu encaro tudo o que enfrento com calma, sem desanimar ou perder o espírito”.

Tudo isso resultou na tríplice coroa do Manchester United na temporada 1998/99, na qual Beckham contribuiu significativamente: por exemplo, na final lendária da Liga dos Campeões contra o Bayern, ele cobrou os dois escanteios que resultaram na virada do United. Ao comemorar o gol, ele não correu para os outros, mas pulou ao redor da bandeira de escanteio: “Naquele momento, lembrei-me do jogo contra a Argentina, e pareceu-me um pesadelo”
Ao final da temporada, Beckham ficou em segundo lugar na votação da Bola de Ouro e recebeu vários prêmios da UEFA. E nas quartas de final daquela Liga dos Campeões, o United enfrentou a Inter de Milão, pela qual Simeone jogava. Claro, todos só falavam sobre o duelo entre eles.
Beckham entrou em campo determinado – duas assistências e o placar final de 2:0. “Bem, é pouco provável que David chame seu filho de Diego”, reagiu o comentarista a uma das disputas entre os jogadores. Mas após o jogo, tudo terminou em paz.
“Ele até concordou em trocar camisas comigo”, observa Simeone.

“E aí, você joga dardos nela?” – perguntaram a Beckham no documentário.
O inglês respondeu sorrindo: “Não, coloquei em uma moldura”.




Uma boa frase que caracteriza não apenas crianças, mas também fãs fanáticos e pseudo-fãs: ‘O ódio deles não tem nada a ver com futebol – eles simplesmente gostam de odiar’.
Além do cartão vermelho para Beckham, o dinamarquês não validou um gol incrível de Campbell e ‘não viu’ a mão na área dos argentinos, que na época e mesmo com o VAR atual seria um pênalti claro. Então, Nielsen para os ingleses é como Krondele para nós, só que as apostas naquele jogo eram mais altas.
Também houve uma mão na área dos ingleses que não foi percebida. Ambos os lances foram duvidosos, foi bom que não marcaram nenhum dos dois. O gol de Campbell foi anulado corretamente, Shearer cometeu falta, e não há dúvida sobre a expulsão de Beckham. Foi um jogo difícil de arbitrar, com muitos lances controversos, mas não houve parcialidade. Até os próprios ingleses culparam mais Beckham do que o árbitro pela derrota. Comparar isso com a arbitragem de Krondele? Isso é além da razão.
E o pênalti aos 6 minutos também foi duvidoso.
Na verdade, o principal culpado de tudo é o árbitro dinamarquês, que viu claramente que Simeone simulou.
O que quer dizer com simulou? Ele indicou a falta para que o árbitro não a ignorasse, isso sim. Mas será que isso significa que o chute de Beckham não existiu? Não há dúvida sobre o cartão vermelho. Foi claro. Até mesmo entre os próprios ingleses, apenas os mais fanáticos o contestaram. O próprio Beckham não discutiu. Ele entendeu o motivo da expulsão. Os outros culparam David.
Também houve uma mão na área dos ingleses que não foi percebida. Ambos os lances foram duvidosos, foi bom que não marcaram nenhum dos dois. O gol de Campbell foi anulado corretamente, Shearer cometeu falta, e não há dúvida sobre a expulsão de Beckham. Foi um jogo difícil de arbitrar, com muitos lances controversos, mas não houve parcialidade. Até os próprios ingleses culparam mais Beckham do que o árbitro pela derrota. Comparar isso com a arbitragem de Krondele? Isso é além da razão.
Ah, como eu amava aquela Inglaterra. Principalmente por causa do Beckham. Ainda não suporto o Simeone, nem como jogador nem como técnico. É um covarde e simulador do mesmo jeito.
Sir Alex e o Manchester United na época protegeram o jovem Beckham de tudo o que girava em torno dele, criando um ‘refúgio seguro’. O triplete e o papel de Beckham na conquista foram a melhor resposta possível a todos os seus detratores. O prêmio de Melhor do Mundo seria a cereja do bolo, que, na minha opinião, David merecia tanto quanto Rivaldo.
O ‘jovem’ Beckham na época tinha 23 anos.
O que quer dizer com simulou? Ele indicou a falta para que o árbitro não a ignorasse, isso sim. Mas será que isso significa que o chute de Beckham não existiu? Não há dúvida sobre o cartão vermelho. Foi claro. Até mesmo entre os próprios ingleses, apenas os mais fanáticos o contestaram. O próprio Beckham não discutiu. Ele entendeu o motivo da expulsão. Os outros culparam David.
Comentário oculto
E o pênalti aos 6 minutos também foi duvidoso.
Veja só que futebol incrível existia antes. Antes da era Ronaldo e Messi. Cada time tinha jogadores com personalidade. Cada um tinha suas qualidades individuais. Agora, você assiste a 100 jogos da Copa do Mundo e não se lembra dos jogadores, só vê bonecos correndo.
Ainda acho que foi um erro claro do árbitro. O gesto de Beckham nem pode ser chamado de chute, e não se compara à falta de Simeone, pela qual ele nem amarelo recebeu.
Na verdade, ele recebeu. Nielsen deu amarelo para Simeone pela falta e vermelho para Beckham pelo gesto. Tudo justo.
Amarelo para Simeone pela falta dura, amarelo para Beckham por comportamento indisciplinado, e segundo amarelo para Simeone por simulação. Isso sim seria justo.
Na verdade, ele recebeu. Nielsen deu amarelo para Simeone pela falta e vermelho para Beckham pelo gesto. Tudo justo.
Amarelo para Simeone pela falta dura, amarelo para Beckham por comportamento indisciplinado, e segundo amarelo para Simeone por simulação. Isso sim seria justo.
Como mostram os casos de Sérlot, Dybala, Morata e muitos outros, a concentração de idiotas agressivos entre os torcedores de futebol é mais ou menos a mesma em todos os lugares, e isso não depende do padrão de vida, do desenvolvimento do país ou da época
Não houve chute do Beks. Ele apenas levantou a perna e mal encostou. Até o próprio Simen admitiu que simulou, e você está tentando convencer todo mundo do contrário. 🤦🏼♂️
Sim, ainda bem que ele nunca ganhou a Liga dos Campeões e acho que nunca vai ganhar