Futebol

Escândalo com arbitragem no jogo Egito – Argentina na Copa do Mundo de 2026: Collina respondeu às acusações

O Egito ainda não superou a arbitragem nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Argentina: falam de injustiça, a federação local criticou o árbitro François Letexier – e os ecos do principal escândalo da fase não se acalmam.

“Eles não se importam com a justiça”. O Egito não se contém

Algumas horas após o jogo, o goleiro reserva Mohamed Alaa falou na ESPN: “Está claro para todos como foi a arbitragem. Aconteceu diante de todos. A situação com os árbitros é óbvia. Nosso gol foi anulado, e um pênalti não foi marcado. Nossas objeções são apenas sobre a arbitragem.

O capitão Salah entrou no vestiário, reuniu todos os jogadores e conversou conosco. Ele disse: ‘Foi azar, está acabado. É a vontade de Deus, e aconteceu o que Ele quis. Vamos seguir em frente, e tudo o que nos espera será bom, se for, é claro, a vontade de Deus’.

O técnico Hany Ramzy também fez declarações fortes: ‘Talvez fatores externos tenham influenciado. Acho que eles simplesmente queriam que Messi continuasse na Copa do Mundo, e a justiça não importava para eles. Não vimos nenhum respeito’.

Após isso, a Federação Egípcia de Futebol emitiu um comunicado: ‘Não podemos ficar em silêncio sobre as decisões da arbitragem, bem como sobre o uso inadequado do sistema VAR. Vários lances cruciais causaram séria preocupação e levantaram questões sobre a consistência e a justiça das decisões, que influenciaram diretamente o andamento da partida’.

O que aconteceu durante a partida, naturalmente, causou grande insatisfação entre nossos jogadores, equipe e torcedores, que esperavam justamente o mais alto nível de arbitragem no maior palco do futebol. Todo jogador que veste a camisa da seleção egípcia merece justiça. Assim como cada torcedor.

Collina responde ao Egito – pede para não criticar os árbitros

Resposta de Pierluigi Collina, presidente do comitê de arbitragem da FIFA, ao comunicado do Egito:

“Após cada gol, o VAR verifica a fase de posse de bola no ataque. Se durante o ataque for identificado um foul que influenciou o gol, o sistema recomenda a revisão em vídeo. Não há limitações estabelecidas nem em distância do gol, nem em tempo entre os episódios e o gol. Como exemplo – a situação do gol anulado do Egito, quando Marwan Attia pisou no pé de Lisandro Martínez.

Foul é foul. Independentemente de a infração parecer óbvia, se o árbitro não a viu em campo, o VAR pode intervir. Da mesma forma, se durante o ataque que resultou no gol não for identificada nenhuma infração, o VAR informará. O lance envolvendo Mohamed Salah e Julián Álvarez foi considerado pelo árbitro e pelos juízes do VAR como um contato normal de futebol.

Claro, em algumas decisões sempre há um elemento de subjetividade, mas estamos satisfeitos com a forma como esse princípio foi aplicado ao longo de todo o torneio.

E Collina não parou por aí. Ele se pronunciou sobre as críticas à arbitragem de forma mais ampla: “Em geral, estamos satisfeitos com o trabalho dos árbitros, mas, considerando a quantidade de partidas disputadas em um período relativamente curto, é natural que algumas coisas não saiam como esperado. Nesses casos, os árbitros estão prontos para trabalhar ainda mais arduamente.

Discussões construtivas sobre as decisões sempre farão parte do futebol, mas acusações infundadas não têm lugar no nosso esporte. Ninguém pode questionar a integridade dos árbitros das partidas da Copa do Mundo. Isso pode provocar reações que levem a ameaças contra eles e suas famílias. Isso é errado.

Da mesma forma, ninguém pode afirmar que a arbitragem da FIFA pode ser influenciada por alguém, nem mesmo pelo presidente Gianni Infantino. Ele sempre demonstrou total apoio e confiança para que trabalhemos com total independência. Os árbitros tomam decisões justas e sempre se esforçam para fazer o melhor que podem.

Clattenburg tem certeza de que o árbitro errou. Reação da Fox Sports

A Fox Sports realizou uma análise detalhada do gol anulado de Zico em seu estúdio. Não houve consenso, pois Robert Green discordou: “Isso não é competência do VAR – a distância é muito grande. Se a 100 jardas do lance alguém pisou no pé de alguém, não é motivo para a intervenção do sistema. Vimos o carrinho. O Egito, que marcou um gol incrível no contra-ataque, foi privado, por algum motivo, da vantagem de dois gols.

O ex-árbitro Mark Clattenburg concorda com Green, mas explica com mais detalhes: “Não acho que isso seja justo. Baseio-me no que vi nesta Copa do Mundo. Então: na Copa do Mundo de 2026, tais faltas não eram marcadas anteriormente, o VAR não era acionado – em grande parte por isso não entendo a decisão. Para mim, não houve nada de errado no geral, mas o que me incomoda é justamente a inconsistência.

O ex-árbitro Joe Machnik acredita que Letexier agiu corretamente: “Isso está de acordo com os protocolos. A arbitragem neste nível é uma questão de interpretação. O VAR diz: ‘Avaliem outro ângulo’. Lá está tudo visível. Infelizmente, decisões justas nem sempre trazem felicidade para todos ao redor.

Até o prefeito de Nova York reagiu ao escândalo – Zohran Mamdani não hesitou em incluir em seu discurso um trecho sobre o transporte público: «Agora, se você for ao trabalho de ônibus, será muito mais rápido. Em seis meses, você economizará 24 horas dentro do ônibus. Em um ano, você economizará mais de dois dias no trajeto.

Isso significa que você terá tempo para discutir sobre os jogos da liga infantil. Isso significa que você poderá chegar em casa antes que sua família vá dormir. Isso significa que você conseguirá concordar com seus amigos que o Egito foi roubado ontem».

Sofia Ramos

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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14 Comentários

  1. Será que a FIFA vai fazer algo? Ou está tudo bem em chamar tudo de comprado, manipulado?

  2. É animador ver que já estão conseguindo identificar violações onde antes passavam despercebidas. Não é animador que ainda deixam passar em outros casos. E como dito corretamente no texto, ora deixam passar, ora não deixam a mesma coisa. Mas nem sempre é inconsistência, muitas vezes é falta de atenção e inteligência dos árbitros. Que continuem treinando. Se não tentarem, nunca aprenderão a apitar conforme as regras. Há progresso.

  3. O mais engraçado é que o exemplo em que o VAR não interveio e não anulou o gol também foi com a Argentina. O primeiro gol de Messi contra a Áustria, onde a repetição da infração de McAllister só foi mostrada após 5 minutos.

    1. O mais desagradável é que eles fazem isso constantemente com uma seleção específica. E se considerarmos a fase de grupos, também prejudicaram equipes mais fracas.

  4. Pode-se concordar que a Argentina recebe alguma ajuda, com faltas leves não marcadas ou cartões amarelos não dados onde deveriam. Mas especificamente no jogo contra o Egito, não há muito o que reclamar, mesmo para alguém que odeia a Argentina como eu. O Egito falhou no final. A arbitragem não foi tão ruim a ponto de dizer que o Egito foi roubado. O Egito entregou tudo com as próprias mãos. Tenho mais reclamações sobre o jogo contra Cabo Verde, onde o árbitro não marcou uma falta na entrada da área argentina nos minutos finais do tempo normal. Mas marcou um lance semelhante na prorrogação, quando a Argentina estava na frente. No tempo normal, o árbitro parecia temer que Cabo Verde pudesse vencer.

    1. Lol, o egípcio não recebeu amarelo por tirar a camisa, Álvarez foi pisado e levou uma chuteira no tornozelo, McAllister foi derrubado na área ao receber a bola e ainda levou uma pancada nas pernas. O lance com Cabo Verde foi um mergulho claro, como o de Thuram na final, Paredes esticou a perna, mas a retirou imediatamente, e o atacante caiu sem contato.

  5. A questão aqui não é se o gol egípcio deveria ter sido anulado ou não, mas por que em outros momentos faltas semelhantes ‘não são percebidas’ ou não querem ser percebidas. Sem nem assistir a todos os jogos, posso lembrar de pelo menos dois casos – faltas claras nos jogos Brasil vs Noruega (antes do pênalti para os noruegueses) e Áustria vs Argentina, onde a decisão foi a favor dos argentinos. Ou seja, em situações semelhantes, mesmo envolvendo a mesma equipe, as interpretações são diferentes.
    PS: Ainda estou omitindo intencionalmente a forma como os jogos da Argentina são apitados, onde jogadores sujos como Romero acertam o rosto ou as pernas dos adversários, e o VAR parece não ver. Ou não quer ver.

    1. No mesmo jogo Argentina vs Egito, antes do carrinho em Salah na área, houve um choque, parece que de McAllister com um egípcio. Nem o VAR nem a TV revisaram o lance.

  6. Quando o especialista usa a distância como argumento, ele simplesmente não conhece as regras. As regras não têm restrições de distância ou tempo entre a falta e o gol. Há apenas a Fase de Posse de Ataque (APP). E todas as condições foram atendidas:
    A Argentina estava de posse ou tentando manter a bola.
    O jogador egípcio pisou no pé de Martínez.
    O Egito recuperou a posse.
    O Egito partiu imediatamente para o contra-ataque.
    A Argentina não recuperou o controle da posse.
    Zico finalizou o mesmo ataque com um gol.
    Não há o que discutir.

    1. Os jogadores egípcios passaram por cerca de 5 jogadores argentinos, nenhum deles conseguiu recuperar a bola ou resistir. O gol não aconteceu em um toque após a falta.

  7. Na minha opinião, não houve nada de mais ————————–
    Acho que a questão da competência de Clattenburg como árbitro pode ser considerada encerrada. Ele nunca se destacou pela inteligência em campo durante sua carreira ativa, e agora só prova que nunca deveria ter sido permitido apitar – quantas equipes tiveram seu destino arruinado por essa abordagem, onde uma falta clara é considerada ‘nada’.

    1. Faltas tão claras e até piores não são marcadas em todas as partidas deste campeonato. Mas dizer que Clattenburg arruinou o destino é engraçado. Concordo.

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