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Empate conveniente entre Japão e Suécia: ambas as equipes na fase eliminatória. Combinado ou disputado?

Observamos com atenção.

Na última rodada do Grupo F, apenas a Tunísia não tinha mais nada em jogo, enquanto Holanda, Japão e Suécia poderiam ocupar qualquer uma das três primeiras posições.

Mas a emoção durou apenas alguns minutos no segundo tempo.

Por que o empate era bom para todos?

Antes da última rodada, o Japão estava em pé de igualdade com a Holanda, com a mesma diferença de saldo de gols (+4), ficando atrás apenas por ter marcado menos gols. No entanto, o líder enfrentava a já eliminada Tunísia, enquanto os japoneses jogavam contra os concorrentes suecos. Assim, qualquer um dos três poderia trocar de posição.

Na verdade, ficou claro desde o início: um empate seria seguro tanto para o Japão quanto para a Suécia. Isso porque garantiria aos japoneses pelo menos o segundo lugar, e aos suecos, com saldo zero, quase certamente a classificação em terceiro.

Embora, sejamos honestos: a motivação para vencer também existia, já que ambos se beneficiariam ainda mais.

▶️ Cenário no início do jogo. O Japão poderia ter a chance de vencer o grupo para evitar enfrentar o Brasil nas oitavas de final – precisaria derrotar a Suécia por uma margem maior do que a vitória da Holanda sobre a Tunísia. A Suécia poderia ser motivada pelo desejo de evitar a França já na primeira fase, pois o cenário atual dos terceiros colocados os levaria aos finalistas da última Copa do Mundo (nesse contexto, o Brasil não parecia tão assustador).

7️⃣ Cenário aos sete minutos. Ficou claro que o empate era mais seguro e conveniente. A Holanda marcou dois gols na Tunísia em sete minutos, e os japoneses precisariam de uma vitória por pelo menos três gols – e isso apenas para trocar o Brasil por Marrocos (no dia anterior, ainda havia esperança de que um deles fosse substituído pela Escócia). Os suecos já entendiam que, com um empate, garantiam a classificação em terceiro lugar, e, em vez do Brasil, poderiam enfrentar México, EUA ou Suíça, dependendo da combinação de outras terceiras colocadas.

Assim, ficou evidente que o empate era o melhor para ambos.

Início morno, troca de gols: como chegaram a esse empate

Surpreendentemente, a cotação das casas de apostas para o empate não caiu: manteve-se nos mesmos 3.40 de duas semanas atrás, antes do início do torneio. A Opta dava uma probabilidade de resultado semelhante, de cerca de 25%.

O primeiro tempo morno sugeria que ninguém precisava marcar ou vencer: apenas seis chutes ao todo (três no alvo), um fraco 0,21 xG do Japão contra um ainda mais opaco 0,07 da Suécia. Houve apenas uma tentativa perigosa do Japão. E a probabilidade de empate subiu para 41%.

A emoção foi um pouco agitada no início do segundo tempo: a Tunísia marcou um gol, Daizen Maeda marcou pelo Japão – igualando com a Holanda e restaurando o equilíbrio pré-jogo. Mas, aos 62 minutos, os holandeses marcaram novamente, e os japoneses sofreram um gol de Anthony Elanga – e o empate voltou a ser a opção mais conveniente.

No entanto, não se pode dizer que as equipes estivessem tão focadas nele, que só pensavam nisso.

Por exemplo, no final, os suecos criaram duas grandes chances, Elanga ainda poderia ter marcado, e Alexander Isak cabeceou bem – o goleiro teve que salvar. No final, foi ele, Zion Suzuki, quem manteve o Japão em segundo lugar no grupo, claramente sem nenhum acordo para terminar em empate, para que ninguém se preocupasse.

As estatísticas-chave de ataque são menores do que nos jogos anteriores, mas não drasticamente.

Então, combinação ou não? A resposta é clara

Assistimos ao jogo com atenção: não.

Claro, os cenários pré-jogo influenciaram o resultado.

1. O Japão não impôs um ritmo forte – provavelmente poupando energia para as eliminatórias. Entraram com tudo nos primeiros 15 minutos do segundo tempo e marcaram, mas, no geral, jogaram de forma passiva. Podiam ter pago caro por essa estratégia no final.

Os japoneses enfrentaram as dificuldades habituais para superar uma defesa organizada e baixa: trocaram muitos passes longe do gol em busca de espaço. Não apenas ignoraram as oportunidades de avançar, mas também se viram em um cenário desconfortável que exigiria mais esforço – decidiram não se sobrecarregar.

2. A Suécia também jogou com cautela, mas não abandonou os ataques. Não há a sensação de que poderiam ter sido mais intensos, embora também tenham se destacado em alguns momentos. A Suécia entrou em campo com uma dupla cautelosa no meio-campo: Victor Lindelöf e Yasin Ayari. Lindelöf como volante é sobre controle e cautela, não para impor um ritmo acelerado.

Curiosamente, na substituição forçada do zagueiro Isak Hien devido a lesão, não entrou um jogador da posição ou um meio-campista defensivo, mas sim o atacante Lucas Bergvall. Em teoria, isso poderia abrir o jogo, mas Bergvall foi posicionado intencionalmente mais à esquerda no centro, e menos ataques passaram por essa área.

Mesmo com um plano tão cauteloso, as equipes criaram oportunidades. No segundo tempo, o ponta Anthony Elanga se destacou: ele recebeu muitas bolas e tentou criar jogadas. A Suécia não se retraiu, mesmo quando empatou. Ou os suecos realmente queriam os pontos, ou estavam atuando. Acredito na primeira opção.

O Japão jogou em modo econômico, a Suécia foi cautelosa, mas buscou suas chances e criou oportunidades – não foi um jogo brilhante em termos de ataque, mas definitivamente não foi uma partida para empatar.

Os apostadores previam exatamente essa classificação final das seleções no grupo, esperavam as três primeiras equipes nas eliminatórias – nenhuma surpresa.

Os suecos imediatamente assumiram a primeira posição entre as equipes que ficaram em terceiro lugar – o que significou que eles já não poderiam ser eliminados do top-8, garantindo assim sua vaga direta nas quartas de final.

Nas oitavas de final, o Japão enfrentará o Brasil em 29 de junho, às 20:00 (horário de Moscou), sendo este o segundo jogo das eliminatórias. A Holanda jogará contra o Marrocos no mesmo dia, no horário americano, ou seja, em 30 de junho, às 4:00 (horário de Moscou).

A Suécia deve enfrentar a França, mas existem outras possibilidades, dependendo de quais seleções dos grupos se classificarão entre os oito melhores terceiros colocados.

Victória Simões

Ela é uma renomada jornalista esportiva, formada pela Faculdade de… More »

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